quinta-feira, 27 de setembro de 2018

''Todas as coisas são difíceis; o homem não as pode explicar com palavras.''


25ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira
Primeira Leitura (Ecl 1,2-11) 
Responsório (Sl 89)
Evangelho (Lc 9,7-9) 

Continuamos essa semana meditando a respeito dos livros sapienciais. Depois de alguns trechos do livro dos Provérbios, hoje lemos o Eclesiastes, um de meus livros favoritos da Sagrada Escritura. O autor sagrado chama-nos atenção a estabilidade do mundo e a insignificância do homem: <Todas as coisas são difíceis; o homem não as pode explicar com palavras. O olho não cansa de ver, nem o ouvido cansa de ouvir (Ecl 1, 8)>; o mundo é demasiado complexo para nossa vã compreensão. Essa atitude de reverência frente ao mistério e a imensidão da criação, precisamos cultivar e recuperar isto! Em nossos tempos, predomina uma visão arrogante e tola, segundo a qual pela ciência toda criação há de ser decifrada, muitos se comportam como se já estivesse, inebriando-se com seus reducionismos e construtos mentais. Vaidade das vaidades... 

Diz ainda o Eclesiastes: <Não há memória das coisas antigas, mas também não haverá memória das coisas que hão de suceder depois de nós entre aqueles que viverão mais tarde. (Ecl 1, 11)>; em poucas palavras o autor inspirado demonstra a tolice do mito do progresso. Segundo tal superstição, tão popular em nossos dias, a humanidade acumularia os conhecimentos das gerações anteriores, somando novas descobertas a cada geração, chegando ao ponto de em um futuro longínquo estabelecer o Paraíso na Terra. Mostra-nos a Escritura que apesar da estabilidade da criação, a linha de comunicação entre as gerações humanas é tênue, e muitos conhecimentos preciosos acabam sepultados nas areias do tempo. Ainda hoje, o modo como foi construído as Pirâmides do Egito permanece um mistério; não se sabe onde fica a Atlântida de Platão; entre tantos outros enigmas, aos quais a história e a arqueologia não se mostram capazes de resolver. Quanto das inovações, da sabedoria do hoje, não terão o mesmo destino? 

Reconheçamos nossa pequenez, nossa insignificância, cultivemos uma atitude de humildade interior frente aos mistérios da criação, abandonando a tolice moderna de uma idolatria do homem, um antropocentrismo imbecil. 

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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