quarta-feira, 21 de março de 2018

''Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão''


5ª Semana da Quaresma - Quarta-feira
Primeira Leitura (Dn 3,14-20.24.49a.91-92.95)
Responsório (Dn 3,52-56)
Evangelho (Jo 8,31-42)

<''Nosso pai'' - replicaram eles - ''é Abraão.'' Disse-lhes Jesus: ''Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. (Jo 8, 39)>; este pequeno trecho do Evangelho de hoje nos aponta para o verdadeiro sentido da filiação espiritual: devemos realizar as obras daquele pois que temos como Patrono; todavia, muitas vezes essa filiação é apenas aparente, um artifício propagandístico ao invés de uma sincera adesão. Recordo-me que durante a minha adolescência estudei em um colégio que levava o nome do poeta Carlos Drummond de Andrade, durante os anos que passei lá, pouco escutei sobre Drummond; o colégio Drummond não realizava as obras de Drummond. Isto com um simples poeta secular! A coisa é ainda mais grave e contrastante quando se trata dos santos de Deus.

Recentemente têm surgido no Brasil uma série de organizações culturais que levam o nome de santos, iniciativa boa e louvável, mas até que ponto essa filiação é vivida? Existe mesmo o sério compromisso de se imitar as obras do Patrono? Dias atrás me envolvi em uma polêmica com o Centro Dom Bosco, uma organização boa, bonita e louvável, por conta de sua nova publicação, o jornal ''O Universitário''. Fiquei decepcionado pelo fato desta tratar tão somente de política, ignorando quase totalmente o foco evangelizador e apologético. Estas são as obras de Dom Bosco? Tão somente insistir no combate ao comunismo, e esquecer da defesa da Igreja e sua ortodoxia, da pregação do Evangelho e a submissão a Cristo?

Por fim, olhemos para nós mesmos, para nossas paróquias, cada uma delas leva o nome de um santo de Deus. Nós, paroquianos, temos nos esforçado para conhecer e imitar as obras de nosso Patrono? Pensemos nisso, com sinceridade e sem espírito de contendas.

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