segunda-feira, 2 de julho de 2018

Cobra Kai e a Restauração da Alta Macheza


Cobra Kai foi a maior surpresa da indústria cultural da última década, uma dessas obras que realmente tem algo a dizer para nosso tempo. Produzida pelo YouTube (sim, pelo YouTube) a série promove uma radical mudança de perspectiva do unidimensional Karatê Kid. 34 anos após os acontecimentos do filme original, a história segue agora segundo o ponto de vista de Johnny Lawrence, o “vilão” do primeiro Karatê Kid; enquanto Daniel-san (agora Sr. LaRusso) tornou-se pai de família e um rico empresário do ramo automotivo, a vida de Johnny foi um desastre, vivendo em meio a bebedeiras, sustentado sobretudo pelo dinheiro do padastro, fez um filho em uma de suas aventuras amorosas, filho este já na adolescência, o qual até então não dera a mínima atenção. Segundo a tola cosmovisão que rege a sociedade norte-americana, Johnny é um loser, enquanto Daniel LaRusso um winner. Porém, Daniel perdera algo nesse processo, e com o desenvolvimento da trama, vemos as dificuldades que enfrenta ao educar seus jovens filhos, e como Johnny, reabrindo a antiga escola de Karatê Cobra Kai, com seu método hard, acaba fazendo a diferença na vida de muitos jovens, ajudando-os a vencerem o bullying e as inseguranças típicas da adolescência. 



Na década de 80-90, era do primeiro Karatê Kid, estavam na moda aqueles personagens pacifistas, “bonzinhos”, a filosofia dos “ursinhos carinhosos”. Pensemos no mundo dos animes, em Rurouni Kenshin de Samurai X, ou em Yang Wen-li de Legend Galact Heroes. Entretanto, poderíamos dizer que a tendência hoje no entretenimento são os “badboys”, gente com a moral cinza, gente agressiva, um ponto de ruptura e rebeldia ante a atual configuração social. E isso não é apenas no entretenimento, vemos isso na política, na ascensão dos “outisiders” anti-sistema, pensemos naquilo que chamam vulgarmente de ''populismo de extrema-direita'' na Europa, ou mesmo em Donald Trump nos EUA. E porquê? Porque esse arquétipo bobo do bonzinho, este pacifismo tacanho, tornou os homens fracos, transformou-os em maricas, maricas incapazes de resolver seus próprios problemas, maricas a assistir passivamente o desabar da civilização. Marcos Lima, faixa preta em Kung Fu, convida-nos a analisar está situação a partir dos ensinamentos do livro do Elcesiastes (Eclesiastes? Bíblia? Sim, estava esperando acaso alguma bobagem zen oriental?)
Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou.
Tempo de matar e tempo de curar; tempo de demolir e tempo de construir.
Tempo de chorar e tempo de rir; tempo de gemer e tempo de dançar.
Tempo de atirar pedras, e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de apartar-se.
Tempo de procurar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora.
Tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar.
Tempo de amar e tempo de odiar; tempo de guerra e tempo de paz. (Ecl 3,1-8) 
Talvez o antigo pacifismo fosse necessário outrora, onde a agressividade natural do homem estava exacerbada, mas hoje este tipo de mentalidade não serve! É tempo de redescobrir o arquétipo guerreiro e a agressividade natural do homem, é tempo, como diria meu amigo Lawlyet, de restaurar a alta macheza

O instinto agressivo, esta fúria e combatividade, é algo natural do homem, não deve ser eliminado, amputado, mas canalizado a um fim nobre. Voltando a série, vemos que apesar do “sucesso educativo” de Jhonny, a filosofia Cobra Kai ainda padece de erros, erros gravíssimos, cuja solução ficará para a segunda temporada da trama, mas a redescoberta deste instinto agressivo e combativo, desta macheza selvagem, eis uma importante lição. 

É hora desta civilização de maricas, aprisionada e domesticada pelo politicamente correto, redescobrir o método: "pé na porta e soco na cara".

É tempo de restaurar a alta macheza!

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