sábado, 30 de setembro de 2017

Brasil Século XXI, onde bispos militam contra o catolicismo


Mais uma vitória do laicato católico:
Em votação apertada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (27/09) rejeitar uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) que pedia que o ensino religioso nas escolas públicas não promovesse uma determinada fé ou denominação, limitando-se a apresentar as existentes.

Com a decisão, o modelo "confessional", em que os professores podem ser padres ou pastores e influenciar a vida religiosa dos alunos, continuará a ser usado nas escolas, como acontece em várias redes estaduais e municipais. As escolas também continuam livres para optar pelo modelo "não confessional".

Para o especialista Luiz Antônio Cunha, professor emérito da UFRJ, a decisão é, sobretudo, uma vitória da Igreja Católica, que tem mais recursos e estrutura para formar professores e era uma das maiores interessadas na derrota da ADI. [1]
Todavia, enquanto alguns militam heroicamente em defesa da expansão da Fé para a glória de Deus e salvação das almas, há prelados a militar contra a fé; estes teólogos da corte traem a Igreja em nome da revolução, aliam-se aos modernos Herodes e Pilatos, os figurões das ideologias e partidos mundanos:
Ensino Religioso (ER) em escola pública só pode ser ensino da religiosidade, da dimensão religiosa, das atitudes e valores condizentes com a religião.

O problema é a confessionalidade, na escola pública, com recursos públicos e a possibilidade certa de hegemonia da Igreja Católica, agora, e depois das Igrejas Pentecostais.

A tradição do ER no Brasil, com exceção de alguns lugares e dioceses muito reacionárias e conservadoras é o ER não confessional. O desacreditado STF cedeu ao lobby católico. Os melhores pensadores do ER em escola pública no Brasil não aceitam a confessionalidade e isso, por imposição autoritária de alguns, não foi respeitado.

A decisão é um retrocesso e é obscurantista.

Mas... sigamos. Trabalharei muito para praticar o ER não confessional, trabalhando com os professores.

A confessionalidade da religião é objeto da catequese, na comunidade de fé, na família e, com as devidas adaptações, na escola confessional.

Cada um em seu lugar e todos conversando com todos, escola, família, comunidade, sociedade.

O ER, processo de educação da religiosidade, cumpre uma tarefa e a Catequese, processo de educação da fé, cumpre outra tarefa. Ambas dialogam e se entendem muito bem.

Simples assim! [2]
Este texto odioso e mal escrito, com tantos jargões quanto os de um militante comunista de DCE, tragicamente é obra de Dom Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte e e Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-Minas.

Enquanto os fiéis, amparados na tradição da Igreja dão continuidade a luta de homens como Monsenhor de Ségur, luta contra a educação laica, contra Escola sem DeusDom Mol por sua vez, luta pela laicidade contra influência da fé católica na educação.

Brasil século XXI onde bispos militam contra o catolicismo.

Rezemos pela santificação do clero, conversão dos hereges,  pela extinção da degenerada Teologia da Libertação, e continuemos a militar pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

***

Sobre os argumentos levantadas pelo Monsenhor de Ségur contra a educação laica, você encontra um breve resumo neste vídeo do Conde Loppeux de la Villanueva:

Reflexões da Sagrada Escritura: Nacionalismo, Muros e Fronteiras


(25ª Semana do Tempo Comum - Sábado 30/09/2017)
Primeira Leitura (Zc 2,5-9.14-15a)
Responsório (Jr 31,10-13)
Evangelho (Lc 9,43b-45)

1. Na primeira leitura, segundo o oráculo dirigido ao profeta Zacarias, é dito que os muros de Jerusalém serão derrubados, uma grande multidão de pessoas de diversos povos e nações se aproximará dela e o Senhor mesmo virão habitar no meio deles.

A profecia pode ser vista tanto do ponto de vista histórico quanto escatológico. Do ponto de vista histórico isto já ocorreu, caíram as muralhas de Jerusalém a fim de abrigar povos de todas as nações. A Jerusalém dos Judeus deu lugar à Nova Jerusalém, a Santa Igreja, o qual é formada por povos de todas as línguas e nações, e o próprio Deus, presente no Sacramento da Eucaristia, habita no meio de nós.

Após a leitura fiquei a pensar na questão da imigração que divide direitas e esquerdas... É lícito ter seus temores com relação aos imigrantes muçulmanos, mas para com católicos isto é injustificado. Fechar as fronteiras das nações para nossos irmãos de Fé é colocar nacionalismos acima da catolicidade, o Estado acima da Igreja, isso é uma espécie de idolatria, um pecado contra a universalidade da Igreja.

2. No Responsório cantamos com o profeta Jeremias: "Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!" (Jr 31, 10). Hoje, os católicos estão também dispersos e espalhados em inúmeras nações. No céu, não haverá países e nações, seremos um só Povo, um só rebanho, o rebanho do Senhor. Os países e nações pertencem a este mundo que passa, e não ao Céu.

3. Concluo estas reflexões com o ensinamento de São Josemaria Escrivá:
Ama a tua pátria: o patriotismo é uma virtude cristã. Mas se o patriotismo se converte num nacionalismo que leva a encarar com frieza, com desprezo - sem caridade cristã nem justiça -, outros povos, outras nações, é um pecado. (Sulco 315)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Dos Anjos

34) Quais são as criaturas mais nobres que Deus criou?
As criaturas mais nobres criadas por Deus são os Anjos.

35) Quem são os Anjos?
Os Anjos são criaturas inteligentes e puramente espirituais, sem corpo.

36) Para que fim criou Deus os Anjos?
Deus criou os Anjos para ser por eles honrado e servido, e para os fazer eternamente felizes.

37) Que forma e que figura têm os Anjos?
Os Anjos não têm forma nem figura alguma sensível, porque são puros espíritos, criados por Deus para subsistirem, sem terem de estar unidos a corpo algum.

38) Por que então se representam os Anjos com formas sensíveis?
Representam-se os Anjos com formas sensíveis: 1°. para auxiliar a nossa imaginação; 2°. porque assim apareceram muitas vezes aos homens, como lemos na Sagrada Escritura.

39) Foram todos os Anjos fiéis a Deus?
Nem todos os Anjos não foram todos fiéis a Deus, mas muitos por soberba pretenderam ser iguais a Ele, e independentes do seu poder; e por este pecado foram excluídos para sempre do Paraíso, e condenados ao Inferno.

40) Como se chamam os Anjos excluídos para sempre do Paraíso, e condenados ao Inferno?
Os Anjos excluídos para sempre do Paraíso e condenados ao Inferno, chamam-se demônios, e o seu chefe chama-se Lúcifer ou Satanás.

41) Os demônios podem fazer-nos algum mal?
Sim, os demônios podem fazer-nos muito mal à alma e ao corpo, se Deus lhes der licença, sobretudo tentando-nos a pecar.

42) Por que nos tentam os demônios?
Os demônios tentam-nos pela inveja que nos têm e que lhes faz desejar a nossa eterna condenação, e por ódio a Deus, cuja imagem em nós resplandece. E Deus permite as tentações, a fim de que nós, vencendo-as com a sua graça, pratiquemos as virtudes e alcancemos merecimentos para o Céu.

43) Como podemos vencer as tentações?
Vencem-se as tentações com a vigilância, com a oração e com a mortificação cristã.

44) Os Anjos que se conservaram fiéis a Deus, como se chamam?
Os Anjos que se conservaram fiéis a Deus chamam-se Anjos bons, Espíritos celestes, ou simplesmente Anjos.

45) Que aconteceu aos Anjos que se conservaram fiéis a Deus?
Os Anjos que se conservaram fiéis a Deus, foram confirmados em graça, gozam para sempre da vista de Deus, amam-No, bendizem-No e louvam-No eternamente.

46) Deus serve-se dos Anjos como seus ministros?
Sim, Deus serve-se dos Anjos como seus ministros, e especialmente confia a muitos dentre eles o ofício de nossos guardas e protetores.

47) Devemos ter particular devoção ao nosso Anjo da guarda?
Sim, devemos ter particular devoção ao nosso Anjo da guarda, honrá-lo, implorar o seu auxílio, seguir as suas inspirações e ser-lhe reconhecidos pela assistência contínua que nos dá.

Catecismo Maior de São Pio X; Primeira Parte - Do Símbolo dos Apóstolos, chamado vulgarmente O Credo; Capítulo I: Do Primeiro Artigo do Credo Virtudes Principais; §2° Dos Anjos.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Zelo para com o Templo


(25ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira 20/09/2017)
Primeira Leitura (Ag 1,1-8)
Responsório (Sl 149, 1-2. 3-4. 5-6a.9b (R. 4a))
Evangelho (Lc 9,7-9)

Por meio do Profeta Ageu diz o Senhor na primeira leitura: "Acaso para vós é tempo de morardes em casas revestidas de lambris, enquanto esta casa está em ruínas?" (Ag 1,4). A palavra dirigida antes aos israelitas também vale para nós: temos que zelar pelo Templo do Senhor.

Na escola meu professor babaquinha elogiava os protestantes e depreciava os católicos dizendo que os protestantes investiam o ouro, enquanto os católicos o usavam para enfeitar a suas igrejas. Os católicos é que estão certos, e não os protestantes idólatras do dinheiro. A casa do Senhor, o Templo, a Igreja, deve ser razão de grande zelo, cuidado e amor por parte dos fiéis. Que serviu o ouro dos protestantes usado em benefício próprio? Serviu para afagar suas vaidades e financiar viagens a Disneylândia. E o ouro dos católico? Este serve para a glória de Deus e a salvação das almas. 

Ainda hoje, tamanha beleza é a alegria dos pobres e instrumento da providência para inúmeras conversões. A beleza, a verdadeira beleza, está também a serviço do Reino, da glória de Deus e da salvação daqueles que O amam.

(No vídeo acima, imagens da belíssima igreja de São Francisco da Piedade, no Rio de Janeiro. Belíssimo templo edificado para a honra de Nosso Senhor Jesus Cristo)

Anime Católico? Eis a resposta...

Depois de combaterem nazistas na América do Sul, Hiraga Joseph Kou e Roberto Nicolas vão a África investigar as profecias de um suposto santo cujo corpo diz-se encontrar-se incorrupto. Porém, antes, como um “gap” entre os dois arcos, somos convidados conhecer um pouco mais sobre o estranho colaborador de Hiraga: Lauren.

Lauren é uma espécie de Julian Assange, um hacker talentoso e perigoso condenado a prisão perpétua. Lauren recorre a seus direitos de “assistência espiritual” e escolhe Hiraga, não com o intuito de conversão, mas apenas como um interlocutor digno para passar o tempo. Hiraga mostra certo zelo apostólico (que falta hoje em muitos padres intoxicados por um irenismo relativista), buscando a conversão de Lauren. Em sua estratégia apologética, enquanto jogam um estranho jogo, Hiraga vendo as resistências de Lauren, começa não por falar de Deus, mas do demônio, contando-lhe uma história na qual foi chamado a dar seu conselho. Até aí o episódio vai bem, mas depois desanda por uma doutrina perversa. O protagonista desta história seria um homem humano, filho do demônio, amaldiçoado com o poder de ter todos os seus desejos realizados. 

Para começar demônios não procriam com humanos. Infelizmente este tipo de superstição e bem popular, e não faltam aqueles que invocam até mesmo versículos bíblicos para fundamenta-la, como o trecho de Gênesis 6, 2: “vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram por suas mulheres as que, dentre todas lhes agradaram.” ; a este respeito esclarece Dom Estevão Bittencourt:
1. Filhos de Deus e filhas dos homens
O casamento entre filhos de Deus e filhas dos homens suscitou a perplexidade dos leitores. Daí diversas interpretações:

1) Tratar-se-ia de uma citação implícita, isto é, de um texto de origem não bíblica transcrito pelo autor sagrado sem mencionar a fonte. Fazendo esta citação, o hagiógrafo teria em vista apenas salientar que o mundo ia mal e merecia uma intervenção de Deus. Segundo a mitologia, os filhos de Deus seriam deuses que se uniram a mulheres (filhas dos homens). Esta interpretação é carente de fundamentação.

2) A tradição rabínica e as primeiras gerações cristãs interpretaram os filhos de Deus como sendo os anjos, que se teriam unido a mulheres, de modo a gerar descendentes. Tal modo de ver foi consignado (citado), mas não abonado, pelos escritos no Novo Testamento; ver Jd 6; 2Pd 2, 4. Com o tempo caiu em descrédito, de sorte que no século IV já era contestado por autores cristãos. É de notar que os anjos não podem ter cópula carnal com mulheres visto que não têm corpo.

3) A interpretação correta vê nos filhos de Deus uma população fiel à Lei do Senhor e nas filhas dos homens a população infiel ou - como dizem alguns, querendo mais precisão - tratar-se-ia de setitas e cainitas. (ver Gn4, 17-24 e 5, 1-32).

Outro erro do episódio, este bem comum em obras de ficção, é retratar o demônio como poderoso em demasia, quase como um "deus maligno". O demônio não tem tal onipotência, não tem ele o poder de moldar a realidade, tirar vidas, ressuscitar mortos tampouco de criar homúnculos, nos diz Santo Agostinho que: "O demônio é um cão feroz, acorrentado. Faz muito barulho, late, rosna. Mas ele só morde se chegarmos perto". A história se desenvolve nessas premissas problemáticas; tenta até explorar alguns temas interessantes como a questão da penitência, do perigo dos desejos (vontade desordenada), apesar do final bem clichê e problemático, em que “o que importa é o amor”. Por fim Lauren acaba por se converter. Outro incômodo: os yaoi subliminares continuam fortes nessa encrenca, a cena final dá a entender um Lauren com ciúmes da relação de amizade de Hiraga e Roberto, é de dar ânsias de vômito.



Depois desse interlúdio vamos à África, o caso: um suposto santo e profeta cujo corpo estaria incorrupto e suas profecias estariam se cumprindo uma a uma sucessivamente. Grande destaque nesta saga é dado a Roberto Nicolas, ficamos por conhecer sua história, seus vícios e fragilidades. A tentação de Roberto é a sede por conhecimento, logo ao chegar a Igreja de Nairóbi, administrada pelo Padre Julian, dedica-se ele a estudar os misteriosos grimórios da gigantesca biblioteca anexa a Igreja. Que bom seria se em todas as Igrejas, ou ao menos nas catedrais, houvesse tamanha biblioteca anexa. O desenvolvimento deste arco foi muito positivo e interessante, bem como a cena do julgamento do Padre Roberto Nicolas riquíssimo do ponto de vista teológico.

Este arco me fez devanear um pouco, pensando nas relações com uma história real ocorrida em terra brasilis... Houve também aqui um suposto santo profeta, dito inerrável, em torno deste homem foi criado um culto estranho e uma ordem monástica com hábitos templários. Após sua morte, seus seguidores se dividiram, sendo parte deles incorporados a estrutura da Igreja; está mesma parte foi recentemente protagonista de escândalos e polêmicas, o que, segundo boatos, teria motivado o Vaticano a enviar uma equipe para inspecioná-los (Roberto e Hiraga live action?). Qual será o desfecho deste caso? Tenho eu meus palpites... Mas, chega de devaneios!

Solucionado o caso na África vamos ao último arco da primeira temporada: O Palhaço Degolador. Em minha opinião um dos mais apressados e um tanto quanto inferior aos outros dois, em brevíssimo tempo somos inundados com uma complexa trama envolvendo drogas, intrigas amorosas, enigmas esotéricos e garotos albinos; elementos em demasia durante um brevíssimo tempo. Duas coisas chamo a atenção, o documentário de Carlo sobre o palhaço degolador no inicio do arco lembre muito a estética usada no clássico do terror: A Bruxa de Blair; e em segundo lugar: mais uma gigantesca biblioteca lotada de livros secretos e raros anexa a Igreja, queria uma assim em minha paróquia rsrs.

Terminado este breve arco, chegamos ao último episódio da temporada: a saúde do irmão mais novo de Hiraga, Ryota, piora, e enquanto este esta em seus momentos finais aguardando a morte, sua história é contada em meio a flashbacks. Ryota tem um estranho dom (ou seria maldição?): de prever com antecedência quando uma pessoa vai morrer. A história tem tons bem tristes e dramáticos, em determinado momento há um ponto muito positivo em que Ryota discerne que sua missão seria então rezar pela salvação das almas destes moribundos, mas com o desenrolar da história, o catolicismo do episódio vai dando lugar a uma espécie de espiritismo japonês em que Ryota se encarrega da missão de levar a “oração dos mortos aos vivos”. Torço para que seja só uma expressão infeliz do roteirista. Outra questão problemática deste episódio foi a referência vaga no que diz respeito ao conceito de sacramento; o anime faz um uso bem poético do termo durante o episódio final, poético em demasia e pouco ortodoxo.

Enfim, no fim, tudo termina de um jeito “bonitinho” e misterioso sugerindo uma segunda temporada, pois ainda há mistérios a serem resolvidos.

É um anime católico? 


Com o fim da primeira temporada posso agora responder essa pergunta: a resposta é NÃO. Vatican Kiseki Chousakan definitivamente não é um anime católico. Prova disso são as insinuações problemáticas, doutrinas erradas (sobretudo nos episódios 05 e 12), bem como a total ausência de cenas retratando as mais importantes realidades cristãs: a celebração dos sacramentos. Em 12 episódios de cerca 20 minutos não é possível ver uma única hóstia consagrada. Igualmente o sacramento da confissão (que em outras obras de ficção, como por exemplo Demolidor, fora tão bem explorada)  é ausente no anime. Vejo a obra mais como fruto da criatividade literária do autor, do que da piedade de um fiel. Entretanto, isso não significa que seja um anime ruim, na verdade de todas as vezes que a Igreja Católica foi retratada na ficção japonesa, esta foi em minha opinião uma das mais positivas.

Foi divertido acompanhar as deduções de Hiraga e Roberto, desvendar junto deles os mistérios, rastrear as causas naturais de supostos milagres, alegrar-me com a arte do desenhista ao retratar belíssimas catedrais. Vi no Padre Roberto Nicolas e sua tentação pelo conhecimento do oculto, um reflexo de certas inclinações de minha própria alma; vi na criteriosa investigação a respeito de cada alegado milagre, um encorajamento a um saudável ceticismo contra uma mentalidade supersticiosa tão comum neste país, que às vezes afeta até mesmo homens da Igreja; e no silêncio de Deus um mistério de Fé. Explico o último ponto: durante toda a história vemos a ação dos homens, homens bons, homens maus, por vezes até mesmo a ação do demônio, mas o silêncio de Deus. Porque Deus não fala? Porque não se manifesta? Ele fala, age de modo misterioso por meio de sua Divina Providência, passa e caminha conosco, como caminhou com os discípulos de Emaús, mas não o vemos. Pedimos por milagres, por acontecimentos estupendos e extraordinários, queremos fazer do extraordinário algo corriqueiro, e fechamos os olhos e os ouvidos para o Cristo que se manifesta na simplicidade. Fico a pensar no Cireneu, que com má vontade ajudou aquele condenado a carregar sua Cruz e não foi capaz de perceber que aquele homem era o próprio Deus. Deus age no mundo, de forma misteriosa ora discreta, silenciosa ora luminosa (aqui entram os milagres), eis o mistério da Fé.

Torço por uma segunda temporada, e confio que mesmo com todas as suas falhas, este obra será usada pela Providência a fim de atrair mais almas para a Igreja Católica.

“Ó Senhor, por favor mostre a eles o caminho!”


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Luz e Providência


(25ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira 25/09/2017)
Primeira Leitura (Esd 1,1-6)
Responsório - (Sl 125 (126),1-2ab.2cd-3. 4-5. 6 (R. 3a))
Evangelho - Lc 8,16-18

1.Na primeira leitura de hoje vemos como Deus usou de um rei pagão, Ciro dos Persas, para a reconstrução do templo de Jerusalém. Misteriosos os desígnios da providência.

Rezemos pelos nossos governantes, mesmo eles não sendo cristãos. O Espírito sopra onde quer, e Deus usa dos mais variados meios para servir sua Divina Vontade.

2.No salmo cantamos as obras maravilhosas do Senhor, e no Evangelho uma séria advertência nos é dada: ''Portanto, prestai atenção à maneira como vós ouvis! '' (Lc 8,18a).

Como estou ouvindo a palavra de Deus? Com humildade e mansidão? Ou pelo contrário estou fazendo self-service, escolhendo só as partes agradáveis, aquelas que vão de encontro com meus caprichos? Ou pior, usando-a como desculpa para espezinhar meu irmão! Examinemo-nos e meditemos no ensinamento de São Josemaria Escrivá:
O santo, para a vida de muitos, é “incômodo”. Mas isso não significa que tenha de ser insuportável.
- O seu zelo nunca deve ser amargo; a sua correção nunca deve ferir; o seu exemplo nunca deve ser uma bofetada moral, arrogante, na cara do próximo. -(Forja 578)
3.A Palavra de Deus é, como cantamos no Domingo: "Luz para os meus passos, lâmpada para o meu caminho". No Evangelho de hoje, é-nos dito que está luz deve iluminar, não foi feita para ficar escondida.

Iluminar, eis a função primaria da luz! Luz essa que deve ser motivo de alegria e esperança para aqueles que caminham. Porém, é inevitável que essa luz que ilumina não cause repulsa aos dorminhocos, aqueles que gostam de viver na escuridão. Devemos lidar com isso sem medo e respeitos humanos, entretanto, este incômodo é a consequência e não o objetivo; se uso dessa luz mais para espezinhar e provocar os dorminhocos que para guiar-me em meus caminhos, algo está errado.

4.Há algo mais: essa luz revela tudo o que há de oculto, inclusive as misérias e pecados de nosso coração, do meu coração. Quanta coisa há aí que queríamos deixar oculto, não? Mas, não é o plano de Deus, quer Ele revelar nossa miséria, minha miséria, expor a ferida a fim de que O busquemos para sermos .

Luz que ilumina, luz  que purifica... A nós descei Divina Luz!



5.E que Maria, Estrela do Mar, estrela que reflete a luz do Sol, que é o Cristo o Senhor, estrela que guia os navegantes, guie também nós, indignos marinheiros da gloriosa nau de Pedro, afim de que não naufraguemos nas águas do mundo e do pecado, vindo a perder-nos eternamente.

Maria Estrela da Manhã rogai por Nós.
Divino Espírito, Deus com o Pai e o Filho, iluminai-nos.

Kyrie Eleison!

domingo, 24 de setembro de 2017

Season Finale


Na última sexta-feira chegou ao fim a primeira temporada de Vatican Kiseki Chousakan. O anime possui seus problemas, mas em todas as produções do "universo otaku", creio eu que foi uma das melhores e mais respeitáveis representações da Igreja Católica no entretenimento japonês.

Anteriormente analisei o primeiro arco da anime; fico devendo mais dois textos analisando os arcos seguintes, aguardem!

Torço para que venha uma segunda temporada, pois a história ainda têm um grande potencial por explorar, bem como espero que tenha ela ao menos servido para inspirar uma saudável curiosidade dos não crentes para com a Igreja e que tal curiosidade possa contribuir a futuras conversões.



O Mal não tem Direitos

Conta-nos o Padre João Piasentin[1], um episódio muito curioso da vida do Beato Pier Giorgio Frassati: 

Um dia viu fixarem cartazes de injúria e calúnia contra o diretor católico, homem digno e patriota.
Não duvidou um instante sequer: arrancou os cartazes.
Ameaçaram-no pela ofensa a liberdade de pensamento. Calmo respondeu: "O erro e a calúnia não tem direito a liberdade. Se encontrar outros cartazes, os arrancarei".

Se é assim com injúrias dirigidas a homens humanos, tanto mais deve ser nosso zelo para coibir e por fim a todas as ofensas e blasfêmias dirigidas a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Obras de arte blasfemas têm sim que ser censuradas. O mal não deve ter direito a liberdade de expressão ou manifestação no espaço público. 

Que iluminados pelo exemplo do Bem-Aventurado Pier Giorgio Frassati, sejam os católicos movidos por esta santa coragem. Lutemos com os meios a nossa disposição para a censura de todas as blasfêmias e ofensas a fé católica, pois o mal não tem direitos.


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sábado, 23 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Com canto apresentai-vos diante do Senhor!


(Sábado da 24ª Semana do Tempo Comum - Sábado 23/09/ 2017 | Memória de S. Pio de Pietrelcina) 
Primeira Leitura - 1Tm 6,13-16
Responsório (Sl 99 (100),2. 3. 4. 5 (R. 2c))
Evangelho - Lc 8,4-15

R. Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
2 Aclamai o Senhor, ó terra inteira, +
servi ao Senhor com alegria, *
ide a ele cantando jubilosos! R.

3 Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, +
Ele mesmo nos fez, e somos seus, *
nós somos seu povo e seu rebanho. R.

4 Entrai por suas portas dando graças, +
e em seus átrios com hinos de louvor; *
dai-lhe graças, seu nome bendizei! R.

5 Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, +
sua bondade perdura para sempre, *
seu amor é fiel eternamente! R.

Salmo - Sl 99 (100),2. 3. 4. 5 (R. 2c)


Diz-nos hoje o salmo: "Com canto apresentai-vos diante do Senhor!".

Nosso canto têm servido para aclamar e glorificar o Senhor, ou estamos cantando o pecado e os prazeres do mundo? Quando cantamos estamos bendizendo ou maldizendo o Senhor e sua lei?

Pensemos nisso, e procuremos que nosso cantar seja também coerente a nossa Fé.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: O Dinheiro


(24ª Semana do Tempo Comum - Sexta-feira 22/09/2017)
Primeira Leitura (1Tm 6,2c-12)
Responsório (Sl 48 (49),6-7. 8-10. 17-18. 19-20 (R. Mt 5,3))
Evangelho (Lc 8,1-3)

As leituras de hoje atacam a idolatria ao dinheiro. São Paulo é muito claro quando diz: 
Tendo alimento e vestuário, fiquemos satisfeitos.
Os que desejam enriquecer caem em tentação e armadilhas, em muitos desejos loucos e perniciosos que afundam os homens na perdição e na ruína, porque a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro. Por se terem deixado levar por ela, muitos se extraviaram da fé e se atormentam a si mesmos com muitos sofrimentos. (Tm 6, 8-10)
No salmo ainda cantamos:
— Não te inquietes, quando um homem fica rico e aumenta a opulência de sua casa; pois ao morrer não levará nada consigo, nem seu prestígio poderá acompanhá-lo. (Sl 48(49) 17-18)


Quem coloca sua esperança e sua vida no dinheiro é um néscio. Quem vive em busca de gozo e luxo é um babaquinha; é preciso que o dinheiro não seja convertido de um meio a um fim; é necessário que os bens desta terra sejam usado de modo a contribuir com nossa salvação ao invés de atrapalha-la.

Lemos no Evangelho:
Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. (Lc 8, 3)
As mulheres do Evangelho entenderam o recado, colocaram seus bens suas posses a serviço do reino,e da salvação das almas. É para isso que serve o dinheiro, para o serviço, para frutificar e lucrar em salvação de almas. Pensemos nisso, e ao invés de dedicarmos nossos bens a vaidades e futilidades, usemos e o administremos com vista a salvação das almas.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Medalha de São Bento


A medalha de São Bento não é um "amuleto da sorte". Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé.

O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, como conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.

Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.

Todo Cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois, é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.

O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.

Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos: Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.

Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados. [1]

Reflexões da Sagrada Escritura: Guardar a Unidade do Espírito pelo Vínculo da Paz


(24ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira 21/09/17  | Festa de São Mateus, Apóstolo e Evangelista) 
Primeira Leitura (Ef 4,1-7.11-13)
Responsório (Sl 18(19A),2-3.4-5 (R. 5a))
Evangelho (Mt 9,9-13)

Hoje na primeira leitura comentamos o famoso trecho de São Paulo, a respeito da doutrina da Igreja como o Corpo Místico de Cristo. Porém, gostaria eu de chamar atenção ao início da leitura, em que nos diz o Apóstolo dos Gentios:
Irmãos, eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz.    (Ef 4, 1-3)

Caminhar com humildade e mansidão, segundo a vocação que recebemos, suportando uns aos outros com paciência no amor, afim de guardar a unidade e o vinculo da paz na Igreja. Não é para fazer da Igreja um campo de batalha, fechar-nos em panelinhas ideológicas tentando moldar a Igreja a nossa imagem e semelhança, mas reconhecer e amar a diversidade de linguagens, carismas, temperamentos e vocações, diversidade essa que é unida e ordenada segundo os desígnios do Espírito.  Isso é fácil de falar, mas difícil de aplicar, nós homens chagados pelo pecado original temos dificuldade de lidar com o diverso, mesmo quando este está nos desígnios divinos; tantas vezes preferíamos nós que a Igreja fosse uma monocultura canavieira ao invés de um jardim florido... São Paulo sabe disso, e por isso ressalta: Suportai-vos! Humildade! Mansidão! Aplicai-vos, esforcem-se, em guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz; pois. a paz na Igreja também pede dos homens esforço, esforço de silenciar suas vozes orgulhosas e mesquinhas, seus times e partidos, e escutar com docilidade os sussurros do Espírito, cujo som ressoa em toda a terra.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: O Mistério da Igreja


(24ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira 20/09/17)
Primeira Leitura (1Tm 3,14-16)
Responsório (Sl 110 (111),1-2. 3-4. 5-6 (R. 2a)))
Evangelho (Lc 7,31-35)


O salmo hoje nos convida a cantar as maravilhas que são as obras do Senhor. A primeira leitura nos aponta uma destas obras que é um grande mistério: a Igreja.

A Igreja é um mistério, e é preciso termos consciência a reverência por isso. Mesmo que estudemos a vida toda, jamais seremos capazes de conhecê-la ou compreendê-la plenamente.

Quem não respeita o mistério da Igreja, quem não a contempla com humilde referência acaba ideologizando a Fé. É como criar um cercadinho em um terreno imenso e pensar que o mundo se resume a ele. O terreno imenso é a Igreja, a Igreja de Deus, Mistério de Fé, o cercadinho é a igreja das ideólogos, seu horizontinho curto. Cuidemos nós para não sermos como esses ideólogos.

Maria, Mãe da Igreja, Rainha dos Mártires, rogai por nós!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Cibermilícias católicas? Deus vult!


Depois de anos de apatia e inércia frente ao estamento progressista, enfim, partes consideráveis dos fiéis católicos têm acordado para a o combate político-cultural em defesa da Fé. Aqui no Brasil, nos últimos dias, a militância católica:

Já nos EUA, nossos irmãos de fé conseguiram impedir por repetidas vezes palestras do herético Pe. James Martin, ponta de lança do lobby sodomita infiltrado na Igreja, em espaços e universidades católicas como o Theological College em Washington.

Tudo isso tem despertado a ira dos modernistas, filhos da perdição. Depois de Antonio Spadaro, é agora a vez de Massimo Faggioli chorar as pitangas por conta daquilo que designou como “cibermilícias católicas”.

Para o desespero do Faggioli, Spadaro e tantos outros filhos da serpente, a contra-revolução virá a galope. No espirito de Lepanto, Covadonga e Vendéia, Deus vult!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Católicos põe fim a exposição blasfema em Porto Alegre

Protesto contra o banco Santander em São Luís (MA)
Poucos dias antes de completar um mês em cartaz no Santander Cultural, a blasfema exposição Queermuseu – Cartografias da diferença na América Latina teve de ser fechada e encerrada neste domingo (10), após protestos de uma heroica militância católica. 

Em Porto Alegre (RS), local da exposição, um grupo de fiéis se reunira a fim de rezar o Santo Rosário em desagravo as ofensas cometidas contra a Santa Religião. Em São Luís (MA), agências do banco foram atacadas por pichações. Posteriormente, ainda em São Luís, houve uma pequena marcha organizada pelo laicato, afim de denunciar o teor anticristão do banco.



Na internet, muitos homens e mulheres de todo o país se manifestaram: petições, negativações em massa em páginas ligadas ao banco, vídeos, comentários, bem como cancelamento de contas e destruição de cartões foram algumas das formas de protesto utilizadas. Na esfera legal, não foram poucos os que anunciaram ações contra o banco por vilipêndio ao culto e apologia aos crimes de pedofilia e zoofilia.  Políticos como o senador Magno Malta, o deputado federal Flávinho, e o deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hatten também prometeram tomar as medidas legais cabíveis.

Todavia, a militância gayzista e a mídia globalista a ela submissa não tardaram em pôr-se ao lado de do diabo, defendendo tão blasfema e criminosa exposição, cogitando inclusive trazê-la para a cidade de Belo Horizonte (MG).
Manchetes dos principais veículos midiáticos sobre o ocorrido. Note, com excessão da Gazeta do Povo, o víeis demoníaco da grande mídia.


O laicato católico continua a agir, de modo um tanto caótico, a fim de buscar as devidas punições ao ao Banco Santander e aos responsáveis pela exposição Queermuseu por seus crimes. Todavia, as autoridades diocesanas continuam em sua inércia covarde, seja por meio de seu silêncio, seja por pronunciamentos vergonhosos, como o da Arquidiocese de Porto Alegre.

***

Segue abaixo uma breve análise do meu amigo Arthur Rizzi, do Grupo de Estudos Perillo Gomes, a respeito do ocorrido:

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Reflexões da Sagrada Escritura: Aprontemo-nos!


(23ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira 13/09/17)
Primeira Leitura (Cl 3,1-11)
Responsório (Sl 144 (145),2-3. 10-11. 12-13ab (R. 9a))
Evangelho (Lc 6,20-26)


Hoje vemos novamente uma harmonia providencial na liturgia, um providencial remédio contra uma das mais disseminadas doenças do mundo moderno, um verdadeiro exorcismo ao Espírito Burguês. Que é o Espirito Burguês? É um “estado de espírito” um padrão de pensamento e comportamento baseado no orgulho e avareza, motivado pelas glórias do mundo, pelo lucro e conforto. São Paulo, hoje na primeira leitura (Cl 3, 1-11) vai direto a raiz quando nos recorda que nós cristãos estamos mortos para o mundo, e devemos buscar as coisas do alto. Sem acordo, sem conciliação de opostos, oito-oitenta. No Evangelho (Lc 6, 20-26), a radicalidade da mensagem cristã torna-se ainda mais penetrante: “Aí de vós ó ricos! Aí de voz que são louvados pelo mundo!”. O cristão não é alguém que vive no conforto burguês, mas um homem que tal qual o seu Senhor é perseguido, porque não pertence a este mundo.

E nós? Estamos acostumados com o mundo? Aspiramos uma felicidade mundana? Ou temos a coragem e a radicalidade de morrer para o mundo, mortificar-nos, e nos manter fiéis a verdade, não importa o quanto isso nos traga problemas?

Hoje também celebramos a memória de São João Crisóstomo, um dos maiores pregadores da história da Igreja, um homem que mesmo em meio as perseguições, jamais deixou de denunciar com coragem profética, as vaidades, ilusões, e “poses” de seu tempo, que eram contrárias aos ensinamentos de Cristo. Diz o santo em de suas mais uma famosas homilias: 

"Vamos! Aprontemos-nos para combater os ímpios anomeus. Se eles se indignarem com a designação de ímpios, fujam da impiedade e eu retiro o nome; renunciem aos pensamentos incrédulos e eu desistirei do apelativo injurioso. Se, porém, eles pelas obras profanam a fé e não se escondem, cobertos de vergonha, debaixo da terra, por que se irritam contra nós, que condenamos com palavras o que eles manifestam com ações?" (São João Crisóstomo, Da incomprensibilidade de Deus, Homilia 2. Ed. Paulus, p. 33).
Que São João Crisóstomo interceda por nós! E, como cristãos, aprontemo-nos, pois não nascemos para o conforto e sim para o combate.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Da Sagrada Escritura


870) Onde se acham as verdades que Deus revelou?
As verdades que Deus revelou acham-se na Sagrada Escritura e na Tradição.

871) Que é a Sagrada Escritura?
A Sagrada Escritura é a coleção dos livros escritos pelos Projetas e pelos Hagiógrafos, pelos Apóstolos e pelos Evangelistas, por inspiração do Espírito Santo, recebidas pela Igreja como inspirados.

872) Em quantas partes se divide a Sagrada Escritura?
A Sagrada Escritura se divide em duas partes: Antigo e Novo Testamento.

873) Que contém o Antigo Testamento?
O Antigo Testamento contém os livros inspirados escritos antes da vinda de Jesus Cristo.

874) Que contém o Novo Testamento?
O Novo Testamento contém os livros inspirados escritos depois da vinda de Jesus Cristo.

875) Que nome se dá comumente à Sagrada Escritura?
À Sagrada Escritura dá-se comumente o nome de Bíblia Sagrada.

876) Que quer dizer a palavra Bíblia?
A palavra Bíblia quer dizer coleção dos livros santos, o livro por excelência, o livro dos livros, o livro inspirado por Deus.

877) Por que é a Sagrada Escritura chamada o livro por excelência?
A Sagrada Escritura é chamada o livro por excelência, por causa da excelência da matéria de que trata e do Autor que a inspirou.

878) Não pode haver erro na Sagrada Escritura?
Na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, porque, sendo toda inspirada, o Autor de todas as suas partes é o próprio Deus. Isto não obsta a que nas cópias as e traduções da mesma se tenha dado algum engano ou dos copistas ou dos tradutores. Porém, nas edições revistas e aprovadas pela Igreja Católica não pode haver erro no que respeita à fé ou à moral.

879) É necessária a todos os cristãos a leitura da Bíblia?
A leitura da Bíblia não é necessária a todos os cristãos, sendo, como são, instruídos pela Igreja; mas é contudo útil e recomendada a todos.

880) Pode-se ler qualquer tradução em língua vulgar da Bíblia?
Podem ler-se as traduções em língua vulgar da Bíblia desde que sejam reconhecidas como fiéis pela Igreja Católica, e venham acompanhadas de explicações ou notas aprovadas pela mesma Igreja.

881) Por que só se podem ler as traduções da Bíblia que são aprovadas pela Igreja?
Só se podem ler as traduções da Bíblia que são aprovadas pela Igreja porque só Ela é legítima depositária e guarda da Bíblia.

882) Por quem podemos nós conhecer o verdadeiro sem tido das Sagradas Escrituras?
O verdadeiro sentido das Sagradas Escrituras podemos conhecê-lo só por meio o da Igreja, porque só a Igreja é que não pode errar ao interpretá-las.

883) Que deveria fazer um cristão, se lhe fosse oferecida a Bíblia por um protestante ou por algum emissário dos protestantes?
Um cristão a quem fosse oferecida a Bíblia por um protestante, ou por algum emissário dos protestantes, deveria rejeitá-la com horror, por ser proibida pela Igreja. E, se a tivesse aceitado sem reparar, deveria logo lançá-la ao fogo ou entregá-la ao próprio pároco.

884) Por que proíbe a Igreja as Bíblias protestantes?
A Igreja proíbe as Bíblias protestantes, porque ou estão alteradas e contêm erros, ou então, faltando-lhes a sua aprovação e as notas explicativas das passagens obscuras, podem causar dano à Fé. Por isso a Igreja proíbe também as traduções da Sagrada Escritura já aprovadas por Ela, mas reimpressas sem as explicações que a mesma Igreja aprovou.

Catecismo Maior de São Pio X; Quinta Parte - Das Virtudes Principais e de Outras Coisas Que o Cristão Deve Saber; Capítulo I: Das Virtudes Principais; §4° Da Sagrada Escritura. 

domingo, 10 de setembro de 2017

Repúdio à exposição "Queermuseu" patrocinada pelo Banco Santander




10/09/2017 - 14:24 | Diante das inúmeras reações católicas ante a blasfêmia manifesta o banco se pronunciou:


NOTA SOBRE A EXPOSIÇÃO QUEERMUSEU

Nos últimos dias, recebemos diversas manifestações críticas sobre a exposição Queermuseu - Cartografias da diferença na Arte Brasileira. Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra.

O objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia. Nosso papel, como um espaço cultural, é dar luz ao trabalho de curadores e artistas brasileiros para gerar reflexão. Sempre fazemos isso sem interferir no conteúdo para preservar a independência dos autores, e essa tem sido a maneira mais eficaz de levar ao público um trabalho inovador e de qualidade.

Desta vez, no entanto, ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo. Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana.

O Santander Cultural não chancela um tipo de arte, mas sim a arte na sua pluralidade, alicerçada no profundo respeito que temos por cada indivíduo. Por essa razão, decidimos encerrar a mostra neste domingo, 10/09. Garantimos, no entanto, que seguimos comprometidos com a promoção do debate sobre diversidade e outros grandes temas contemporâneos.

A Rússia tem um problema de "Taliban Ortodoxo"?



Após um incêndio criminoso em uma sala de cinema em Ekaterimburgo, os protestos sobre um filme polêmico podem se tornar violentos.
(...)

O incêndio em Ekaterimburgo aconteceu poucos dias depois de um suspeito desconhecido lançar cocktails Molotov em um estúdio usado pela Uchitel. O perpetrador ainda não foi encontrado.

Em 2014, um jornal em Ekaterinburg advertiu sobre a crescente censura religiosa na Rússia. O artigo foi uma resposta a concertos cancelados por bandas ocidentais de heavy metal e protestos contra peças ou exposições com alguma conexão com Jesus. Esses incidentes aconteceram depois de 2013, que introduzam penas de prisão por ofender sentimentos religiosos
(...)

O ano de 2015 viu um pico em tais incidentes. O ministro da Cultura da Rússia despediu o diretor de um teatro siberiano cuja disputa do "Tannhäuser" de Wagner ofendeu a Igreja Ortodoxa Russa. Em Moscou, membros de um grupo ortodoxo dissidente chamado "Vontade de Deus" destruíram esculturas em uma exposição de arte moderna. E em São Petersburgo, uma estátua de Mephisto na fachada de uma casa histórica foi demolida.

(...) A Igreja Ortodoxa em Ekaterimburgo condenou o incêndio criminoso e criticou aqueles que tentam conectar o incidente e a raiva sobre o filme "Matilda" com a população ortodoxa. (...)
Fonte: www.dw.com

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

São Simão de Trento: O Santo Proibido


Um dos mais escandalosos exemplos da covardia do clero pós-conciliar foi a ostracização do culto a Simão, o santo mártir tridentino. Tudo foi feito afim de apagar dos anais da história qualquer referência ao martírio de Simão de Trento: sua festa litúrgica suprimida, suas santas relíquias escondidas, a capela a ele consagrado, como numa ironia blasfema, tornou-se uma sinagoga.

"Em Trento, dia de S. Siméão menino, o qual foi morto pelos judeos com grande crueldade, e depois resplandeceo com muitos milagres." Martirológio Romano - MDCCXLIII(?), pág 72, dia 24 de março.

Em 1475 na cidade de Trento, norte da Itália, na quinta-feira Santa, uma criança de pouco mais de dois anos desapareceu, causando preocupação e muita aflição nãos só aos pais do garoto como em toda comunidade tridentina.

Filho do casal Andre e Maria, Simão, nasceu aos 26 de novembro de 1472, família pobre viviam em um lugarejo próximo a Trento. Dias antes do desaparecimento do pequeno Simão, o Beato Bernardo da Feltre, franciscano itinerante, ao passar pelo local, previu um acontecimento que causaria muita dor na cidade.

Na noite de quinta-feira Santa, o menino Simão desapareceu. Sequestrado da porta da casa de seus pais e localizado na sexta-feira Santa de baixo da sinagoga local.

Logo identificaram s algozes do pequeno Simão, cerca de 15 judeus liderados por um de nome Samuel. Os malfeitores levaram a criança, a qual diziam que semelhava a um anjo devido a sua beleza e doçura, a sinagoga, amordaçada iniciaram o martírio da pequeno, cortando-lhe e arrancando pedaços de sua face e logo em seguida todos os presentes tiraram pedaços do corpo de Simão, colhendo o seu sangue, tudo feito com o garoto ainda vivo.

Não satisfeitos com a crueldade cometida, o líder, colocou Simão de pé, e mandando que um dos presentes mantivesse os braços do pequeno aberto, como o de Nosso Senhor na cruz, bradando: "Como nossos pais trataram o CRISTO! Assim perece todos os inimigos!"; pediu, também, aos demais que furassem o corpo de pequeno Simão com agulhas ou com qualquer objeto disponível, o martírio durou pouco mais de uma hora, tendo ainda desferidos socos contra a pequena criança.

Terminando a tortura, os judeus pegaram o corpo do pequeno Simão e o colocaram em barris de vinho, imaginando que encobririam o seu diabólico crime.

Como todos vinham o sofrimento dos pais de Simão, saíram em busca do filho. Ao ser delatado por crianças que viram judeus levarem Simão, o líder da sinagoga jugou o barril no rio que passava por baixo do local, e o próprio denunciou aos magistrados que viu algo que semelhava um corpo, preso por baixo da sinagoga.

Resgatando o corpo, pode-se ver a crueldade a que o pequeno foi submetido, tamanha a maldade testemunhada pelos ferimentos encontrados.

Presos, 17 judeus confessaram o sequestro, tortura e homicídio de Simão, dizendo que o motivo da horrenda morte seria para utilizar o sangue do pequeno na cozedura das suas matzas da páscoa judaica, 15 condenados a morte, entre eles Samuel o líder da comunidade e principal articulador da morte.

Em 1588 foi incluído no Martirológico Romano, com reconhecimento do Papa Sixto IV, citado pelo Papa Bento XIV no Livro I Capítulo XIV nº 4 no trabalho de canonização de santos e também na Bula Beatus Andreas de 22 de fevereiro de 1755, confirmando Simão como Santo. O Papa Gregório XIII reconheceu como mártir do ódio judeu contra o cristianismo, conforme também Clemente XIV.

Em 1965, porém, para agradar os judeus, o Cardeal Montini, então Papa, suprimiu o culto de São Simão, seu relicário foi escondido, bem como sua festa litúrgica removida do calendário. A história do Santo Simão de Trento passou a ser vista pelos pós-conciliares como uma lenda urbana anti-semita.

A Capela que outrora foi dedicada a honra do pequeno santo, fora vendida e seria transformada em sinagoga. A Capela era contígua a casa de Samuel o líder da comunidade judaica e do grupo que o martirizou.

Em 2007 o professor e historiador Ariel Toaff, filho do ex-rabino de Roma Elio Toaff, publicou um livro intitulado Páscoa de Sangue (Pasque di Sangue), onde testifica que judeus sacrificavam crianças para usar seu sangue em pães ázimos para a páscoa judaica, utilizando como exemplo o caso de São Simão de Trento. O professor Ariel, após a publicação de seu livro teria sido ameaçado de demissão da universidade, de sofrer sanções legais, desacreditado e dizem que até ameaças de mortes teriam sofridos. Dois meses após a publicação do livro, todas as edições e traduções foram retiradas.[1]
Em nome do “diálogo-interreligoso”, os clérigos hoje pedem desculpas aos judeus e tratam a memória de São Simão como uma mera lenda medieva antissemita. Porém, ainda existem aqueles com coragem de “cutucar o formigueiro”, como o já citado professor Ariel Toaff, bem como PhD. Harrel Rhome[2] que, no documentário que se segue (não sei por quanto tempo, pois já foi removido e deletado por diversas vezes da internet), amparado em farta documentação histórica, prova por A + B a existência destes macabros rituais, do qual São Simão de Trento foi uma de tantas vítimas.



***

Em março 2007, fora criado em Trento por iniciativa dos  fiéis a Comissão de São Simão, que objetiva:

a) a restauração da veneração pública e privada de São Simão de Trento mártir inocente, martirizado em 1475;
b) O retorno das relíquias do santo que foram escondidas desde 1965, após a supressão do culto pela Cúria Trentina;
c) A propagação da devoção ao São Simão;

Para atingir estes fins, a "Comissão de São Simão", trabalha através da organização de conferências, debates, orações públicas e privadas, e informação do público sobre o assunto.

Tomemos nós também parte nesta campanha, propagando a verdade sobre o martírio de São Simão, bem como crescendo na devoção a este grande santo.

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[1] O texto citado é de autoria de Roosevelt Maria de Castro, e foi publicado originalmente no blog Espelho de Justiça (espelhodejustica.blogspot.com.br). Fiz algumas modificações no texto, no que diz respeito apenas a questões de concordância verbal, procurando manter-me, porém, fiel ao espírito e significado deste.
[2] O senhor Harrel é uma personalidade um tanto quanto controversa, bem como sua exegese bíblica, manifesta no documentário, bastante problemática, entretanto, o documentário é bom e fornece dados históricos demasiados sólidos para serem ignorados.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

07 de Setembro: Ruptura ou Continuidade?

Outro dia estava lendo as críticas muito bem colocadas do grande tradicionalista católico americano Christopher Ferrara acerca do mito da "revolução conservadora" que teria sido a independência dos Estados Unidos. Coloquei-me a pensar a respeito do processo de independência do Brasil.

Certamente houve uma ruptura, mas esta ruptura não foi causa nossa, nem da velha e tradicional classe política portuguesa. Tal ruptura se deu pelo jacobinismo liberal de uma claque muito abaixo do valor da verdadeira lusitanidade que de assalto tomou Lisboa, e exigiu impiedosamente que o povo que recebera de braços abertos a côrte portuguesa, que dera homens a invadir a Guiana Francesa, em represália ao imperialista Napoleão, fosse submetida a vil condição de colônia. Dom João VI, vindo para cá, trouxe consigo mais que a sede do governo, trouxe prosperidade e uma nova esperança aos brasileiros.

Os outrora colônos e membros de uma província escanteada do curso da história - não obstante suas titânicas dimensões territoriais - eram agora súditos de um reino e de uma civilização. Não só por questões geopolíticas, mas também pelo amor que adquiriu por essas terras meridionais, no dia 16 de novembro de 1815, decidiu Sua majestade fidelíssima elevar o Brasil ao posto de Reino Unido, trazendo o Brasil para o palco da história.

José Bonifácio de Andrada e Silva, posteriormente "o patriarca da Independência", já pouco tempo depois sugeriria Dom João VI proclamar-se Imperador do Ocidente, e com aplausos de toda côrte instalada no Rio de Janeiro, pensava-se um gigante geopolítico como nunca visto na Terra. Um Império unificado, espalhado por todos os cantos do mundo, cuja sede estivesse segura no além-mar, e tivesse peso e poder de influência na Europa pela antiga metrópole. Não fosse por aqueles vis jacobinos do Porto... Que teria sido a Portugalidade?

Conquanto não se possa falar em "se" na historiografia, importa lembrar que embora fora mesmo uma ruptura o 7 de setembro, ele não foi algo revolucionário como o 4 de Julho de 1776. O rei Jorge III não era um tirano, seus impostos não eram fardos pesados, a revolução americana fora fruto de uma classe maçônica, jacobina e aristocrática que se insuflava contra um rei justo, para estabelecer o monstro moderno de um Estado sem transcendência.

Na nossa portugalidade, nem o rei e nem o povo brasileiro almejavam a separação. Não se circulou nos jornais brasileiros qualquer menção a independência ou clamor por tal coisa até algumas semanas antes de ser efetuada tal danosa ruptura. Quem almejava essa vil separação? Uma claque jacobina e torpe, formada por velhos alcoviteiros em suas lojas maçônicas, que levantaram-se com ideias universalistas e francófilas a trair o glorioso futuro com que o rei e seus súditos sonhavam. O rei sabia disso, por isso, em 1818, seu catolicismo e seu amor pelo destino que planejava o levara a fechar as lojas maçônicas em todo o reino.

"Tome para si esta coroa antes que algum aventureiro o faça!" - teria sido a frase quem Sua Majestade Fidelíssima mandara a seu filho, o príncipe regente Dom Pedro I (IV de Portugal), simbolizando os laços que se desejavam manter, a despeito de revolucionários ímpios. Uma ruptura que mais pareceu um acordo familiar para evitar um mal maior, e assim, da ruptura, percebe-se nascer um mar de continuidades. Aqui, continua a reinar a casa de Bragança, com Dom Pedro I e seu magnânimo filho, Dom Pedro II, e teríamos Dona Isabel I não fosse - por ironia do destino - uma nova claque francófila e golpista, com positivistas e liberais mancomunados a derrubar um esclarecido Império e estabelecer um autoritária e falida república.

Vemos na bandeira, o verde da casa de Bragança, a cruz da Ordem de Cristo, a esfera armilar, um Estado confessional, uma aristocracia pujante e com muitos laços com a antiga metrópole. Vemos um reconhecimento da independência mediado e negociado, uma carta constitucional baseada nos mesmos princípios com o mesmo legislador. As continuidades são tamanhas e tantas, que não seria estranho perguntar: Houve mesmo ruptura? O hino nacional brasileiro tinha já após 1831 trechos melódicos extraídos do antigo himno patriótico.

O 7 de Setembro não deveria ser lembrado pelo que ele rompeu com Portugal, mas por aquilo que ele manteve de Portugal, pois ele foi a justa defesa por de um rei corajoso (Dom João VI) de seus súditos amados no além-mar, quando já prisioneiro das côrtes, permitindo a seu filho tomar as rédeas do destino de uma nação, protegendo do autoritarismo de uma turba revolucionária. O 7 de Setembro deveria simbolizar não os conflitos armados entre brasileiros e portugueses, mas um rei que se recusou a mandar seus irmãos nascidos em solo europeu a atirar em seus irmãos nascidos em solo americano, razão pela qual foi necessário ás côrtes liberais exigir isso.

O 7 de Setembro é celebração da continuidade, não da ruptura. De uma língua, de uma única nação, separada no tempo, na história, mas unida na língua e no coração. Se há uma independência que pode ser considerada conservadora, com certeza não é a americana, mas sim a brasileira.

#Arthur Rizzi

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Brics TV


Putin propõe criação de canal de televisão do Brics

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs nesta segunda-feira (4) a criação de um canal de televisão do bloco econômico do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A ideia é que a rede de comunicação produza material jornalístico e de entretenimento sobre as iniciativas comerciais e culturais dos cinco países, bem como de encontros no âmbito do fórum econômico.

A iniciativa foi sugerida em reunião ampliada com os presidentes dos países do bloco internacional em Xiamen, na China.[1]

***

A mais nova cartada de Vladimir Putin no universo da guerra cultural é a criação de uma espécie de Brics TV, afim de expandir a influência russa para além das ex-repúblicas soviéticas, fortalecer a coesão ideológica interna do grupo, bem como se contrapor ao aparato midiático americano-globalista. O antigo chefão da KGB não dá ponto sem nó, e se hoje manifesta abertamente suas intenções sob a forma de um interesse desinteressado, significa que já há muito existe algo previamente desenvolvido e detalhadamente planejado. Como simples blogueiro de província, sei bem que não tenho a menor condição de influir sob o curso dos acontecimentos, deste modo, não pretendo de modo nenhum desenhar uma linha de ação para impedir ou favorecer tal empreitada russa, mas tão somente, especular as consequências que tal iniciativa terá sobre nós católicos; sem mais delongas, adiante!

I)Panorama Religioso: De todos os países do bloco, em nenhum tem a Igreja Católica grande influência na vida pública. Embora 73,5% da população sul africana se declare cristã, o catolicismo é apenas um polo minoritário entre centenas de “denominações’’, arrebanhando apenas 7,1% deste total[2]. Na Índia, temos uma nação pagã, imersa em suas bizarras superstições hindus; na China há uma ditadura comunista hostil a Igreja; já na Rússia, a promíscua relação entre o Patriarcado Cismático de Moscou e o Kremlin têm criado sucessivas dificuldades para os católicos eslavos. 

Neste cenário, com a Brics TV, a cultura brasileira receberia um influxo de novas idéias hostis à Santa Igreja, que já enfrenta hoje diversos perrengues. 

II)Panorama Geopolítico: Do ponto de vista geopolítico, porém, os efeitos seriam curiosos. Com um novo ator no jogo midiático, a hegemonia do pensamento globalista-estunidense sofreria um violento golpe, sobretudo se levarmos em conta a recente política russa de combate ao câncer marcusiano, sobretudo suas manifestações nas ideologias gayzista e feminista, o combate a estas pragas no território nacional tende a ser facilitado.

III)E nós?: Ficaríamos nós apenas passivos diante deste emaranhado de pressões? Não poderia a indústria nacional influenciar também positivamente os demais países do Brics? Talvez favorecer nossos irmãos católicos na luta pela liberdade na China? No combate as superstições hinduístas na Índia? Duvido muito...  A Igreja não tem nenhuma influência significativa sob o cenário midiático brasileiro; os efeitos do Brasil na Brics TV não seriam muito católicos, no pior dos cenários estariam ligados a exportação dos nossos tele-ladrões de dizimo a África do Sul, ou as degenerações fabricadas no Projac ao resto do bloco.

Em resumo, o que nós católicos podemos esperar dessa tal Brics TV? Treta, muita treta.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

[Denúncia] Gayzismo na PUC-Londrina

Os hereges infiltrados nas estruturas da Igreja estão cada vez mais abusados. Urge o tempo dos fiéis católicos levantarem a voz.

Desta vez, em Londrina, a militância gayzista pretende usar das estruturas da PUC para a realização de uma Semana LGBT; nós filhos da Igreja iremos permitir?

 

No próximo dia 12 de setembro, a PUC Londrina sediará a 1ª Semana LGBT no auditório João Paulo II. Conheça o evento e saiba como você pode ajudar a impedi-lo.
Cobre uma posição do arcebispo Dom Geremias Steinmetz:
- Ligue para (43) 3371-3141
- Envie um e-mail para: contato@arquidioceselondrina.com.br
- Assine a petição no CitzenGo 

***
06/09/17 | Em resposta aos apelos do laicato, manifestou-se o bispo, mas como vivemos em tempos de escassez de culhões, ao invés de cancelar a patifaria, se limitou ele a adiá-la, bem como formular uma vaga promessa segundo a qual conteúdo das palestras será submetida ao escrutínio de um teólogo.
Cônscios de que a antropologia fundamental do processo de ensino-aprendizagem da PUCPR é pautada pelo Evangelho, essa mesma instituição faz jus ao diálogo aberto, franco e respeitoso e, portanto, essas reflexões terão nova data: 02 a 05 de outubro de 2017. A organização do evento, bem como as palestras, contará com a presença de um teólogo católico, isso para garantir o alinhamento com os princípios da Igreja e da Universidade. [1]