sábado, 24 de fevereiro de 2018

Superando a Minoridade

O reino da infância é um paraíso idílico, um sonho primevo que precisa ser superado para o desabrochar da maturidade; para a psicologia gnóstica de Jung, os arquétipos infantis devem morrer para dar lugar aos referências adultos, sendo os ritos de passagem um importante mecanismo para tal; a tradição católica também ressalta esse aspecto de superação da minoridade, diz-nos São Paulo: <Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coias de criança. (1 Cor 13, 11)>; e quando tal processo não ocorre? Quando a criança não quer crescer, revolta-se contra a natureza do tempo. Mas o homem nada pode contra os imperativos da lei natural e, ao revoltar-se contra a estrutura da realidade, prejudica a si próprio e a seus semelhantes. No anime Digimon Adventure Tri, a personagem Himekawa Maki ilustra bem a tese. Na trama, Maki quando criança fora levada a um mundo paralelo, o digimundo (ou Digital World), lá vivera aventuras com seu parceiro Tapirmon/Bakumon, aventuras estas que terminaram de uma forma trágica. Maki então dedica sua vida a busca de de repetir a experiência infantil, voltar ao digimundo e as suas aventuras com Tapirmon/Bakumon, mas uma vez que consegue, o passado transportado ao presente não se mostra como outrora, Tapirmon foge de Himekawa, esta surta...

Himekawa e Bakumon
Saindo do terreno da ficção para a concretude do real, há um exemplo bem clichê neste nosso país do futebol, o rapaz passa a vida toda a alimentar o sonho de ser jogador profissional, rememorando o tempo da infância em que era o craque da turma, passa o tempo, vem a idade, e por focar-se no irreal, perde este rapaz cada oportunidade que lhe bate a porta, não consegue uma profissão satisfatória e um emprego adequado, é descuidado com os deveres familiares (isso quando consegue constituir família) e etc. Pensemos também nos tristes exemplos das tiazonas de balada, mulheres já de certa idade a buscar insanamente a perpetuação da adolescência.

Já é tempo de crescer, basta de bebezões! Respeitemos, pois, o natural ciclo da vida, do contrário só acumularemos sofrimentos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário