quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Autocrítica


Relendo algumas postagens antigas do blog a luz do atual contexto de eleições presidenciais, vejo como mergulhei no mesmo erro que hoje vejo manifesto por todo o submundo facebookino, certo voluntarismo delirante neopelagiano, a crença de que com trabalho duro bem direcionado seria possível restaurar a força e a influência da Igreja sobre a sociedade. O auge de tais delírios tomaram forma em minhas próprias quimeras ideológicas naquilo que nomeei como arqueofuturismo. Qual o problema de tudo isso? O problema está que uma possível restauração da cristandade não se dará como uma construção humana, mas virá de um favor do céu e, por agora, os céus apontam antes uma longa tempestade. Em Fátima, a Virgem avisou sobre o Castigo, e pediu a Consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração. A consagração não foi feita, Sua mensagem foi ignorada e ocultada pela própria Igreja, em uma faz maiores farsas religiosas da história. Daquilo que chegou até nós, sabemos de uma visão: o martírio de um Papa, uma cidade em ruínas... Dias de guerra virão antes do triunfo. Dias terríveis, dos quais as duas grandes guerras não era mais que figuras. Diante desse cenário, como posso classificar a hipótese otimista de uma restauração senão como delírio? Sim, virá o triunfo do Imaculado Coração, a esperada primavera da Igreja, mas antes ainda temos um grande tempestade pela frente. 

Conscientes disso, atentos as profecias, qual deve ser a atitude dos fiéis católicos? Qual deve ser a minha atitude? Sobreviver, observar as indicações da Virgem e abandonar toda e qualquer esperança humana. 

Lutemos, rezemos, mas não esperemos uma vitória por mãos humanas, não nos iludamos com sonhos de dias melhores, o futuro exigirá ainda mais de cada um de nós.

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