segunda-feira, 18 de junho de 2018

O Direito de Propriedade e a ameça do Estado e do Grande Capital


11ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira
Primeira Leitura (1Rs 21,1-16)
Responsório (Sl 5)
Evangelho (Mt 5,38-42)

Nabot não quis vender sua vinha, nem por um preço justo e lucrativo, nem trocá-la por outra melhor. A vinha era a herança de seus pais, tinha um valor inestimável, algo que não pode ser quantificado. Em tempos de capitalismo selvagem é difícil para nós compreendermos isso, compreendermos que alguém possa dispor de seus bens, conservando-os mesmo contra a lógica do lucro; mas isso é parte inerente do direito de propriedade, e temos de respeitá-lo, é um mandamento divino. Quantos ''Acabs'' existem hoje devorando os bens alheios? Pensemos nos ricos empresários e grandes corporações, pensemos nas realidades simples também, onde ''empreendedores imobiliários'' destroem o patrimônio arquitetônico secular da cidade em nome do lucro; aqui onde moro mesmo, a lógica do lucro causou a destruição de um belíssimo e antiquíssimo casarão, rico em histórias e tradições. 

Rezemos para que Deus nos livre dessa lógica maldita do lucro a todo custo e para que proteja os direitos dos injustiçados, o direito de propriedade e herança dos pobres e pequeninos, contra a lógica do lucro, o monstruoso e usurpador ''grande capital''; bem como dos poderes iníquos, que usam da autoridade Estatal contra o bem comum, em favor de interesses particulares e injustos, violando a propriedade alheia.

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