domingo, 28 de junho de 2020

Vicente Verner vítima de Libelo de Sangue - Dom Bosco

O jovem Vicente Verner - Naqueles tempos aconteceu um fato atroz que deu a conhecer quanto ódio abrigavam os Judeus contra nossa santa religião. Um jovem camponês de Treves (França) chamado Vicente Verner, tinha-se empregado, na idade de 15 anos, com alguns judeus de Vesel, para trabalhar a pagamento em uma adega. Um dia a mulher que caritativamente lhe dava morada lhe disse: "Verner, chegou a sexta-feira santa, os judeus te vão matar". O inocente jovem respondeu-lhe: "Eu não posso viver senão trabalhando; minha vida está nas mãos do Senhor." Na quinta-feira santa confessou e comungou e depois voltou para seu trabalho. Os judeus desceram com ele à adega: puseram-lhe uma bola de chumbo na boca para não se ouvirem os gritos, e em seguida ataram-no a um pau de cabeça para baixo, para que vomitasse a santa Hóstia; porém não podendo consegui-lo, açoitaram-no cruelmente. Abriram-lhe logo as veias e o espremeram com tenazes para que saísse todo o sangue de seu corpo. Foi conservado suspenso no ar durante três dias, já pelas pernas, já pela cabeça, até que exalou o último suspiro. Isto se deu no ano 1287. Seu cadáver ainda que enterrado em uma gruta, foi descoberto por luz portentosa que apareceu no lugar onde se achava sepultado. Foi tirado dali e com a honra devida, enterrado em uma capela. Martírio parecido a este sofreu em Damasco o Pe. Tomas de Sardenha, nos últimos anos do pontificado de Gregório XVI.

- Dom Bosco. História Eclesiástica; Quarta Época, Cap, III, p.191

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Jerusalém


12ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira
Primeira Leitura (2Rs 25,1-12)
Salmo Responsorial (Sl 136)
Evangelho (Mt 8,1-4)

1. Somos hiperbólicos em demasia, hipertrofiando por demais nossos próprios sofrimentos. Hoje se diz que a Igreja é perseguida... Embora haja uma oposição por parte do mundo, ao menos no ocidente, o termo perseguição é inadequado. Sofremos certo incômodo, certo antagonismo, mas de modo nenhum podemos comparar isso ao sofrimento dos santos e mártires. A primeira leitura nos dá uma dimensão sobre o que é o sofrimento. Os caldeus fecharam a cidade de Jerusalém, o povo começou a passar fome. Abriu-se uma brecha nos muros da cidade, e o rei fugiu com seus exércitos. Capturado por um dos generais inimigos, o rei foi obrigado a assistir a morte de seus filhos um a um, posteriormente foram-lhe arrancados os olhos, e atado a pesadas correntes, fora levado como escravo a Babilônia. O sofrimento em um grau atroz. A fome, a cena da morte dos filhos como a última imagem clara, os olhos arrancados, a escravidão no exílio... Isso nos dá uma dimensão do sofrimento, ante tão terrível cena deveríamos ter mais pudor ao reclamar de nossas pequenas dificuldades.

2. <A minha língua fique pegada às minhas fauces, se eu não me lembrar de ti. Se eu não me propuser Jerusalém, como o principal objeto de minha alegria. (Sl 136, 6)> ; O salmo foi composto no exílio e tinha um significado histórico bem concreto. Seu significado espiritual refere-se a Jerusalém celeste, ao Reino dos Céus. Todavia, entre o passado e a eternidade, ecoa um chamado histórico também concreto. Jerusalém a cidade santa encontra-se hoje sob domínio dos inimigos da cruz. Isso deveria ser para nós fonte de grande pesar... Um lugar tão santo, abandonado aos judeus. Jerusalém deveria ser a capital da cristandade, um lugar sob domínio da Igreja, pronto a receber peregrinos, repleto de monges, padres, religiosos e religiosas... Entretanto, lá está sob domínio dos descendentes daqueles que crucificaram Jesus, homens estes que não cessam de profanar tal solo sagrado com tão graves pecados (como por exemplo a marcha do orgulho sodomita anualmente ali realizada).

Se não alimentarmos essa dor, esse pesar por ver os lugares santos nas mãos do inimigo, se não nutrimos esse sentimento, acabamos por tratar a cidade sagrada como fosse um lugar qualquer, arriscando a perder nossa identidade, nossa fé, nossa alma... Ainda que hoje não seja possível recuperar Jerusalém, o atual estado da cidade não pode jamais ser tratado como normal, antes deve ser para nós um aviso bem visível de nosso fracasso na missão de edificar o império cristão, motivo de penitência e humilhação.

3. No dia de hoje celebramos a memória de São Josemaria Escrivá. A teologia do padre Escrivá traz um novo sentido as realidades cotidianas, dando ao ordinário uma dimensão extraordinária. De algum modo, São Josemaria trouxe uma dimensão poética a ''vida comum'', tornando aquilo que era fonte de tédio e sofrimento, uma épica aventura sagrada.

São Josemaria Escrivá, rogai por nós!

quarta-feira, 24 de junho de 2020

São João: a liturgia e as festas profanas


Natividade de São João Batista | Quarta-feira
Primeira Leitura (Is 49,1-6)
Salmo Responsorial (Sl 138)
Segunda Leitura (At 13,22-26)
Evangelho (Lc 1,57-66.80)

Em tempos ordinários, o dia de hoje seria no calendário profano ocasião de uma grande festa. A festa de São João é uma data folk em nosso país, marcada por música, dança, comida à vontade bem como certa nostalgia para com a cultura caipira. É tempo onde o citadino faz cosplay da camponês. Desde uma perspectiva cultural, apesar de alguns excessos, no geral meu julgamento sobre este tipo de festa é positivo, entretanto...

Entretanto... ela revela a complexidade e as dificuldades da relação entre a Igreja e cultura. A festa não tem absolutamente nada haver com a personalidade de São João Batista, um homem austero, um asceta, que desde a infância vivia nos desertos. O Batista não marcaria presença de maneira alguma em tais festividades, preferindo antes se refugiar na solidão, fortalecer-se na penitência afim de discernir com mais clareza os desígnios divinos. 

Se assim o é, porque tal festança em dia aparentemente tão inoportuno? Coincidência de calendário, acabou que antigas celebrações cosmológicas relacionadas ao solstício, bem populares entre o povo roça, convergiam com a memória litúrgica de São João Batista, e na busca por cristianizar antigos costumes pagãos, acabou por se realizar tal sobreposição simbólica mais ou menos confusa...

Não pretendo eu reformar os costumes pátrios, tanto menos proferir um julgamento definitivo em tão complexa questão, a qual muitos homens mais sábios do que eu preferiram não tocar. Porém, não posso deixar de manifestar meu estranhamento, bem como certa perturbação ao notar que aqueles que no dia de hoje gritam: "Viva São João!" raramente tem em mente a vida de tão admirável figura, o qual fora chamado pela escritura de ''o maior dos homens nascido de mulher''.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

"Porque vês tu pois a aréstra no olho de teu irmão, e não vês a trave no teu olho?"


12ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira
Primeira Leitura (2Rs 17,5-8.13-15a.18)
Salmo Responsorial (Sl 59)
Evangelho (Mt 7,1-5)

Se deixarmo-nos conduzir pela narrativa, a liturgia da palavra no dia de hoje como que nos eleva aos céus para depois nos deixar cair com o rosto em terra. A primeira leitura fala dos pecados de Israel. Apesar de ser uma realidade dolorosa, dado a estrutura narrativa, assistimos tudo desde fora. Pode ocorrer de que nos sintamos como um dos profetas do Senhor e, a luz da apostasia do Israel de outrora, condenemos os pecados de nossa nação no hoje. Adequado, uma vez que hoje os pecados desta civilização são gravíssimos, e talvez o corona vírus seja a manifestação das primícias de um castigo aterrador. Todavia, ainda assim é uma perspectiva incompleta. Isso porque não somos profetas. Depois de olhar em redor, o Evangelho nos convida a olhar para nós mesmos. O famoso não julgueis ecoa em nossos ouvidos, significando não um relativismo hedonista de que vale tudo, mas uma grande advertência segundo a qual o papel de juiz cabe a Deus e não aos homens. Segue-se a dura repreensão: como queres tirar o cisco do olho de teu irmão se tem uma trave ante seus olhos? Como queremos nós bancar os profetas, os salvadores da civilização ocidental, a nova elite, se, afinal, temos tantos e tão graves pecados em nossa conta? Orgulho, inveja, mentira, preconceito (esse termo é inexato, mas de fato existe uma realidade mais ou menos concreta que este se refere) e tantas outras imundices constituem a trave em nossos olhos, trave que ofusca nossa visão e faz com que ao julgarmos o próximo sejamos parciais e temerários. Se levássemos a sério o Evangelho, as redes sociais não estariam infestadas de tanta fofoca e maledicência.

Examinemos nossa consciência, ou aproveitemos os paradoxos da técnica e examinemos nossos arquivos digitais; nossas últimas postagens e conversas... Se a memória por vezes se torna cúmplice de nossas imundices, muitos dos fatos concretos estão de algum modo registrados nesse oceano virtual, de tal forma que podemos ter alguma ideia de nossa própria imundície. Que mais do que lamentar e longe de aceitar, antes procuremos corrigir-nos.

domingo, 21 de junho de 2020

Maomé e sua religião - Dom Bosco

Nasceu este famoso impostor em Meca, cidade da Arábia, de família pobre, de pai gentio e mãe judia. Errando em busca de fortuna, encontrou-se com uma viúva negociante em Damasco, que o nomeou seu procurador e mais tarde casou-se com ele. Como era epilético, soube aproveitar-se desta enfermidade para provar a religião que tinha inventado e afirmava que suas quedas eram outros tantos êxtases, durante os quais falava com o arcanjo Gabriel. A religião que pregava era uma mistura de paganismo, judaísmo e cristianismo. Ainda que admita um só Deus, não reconhece a Jesus Cristo como filho de Deus, mas como seu profeta. Como dissesse com jactância que era superior ao divino Salvador, instavam com ele para que fizesse milagres como Jesus fazia; porém ele respondia que não tinha sido suscitado por Deus para fazer milagres, mas para restabelecer a verdadeira religião mediante a força. Ditou suas crenças em árabe e com elas compilou um livro que chamou Alcorão, isto é, livro por excelência; narrou nele o seguinte milagre, ridículo em sumo grau. Disse que tendo caído um pedaço da lua em sua manga, ele soube fazê-la voltar a seu lugar; por isso os maometanos tomaram por insígnia a meia lua. Sendo conhecido por homem perturbador, seus concidadãos trataram de dar-lhe morte; sabendo disto o astuto Maomé fugiu e retirou-se para Medina com muitos aventureiros que o ajudaram a apoderar-se da cidade. Esta fuga de Maomé se chamou Egira, isto é, perseguição; e desde então começou a era muçulmana, correspondente ao ano 622 de nossa era. O Alcorão está cheio de contradições, repetições e absurdos. Não sabendo Maomé escrever, ajudaram-no em sua obra um judeu e um monge apóstata da Pérsia chamado Sérgio. Como o maometismo favorecesse a libertinagem teve prontamente muitos sequazes; e como pouco depois se visse seu autor à frente de um formidável exército de bandidos, pode com suas palavras e ainda mais com suas armas introduzi-lo em quase todo o Oriente. Maomé depois de ter reinado nove anos tiranicamente, morreu na cidade de Medina no ano 632.

- Dom Bosco. História Eclesiástica; Terceira Época, Cap, I, p.77.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Arquétipos - Carl Gustav Jung

[75] Senhoras e senhores, ontem abordamos as funções da consciência e hoje desejo terminar esse tópico relacionado com a estrutura da mente. A discussão sobre a mente humana não estaria completa se nela não incluíssemos a existência dos processos inconscientes. Permitam-me resumir brevemente as reflexões surgidas na noite passada.

[76] Não se pode lidar diretamente com os processos inconscientes por serem eles dotados de uma natureza inatingível. Não são imediatamente captáveis, revelando-se apenas através dos seus produtos, pelos quais inferimos que deve existir uma fonte que os produza. Essa esfera obscura é denominada inconsciente.

[77] Os conteúdos ectopsíquicos da consciência derivam, em primeiro lugar, do ambiente, e são recebidos através dos sentidos. Além disso, também provêm de outras fontes, como a memória e os processos de julgamento, que pertencem aos setores endopsíquicos. Uma terceira fonte de conteúdos conscientes seria o lado obscuro da mente: o inconsciente. Conseguimos uma aproximação dele através das propriedades das funções endopsíquicas, as funções que não se encontram sob o domínio da vontade. São o veículo através do qual os conteúdos inconscientes atingem a superfície da consciência.

[78] Apesar de os processos inconscientes não serem diretamente observáveis, podemos classificar seus produtos, que atingem o limiar da consciência, em duas classes: a primeira contém material reconhecível, de origem definidamente pessoal; são aquisições do indivíduo ou produtos de processos instintivos que completam, inteiram a personalidade. Há ainda os conteúdos esquecidos ou reprimidos, mais os dados criativos. Nada existe de peculiar em tais fatores. Em outras pessoas os elementos a que nos estamos referindo podem ser conscientes; muita gente está consciente de coisas que outras ignoram. Dei a essa classe de conteúdos o nome de mente subconsciente ou inconsciente pessoal, porque, dentro dos limites do nosso julgamento, creio ser tal camada inteiramente composta de elementos pessoais e componentes da personalidade humana em seu todo.

[79] A seguir há uma outra classe de conteúdos, cuja origem é totalmente desconhecida ou, pelo menos, tais fatores têm origem que não pode em hipótese alguma ser atribuída a aquisições individuais. Sua particularidade mais inerente é o caráter mítico. É como se pertencessem à humanidade em geral, e não a uma determinada psique individual. Ao defrontar-me pela primeira vez com tais conteúdos, perguntei-me se sua origem não era hereditária e acreditei que pudessem ser explicados através da herança racial. A fim de esclarecer este problema, fui para os Estados Unidos estudar os sonhos dos negros de raça não misturada e cheguei à conclusão de que tais imagens não têm nada a ver com o problema de sangue ou de herança racial. E também não são adquiridas pelo indivíduo. São próprias da humanidade em geral, sendo, pois de natureza coletiva.

[80] Dei o nome de arquétipos a esses padrões coletivos, valendo-me de uma expressão de Santo Agostinho. Arquétipo significa um “typos” (impressão, marca-impressão), um agrupamento definido de caráter arcaico que, em forma e significado, encerra motivos mitológicos, os quais surgem em forma pura nos contos de fadas, nos mitos, nas lendas e no folclore. Alguns desses motivos mais conhecidos são: a figura do herói, do redentor, do dragão (sempre relacionado com o herói, que deverá vencê-lo), da baleia ou do monstro que engole o herói. Outra variação desse mito do herói e do dragão é a katábasis, a descida ao abismo, ou nekyia. Os senhores se lembram da Odisseia, quando Ulisses desce ad inferos para consultar Tirésias, o vidente. O mito do nekyia encontra-se em toda a Antiguidade e praticamente no mundo todo. Expressa o mecanismo da introversão da mente consciente em direção às camadas mais profundas da psique inconsciente. Desse nível derivam conteúdos de caráter mitológico ou impessoal, em outras palavras, os arquétipos que denominei inconsciente coletivo ou impessoal.

- Carl Gustav Jung. A vida simbólica: escritos diversos; pág. 51-53.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Mentiras Televisivas

O leitor assíduo já deve ter notado que a maior parte do material deste blog consiste em comentários. Comentários a respeito da sagrada escritura, comentários sobre livros, filmes, séries, doramas, animes etc. E, entre tais comentários uma ou outra ideia original me vem a mente, de modo que com o tempo espero eu conseguir construir algo ao qual possa chamar de "minha filosofia". Tal método pode ser chamado de "impregnação radical" (creio que deva ter kibado do xarope do Olavo), e consiste em alimentar o imaginário com imagens e referências diversas, de modo a ir organizando-o aos poucos. De modo ordinário, é o método que tenho a disposição. Um sujeito relativamente jovem não tem experiência o suficiente para postulados mais amplos e, salvo no caso de um grande místico, fugir desse método denota certo grau de teatro e falsidade.

Dito isto, faço aqui algumas considerações sobre o filme Rede de Intrigas (Network) a maior redpill cinematográfica do século passado. Em plena década de 70, no auge da hegemonia televisa, um sujeito resolve fazer um filme metendo a real e mostrando toda a podridão da mídia mainstream, pautada pelo absoluto desprezo a dignidade humana, pela mentira, infiltrada de comunistas, e controlada de baixo dos panos por certa elite global com vistas a implantar um governo mundial. E sabe o que acontece? O exato roteiro do filme: nada. O povo escolhe a bluepill o filme foi ignorado, caiu no esquecimento, e a televisão continuou a perder almas e destruir mentes ao longo de décadas, até que surgiu a internet. 

Detalhemos um pouco mais sobre o roteiro filme: certo sujeito, jornalista com anos de profissão, recebe a notícia de sua demissão, e então em um de seus últimos programas, ao invés de seguir o padrão, fica revoltado e começa a dizer verdades e atacar o sistema midiático em rede nacional. Curiosamente, isso eleva a audiência, de forma que os diretores da emissora dão cada vez mais destaque ao jornalista, que acaba louco, mas um louco que gera dividendos. Nisso há toda uma subtrama de adultério, comunismo, e manipulação que não vem ao caso agora. No final, as denúncias do sujeito vão se tornando cada vez mais duras e depressivas, de forma que a audiência se esvai. O povo que o idolatrou e elevou as alturas por dizer a verdade doa a quem doer se cansa dele. Não, os populares não querem a verdade, não querem por fim a rede de intrigas e conspirações gestadas desde a televisão, querem apenas distração e entretenimento. 

Assim é ainda hoje e, embora a televisão venha perdendo espaço, seus pretensos substitutos na internet não são muito mais sinceros. A difusão de mentiras, fake news, se mostra um negócio altamente lucrativo. O dizer a verdade, meter a real, coisa chata e tediosa, indigna de atenção. Isso, porém, não é algo novo, tal já está dito no Mito da Caverna de Platão. 

Apesar de não alimentar esperanças temporais, tenho grandes expectativas escatológicas. Sim, a mentira dá o tom a narrativa mundana mas, com a morte, a luz há de dissipar toda e qualquer treva. Aí de nós! Eis que a mentira será desmascarada em absoluto, o brilho da verdade será tamanho que obrigará incluso aqueles que não a quiserem ver, ardendo em fogo que nunca se apaga por toda a eternidade.