terça-feira, 7 de novembro de 2017

Digidramas – Sobre Digimon Tri

Pouco depois de escrever sobe a “A Complexidade Psicologico-Simbólica de Digimon”, resolvi revisitar a infância reassistindo a série clássica Digimon Adventure; uma experiência extremamente agradável. Como afirmei no texto anterior, Digimon é um verdadeiro conto de fadas moderno, uma obra prima do entretenimento japonês, um riquíssimo compêndio simbólico. Terminada esta reminiscência, resolvi dar uma chance para a mais nova aventura dos digescolhidos, Digimon Adventure Tri. Já estava inteirado sobre a existência da série há algum tempo, todavia não estava muito motivado a “profanar” as velhas lembranças, sobretudo por algumas más impressões que tive ao consultar a crítica especializada, entretanto, acabei dando o braço a torcer, e qual não têm sido minha surpresa com Digimon Adventure Tri e sua profundidade existencial.

Digimon Adventure Tri destaca-se para além da nostalgia, investindo em uma forte carga dramática. Direcionada a um público hoje já adulto, a nova narrativa não teme arriscar. Anos se passaram desde a primeira aventura, e as antigas crianças, hoje estão entrando ao mundo adulto, estamos diante do drama da maturidade; é uma experiência única do expectador comparar as transformações e o crescimento dos personagens, com o próprio crescimento, nestes anos todos não só as crianças escolhidas mudaram profundamente, mas também aquela antiga criança de outrora que se divertia acompanhando religiosamente as aventuras dos digimons na então TV Globinho

O ritmo da trama porém é lenta, o roteiro se delonga na construção e apresentação dos personagens; passei eu 9 episódios maldizendo o roteirista por ter estragado o personagem Takeru/T.K. até que, uma vez manifesta a intenção do autor, aplaudi de pé a genialidade para com o mesmo personagem. Algo parecido se deu com a personagem Mimi, comentava com um amigo “Mimi entrou na federal”; era uma personagem tão simpática capaz de apaixonar o público infantil de outrora e, tornou-se agora na adolescência uma “vadiazinha”. Todavia, mesmo a versão "periguete" da personagem mostra-se algo mais que mera perversão japonesa de um roteirista tarado, mas um detalhe cuidadosamente elaborado para o aprofundamento da trama.

No momento em que escrevo estas linhas, assisti até o episódio 11, há atualmente 21 episódios disponíveis, faltando, suponho eu, pouco mais que 5 para a finalização da obra, que deve ocorrer em janeiro de 2018. Os produtores tem aproveitado e muito bem o material que tem em mãos, todavia, até o último episódio segue o risco: Digimon Adventure Tri será o opus magnum da milionária e amada franquia digital monsters ou o fiasco que culminará no enterro definitivo do digimundo? Dentro de pouco tempo teremos a resposta...

P.S. – Digimon é melhor que Pokémon.

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