domingo, 28 de janeiro de 2018

Nossa Senhora das Bicicletas (?)

Dias atrás tive a oportunidade de assistir o filme Perigo por Encomenda (Premium Rush); apesar do roteiro um tanto quanto fraco, o filme me empolgou, sobretudo com as cenas de ação, bikes a toda velocidade contornando a caótica Nova Iorque. Sou fã de bicicletas, e adepto deste meio de transporte, bem como vejo com bons olhos esta recente onda de construção de ciclovias, que avança contornando as barreiras do lobby automobilístico.

Algo muito interessante, que descobri a pouco tempo, é a relação da bike com a devoção a Nossa Senhora de Ghisallo:
Madonna di Ghisallo é uma colina na região da Lombardia, no norte da Itália. Recebeu esse nome após uma aparição da santa ao Conde Ghisallo que, na Idade Média, ao ser atacado por bandidos, se refugiu em uma capela e viu sua imagem.

Como a região fazia parte do Giro di Lombardia, importante prova ciclística italiana, o padre local, Ermelindo Viganò, propôs que a santa fosse declarada padroeira dos ciclistas.

A sugestão foi acatada pelo Papa Pio XII e a Nossa Senhora de Ghisallo foi consagrada oficialmente em 1949.

O santuário acabou se tornando centro de romaria de ciclistas do mundo todo e acabou se transformando em um pequeno museu.

As paredes da capela são adornadas por camisas de ciclistas famosos, flâmulas de equipes, além de fotos e bicicletas, dentre as quais se destaca a do ciclista italiano Fabio Casartelli, campeão olímpico de 1992, em Barcelona, e que morreu durante uma etapa do Tour da França em 1995.

Na capela, onde fica a imagem da Madonna di Ghisallo, há também uma chama eterna, em homenagem a todos os ciclista que já morreram.

Com o tempo, a coleção da capela ficou tão grande que, ao seu lado, foi criado o Museu do Ciclismo para guardar parte do acervo.

A construção do museu, em um prédio de arquitetura moderna, foi finalizada em 31 de maio de 2006 e foi abençoada pelo Papa Bento XVI.

Fazem parte do acervo do museu bicicletas da época da Primeira Guerra Mundial até modernas bikes de carbono. No museu, também é possível ver uma edição de 1903 do jornal l’Auto, anunciando o primeiro Tour de France.[1]
No vídeo abaixo é possível ver algumas fotos:

 

Posteriormente, inspirado em Ghisallo, outra capela, desta vez na França tornou-se um centro de peregrinação dos ciclistas, com a aprovação do Papa São João XXIII, a capela Notre-Dame des Cyclistes [2].

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