quinta-feira, 8 de março de 2018

''Esta é a nação que não escuta a voz do Senhor, seu Deus''


3ª Semana da Quaresma - Quinta-feira 
Primeira Leitura (Jr 7,23-28) 
Responsório (Sl 94) 
Evangelho (Lc 11,14-23) 

1. <Tu lhes dirá então: Esta é a nação que não escuta a voz do Senhor, seu Deus, e não aceita suas advertências. A lealdade desapareceu, tendo sido banida de sua boca. (Jr 7, 28)>; eis as duras palavras que o Senhor, pela boca do profeta Jeremias, dirige aos antigo Israel; a nação que não escuta a voz do Senhor...As mesmas palavras poderiam ser dirigidas hoje ao Brasil, ou a quase todo mundo o ocidental (com louváveis exceções como a Polônia e a Hungria), não se escuta mais a voz do Senhor; estamos diante da apostasia das nações, onde tal qual em Babel se quer construir uma cidade sem Deus, o resultado já sabemos pela Escritura e podemos antever pelos fatos cotidianos: confusão. Quando os povos fecham o coração, quando não se orientam pela voz de Deus, hão de perecer. 

Não pensemos, porém apenas na triste realidade civilizacional, mas em nossas paróquias, em nossas famílias, em nosso coração; estamos abertos à escuta, atentos à Palavra de Deus? 

2. No Santo Evangelho, a realidade do coração empedernido, fechado, esclerosado, continua em evidência. Nosso Senhor Jesus Cristo liberta um possesso e os fariseus diante deste inegável sinal dos céus, inventam desculpas. Não se faz isso hoje? Se outrora diziam que se expulsava demônios em nome de Belzebu, hoje está na moda alardear que o demônio não existe. Não apenas na questão da demonologia reinam as desculpas, mas em tantas outras áreas, quanto não se tenta hoje relativizar, esvaziar e desacreditar as palavras e sinais de Nosso Senhor Jesus Cristo? Se foi assim com o Divino Mestre, porque conosco seus discípulos seria diferente? Muitas vezes se põe em dúvida nossas obras, se questiona nossas mais puras intenções, nossos pequenos, mas alegres frutos; suportemos, pois, com paciência, por amor a Jesus. 

Vigiemos para que também nós não sejamos cúmplices desta trama farisaica; a luz deste episódio, pensemos também na multidão extasiada que acusava Santa Joana D’ Arc de bruxaria, ou naqueles que enviaram São João de Deus ao manicômio, tendo-o como louco; que não nos precipitemos para acusar ou duvidar das  intenções do irmão.


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