domingo, 15 de julho de 2018

#Notas: Arte e Civilização

1. A arte é necessária para tornar os sentimentos inteligíveis e expressáveis. O sentimento é algo subjetivo, íntimo, imaterial. Para tornar-se ''carne'' e comunicar-se aos demais necessita de uma linguagem, essa linguagem é a arte (possuindo está várias modalidades: música, pintura, escultura, arquitetura, literatura, movimento, cinema, etc).

Se você não sabe nomear o que está sentindo, não irá conseguir rastrear as causas desse sentimento, e tampouco julgar adequadamente a moralidade e a adequação disto a realidade. Ou seja vai ficar meio biruta.

Sem uma linguagem artística, o homem fica como um bebezão, que usa símbolos iguais para expressar coisas diferentes, como quando o neném chora tanto quando está com dor, como quando está com fome. Há um agravante, a sociedade não é tão paciente e amorosa como uma mãe, que busca de todos os meios procurar entender as necessidades de seu amado filho e supri-las.

Uma sociedade cuja a arte é pouco desenvolvida, cuja arte é feia e e tacanha, é uma sociedade com dificuldades de comunicação, dificuldade de fazer-se compreender, tanto a terceiros como a si mesma. Ou seja, uma sociedade primitiva. A arte é essencial a civilização.

2. Durante o concílio muito se falou sobre a busca por novos meios de tornar a Fé compreensível ao homem moderno, mas o que se fez foi o exato contrário: por uma expressão ambígua e inadequada a Fé tornou-se incompreensível. Os homens da Igreja abandonaram a arte e as formas de expressão refinadas pelos séculos pela gagueira tacanha da cultura pop. 

O que melhor comunica o sagrado? Um cântico acompanhado ao som do órgão, numa língua misteriosa (sinal do mistério e do pudor necessário ao tratar-se das coisas santas) - pensemos no Réquiem de Mozart - ; ou uma baladinha dançante pop mundana - cito como exemplo a abominação musical "Mó, Vibes" - com uma letra mal feita com referências artificiais à Jesus?


Para a bem das almas e da civilização faz-se urgente a ressurreição da boa arte, e a morte do má arte, de preferência na fogueira como outrora.

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