terça-feira, 7 de agosto de 2018

Restauremos a alta nobreza!

A nobreza é uma instituição social extremamente necessária. Uma sociedade sem nobres, é aquela em que faz do dinheiro o critério último de valoração social, desestimulando a prática da virtude e do autossacrifício em favor da pátria e da religião. Uma casta nobre, instituída com base no mérito e na virtude, serve para instaurar nas sociedades humanas uma verdadeira meritocracia (ao menos na medida do possível neste vale de lágrimas); não atoa que é presença constante em praticamente todas as sociedades tradicionais.

Um projeto alternativo à modernidade, um mundo arqueofurista, católico e tradicionalista deve restaurar a nobreza corrigindo, porém, alguns erros medievais, entre eles a hereditariedade dos títulos nobiliárquicos, e seu comércio. Ao homem que se destacar dentre os demais por suas virtudes na vida civil, militar, social e religiosa devem ser dados alguns privilégios tais quais: terras, isenção de impostos, acesso exclusivo a cargos da administração pública, etc. É também desejável que exista certa hierarquia nobiliárquica de modo a incentivar o premiado a crescer ainda mais na prática das boas obras; de igual modo se faz necessário a existência de conselhos e tribunais capazes de retirar tais privilégios daqueles homens envergonham tal estado com a práticas indignas e vergonhosas. Homens sem religião e hereges condenados devem ter seus privilégios cassados. Desta forma é importante que este conselho goze de certa independência para julgar inclusive o Rei se necessário. Tal conselho deveria ser constituído de veneráveis anciãos, pertencentes a nobreza; tendo porém o Cardeal Primaz da nação assento permanente, como observador a serviço do Sumo Pontífice, e voto de minerva, afim de evitar abusos e injustiças.

Entre as obras premidas com tal Estado, poderíamos listar: a bravura militar, grandes feitos na arte e no desporto, a excelência no exercício da profissão, a genialidade técnica (grandes inventores),o emprego da própria fortuna em favor da Igreja e da caridade para com os pobres. Uma vez que tais títulos seriam pessoais e intransferíveis, vícios “de casta” como por exemplo a proibição do casamento entre membros de nobreza e da plebe, o comércio dos títulos, e a existência de nobres parasitas vivendo dos méritos de seus antepassados; seriam reduzidos e evitados.

Para uma compreensão mais aprofundada da instituição nobiliárquica e sua correlação com a teologia católica recomendo, por fim, ao leitor a obra "Nobreza e elites tradicionais análogas  nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana" de Plínio Corrêa de Oliveira.

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