terça-feira, 3 de abril de 2018

"Eis que faço nova todas as coisas"


Oitava da Páscoa - Terça-feira
Primeira Leitura (At 2,36-41)
Responsório (Sl 32)
Evangelho (Jo 20,11-18)

No Evangelho de hoje contemplamos a aparição do Senhor a Santa Maria Madalena. Pouco nos é dito na Escritura sobre a vida pregressa de Maria, mas o quanto hoje se fantasia a respeito. Era uma prostituta, feminista, bruxa, tinha cabelos ruivos; dizem os modernos, quando não estão a repetir ladainhas gnósticas e conjecturar fantasias ainda mais blasfemas. Recentemente ouço sobre o um filme a respeito da santa que dá eco a este coro dos infernos.

O passado de Santa Maria Madalena pouco nos importa; o que sabemos é que desde a sua conversão foi uma discípula fiel, amou a Cristo não segundo as concupiscências pervertidas da carne, mas segundo a pureza da alma, foi uma contemplativa, uma mulher que após sua conversão viveu a Fé em sua radicalidade. 

E nós? Nós conversos a tanto tempo, temos sido fiel como Maria? Temos sido castos e puros como ela? Ou antes, cavucamos e fantasiarmos o seu passado para justificar nossas ignomínias presentes?

Estamos na Oitava de Páscoa, Páscoa do Senhor! Diz-nos o a Escritura: "Eis que faço nova todas as coisas" (Ap 21,5); permitamos que assim o faça em nossa vida, e na de nossos irmãos;  deixemos de dar ouvidos ao demônio que está a foucinhar, conjecturar e fantasiar a vida de outrora, a vida pregressa de antes da conversão. Basta de fofocas!

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