sábado, 2 de setembro de 2017

Abir Judith: Arte Marcial Bíblica (?)

A luta do patriarca Jacó com um anjo em Fanuel (Gn 32, 24-32) é um dos mais enigmáticos trechos do Antigo Testamento. Longe de arriscar interpretações exegéticas de tal episódio, trago hoje uma informação um tanto curiosa. Segundo dizem, as técnicas marciais utilizadas pelo santo patriarca teriam sido preservadas e transmitidas ao longo de gerações a seus descendentes, Abir Judith seria o nome desta lendária arte marcial bíblica.
Abir Judith é a arte marcial israelita mais antiga, com raízes históricas que remontam ao patriarca bíblico Abraão (século XVIII a.C.) que fora transmitida por ele à seu filho Isaac, e este a Jacó, e este aos seus 12 filhos, e essa arte continuou sendo transmitida e desenvolvida de geração a geração entre o povo hebreu, sendo utilizada como método de combate pelas doze tribos israelitas nos tempos bíblicos, tendo seus movimentos baseados no alfabeto hebraico, Cabala, danças, histórias, símbolos e figuras de animais e armas, únicas do povo judeu. Essa arte marcial está ligada intimamente ao pentateuco bíblico e a cultura hebraica, sendo inseparável deles. Atualmente essa arte marcial é pouco conhecida mesmo dentro de Israel, sendo que poucos praticantes ainda conservam essa tradição marcial milenar. Se os relatos forem corretos essa arte possui mais de 3900 anos de existência.

Atualmente as tecnicas dessa arte marcial são preservadas por Yehoshua Avner Sofer Maatuf-Doh, que possui o título de Aluf Abir (Grande Mestre), atualmente com 60 alunos e 15 díscipulos entendidos. Yehoshua Sofer tem 52 anos, judeu natural do Iémen, começou a praticar a arte aos três anos de idade com seu pai, um herdeiro de uma alta estirpe de lutadores centenários de Abir Judith, que morreu aos 108 anos de idade, cuja família descendente do rei Davi no século X a.C..

Yehoshua afirma que sua família é originária de Efrata (antiga região situada entre Belém e Hebron), e que teriam ido para Habban no Iémen fazendo escolta da rainha de Sabá e dos sacerdotes judeus quando estes foram até lá por ordem do rei Salomão, filho de Davi, e afirma que a arte Abir ou Abiru é citada em diversos trechos biblicos, como por exempĺo na entrada do povo hebreu na terra de Canaã. Essa arte marcial foi utilizada pelos hebreus no Egito faraônico, e para se defenderem das invasões babilônicas e romanas nas épocas do primeiro e segundo templos, e que se propagou na antiguidade pela Pérsia e Arábia durante as diáporas do povo judeu. Os trajes típicos da arte mantém a tradição milenar dos trajes do povo hebreu da época bíblica, e as orações bíblicas judaicas servem como preparação espiritual para os combatentes[1].
É difícil, porém, comprovar se de fato a Abir Judith procede dos patriarcas, ou se estamos diante de um mero artificio retórico propagandístico. De todo modo, é uma arte bem curiosa como pode ser verificado no vídeo abaixo:

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