sábado, 29 de setembro de 2018

O Despertar para Eternidade como Remédio ao Tédio Existencial


Muitos são aqueles que se surpreendem pelo modo como nossos contemporâneos se afundam na embriaguez, nas drogas e demais vícios autodestrutivos; eu não. Se pensarmos na pequenez, no provincialismo existencial a que se restringe o materialista, o escapismo torna-se um caminho compreensível. 

Enquanto o católico tem sua imaginação povoada por anjos, demônios, profecias, sociedades secretas, conspirações, guerras políticas, embates teológicos, disputas filosóficas, conflitos milenares que se perpetuam ao longo a história universal; o mundano restringe suas preocupações à vida privada do coleguinha de trabalho, a nova modinha midiática e ao pagodinho do fim de semana. O mundano não tem uma vida espiritual, não reza; não tem uma vida intelectual, não empreende uma autêntica busca da verdade do ser; não têm um cosmovisão clara, não consegue se orientar ante política mundial e os poderes em conflito, não toma parte nem sente-se membro desta trama; não tem o adequado senso estético, a atitude de contemplação para com o belo, o êxtase ante a verdadeira arte; não possui outro sentido para seu trabalho que não seja a mera acumulação de capital. Como suportar uma vida assim? Tamanho vazio é demasiado perturbador, de modo que é compreensível a lógica da fuga. Se a vida lhe parece sem sentido, se sua existência não tem um significado radical, de que outro modo suportá-la que não embriagado?

A experiência da fé não proporciona apenas um futuro melhor na eternidade e um comportamento mais correto no hoje, mas, sobretudo torna a existência mais autêntica, mais bela, mais rica, cheia de significado; é uma transformação total, absoluta e irrestrita da própria existência, um repensar sua relação com o todo e uma abertura as realidades do espírito. A prática da verdadeira religião conecta o fiel e seu microcosmos ao empolgante drama da história universal, torna-o participante ativo desta luta que se prolongará até o fim dos tempos; torna-o próximo de homens e mulheres de diversos tempos e lugares, torna-o capaz de sofrer as dores da Igreja, e alegrar-se em suas vitórias, o eleva para além de uma existência rotineira e tediosa.

Recordo-me de como era triste antes da conversão, de como minha vida até então era tola e sem sentido, sem a chama da uma verdadeira aventura, uma aventura eterna, e do modo como para fugir do tédio, recorria a imprudências que embora proporcionassem fortes emoções, não tinham um sentido e uma direção, não ultrapassavam o limite do do efêmero...

Pergunto ao eventual leitor descrente: como consegue contentar-se com uma vida tão pequena e tediosa, rejeitando uma perspectiva tão ampla, empolgante e rica de sentido? Como pode satisfazer-se vivendo como animal, quando fora chamado a julgar os anjos e habitar os céus? Baladinhas, embriaguez, entretenimento e mesmo o amor romântico não será suficiente para preencher o vazio de sua alma. Desperte para eternidade meu amigo, e já nesta terra, em meio a tribulações e perseguições, experimentará a alegria da verdadeira aventura do viver.

4 comentários:

  1. Excelente texto, sem caridade não somos nada.

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  2. Rapaz, seu blog é sensacional. Deveria postar os textos no Medium ;)

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  3. Tenho que dizer que lentamente estou perdendo a fé. Há 7 meses não me confesso. Adio diariamente a minha conversão enquanto busco numa pretensão profissional, e em outros aspectos da vida, uma "ardência", um fervor por algo que me traga sentido novamente.Mas não encontro. Rezem pela minha conversão.

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    1. 2018 19:54
      Desculpe pela demora em responder irmão. Tenho rezado por ti, não desanime, não troque os tesouros da Fé e a eternidade por um prato de lentilhas. Este mundo, mesmo não poderá jamais sacia-lo se estiver longe de Deus. Não precisa separar a vida profissional da fé, pode íntegra-las, pode viver seu trabalhp sob uma perspectiva espiritual.

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