terça-feira, 18 de setembro de 2018

Liturgia

Liturgia Veterotestamentária
Uma libertação política pressupõe um culto litúrgico adequado. Quando vai dirigir-se ao Faraó comunicando a mensagem de Deus, Moisés diz a rei do Egito que liberte os israelitas para que possam prestar culto ao Senhor no deserto. Posteriormente, vemos que, uma vez libertos da escravidão no Egito, antes de adentrarem a Terra Prometida, Israel recebe ordens minuciosas para o culto divino. Apenas após a perfeita instituição e realização adequada da liturgia veterotestamentária é que o povo eleito se coloca em marcha, rumo a conquista de Canaã.

O análogo com nosso tempo é inevitável: não haverá nenhuma libertação política satisfatória antes de uma correta e piedosa purificação da liturgia. Em tempos recentes, muitos católicos passaram a dedicar-se ao estudo da política, da economia, à militância partidária e ideológica, grupos inúmeros foram criados com tal objetivo, mas tão poucos são ainda os que dedicam-se a música, a pintura e a arquitetura. Olhemos para o estado lastimável da liturgia hoje; pensemos nos grunhidos e cantos mal escritos, na horrenda arquitetura pós-moderna, nas pinturas e esculturas inadequadas; é isto o melhor que temos a oferecer ao Senhor?

Rezemos a Deus para que inspire homens de boa vontade e talento, homens como Beseleel e Ooliab, que executem fielmente os desígnios do Senhor, e deem um novo vigor a vida litúrgica da Igreja no Brasil.

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