terça-feira, 28 de agosto de 2018

O Caminho da Verdade


21ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira
Primeira Leitura (2Ts 2,1-3a.14-17)
Responsório (Sl 95)
Evangelho (Mt 23,23-26)

Hoje é dia de Santo Agostinho, grande doutor da Igreja. No meu caminho de conversão, de um mero católico de IBGE com a mente carregada e sincretismo para a busca de uma vivência mais coerente da Fé Católica, o livro Confissões foi um marco. A sinceridade de Agostinho, a radicalidade de sua busca pela Verdade, Verdade que é o próprio Deus, a coragem em publicar seus pecados, recordando desde a infância... Acho que faz uns cinco anos desde que li Santo Agostinho, e tenho pensado nisso até hoje.

Ainda mais hoje...

Em Santo Agostinho vi algo que até então não conhecia, uma coragem viril, intelectual, existencial; a busca da Verdade, e abertura para que está verdade transforme todo seu ser, toda sua vida, desde o interior. Coragem essa que não tiveram os fariseus do Evangelho de hoje, homens que receberam a Lei, as primícias da Revelação, mas não deixaram que ela os transformasse desde dentro, antes apenas interpretaram um papel social, um teatro exterior. Olho para mim e me pergunto, para onde vou? Quisera que fosse pelo caminho de Agostinho, mas tantas vezes é pelo lado dos fariseus...

Hoje, a Igreja vive uma crise terrível. As últimas notícias foram tenebrosas...E essa é a verdade.  O Concílio Vaticano II foi um desastre e essa é a verdade. A instruções de Nossa Senhora de Fátima foram ignoradas e essa, infelizmente, é a verdade. Aceitar a verdade como ela se apresente. Encará-la de frente e não construir um mundinho doce e ilusório, é o primeiro passo. E depois, agir conforme pede esta Verdade, pois aqueles que sabem não podem fingir ignorância para continuar como antes.

A Verdade pede uma resposta. Resposta difícil. Mas a verdade liberta e ilumina, de modo que não há caminho melhor.

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