quarta-feira, 19 de junho de 2019

Digital Index


Faz parte da Tradição Católica a realidade de que há escritos inspirados. Os autores sacros responsáveis pelo conteúdo da Bíblia Sagrada receberam auxílio do Espirito Santo, e o carisma de inerência nas verdades de Fé manifestas. Vemos, em especial, no livro de Ezequiel e no Apocalipse de São João que Deus enviou seus anjos para comunicar-lhes visões e revelações. Se os anjos podem comunicar-se aos homens, não poderiam também o fazer os demônios? A própria escritura nos alerta a respeito de tal perigo, em Gl 1,8. A conclusão imediata, é que, como há livros inspirados por Deus, também existiram panfletos infernais inspirados diretamente pelo Diabo.

Richard Wurmbrand demonstra como Karl Marx, pai do comunismo era um homem nefando que flertava com o satanismo. De que outro modo senão por influência demoníaca poder-se-ia explicar que as ideias de tão infeliz pensador tenham ecoado a longo dos séculos confeccionando regimes tirânicos e assassinos, responsáveis pelo maior morticínio da história humana? Quantas vidas não teriam sido poupadas caso um controle da imprensa viesse a limitar o alcance do pensamento marxista e sua penetração sobre os incautos?

Ao longo da história a Igreja Católica por meio do Index Librorum Prohibitorum alertava seus fiéis a respeito daquelas publicações que poderiam vir a representar um grave risco as almas e a civilização. Todavia, de tal modo cresceram o volume das publicações, que tal instrumento, uma simples listagem, tornou-se obsoleto, até que veio a ser abolido, por influência de um crescente liberalismo intraeclesial, durante o pontificado de Paulo VI.

Imaginemos, pois, que em um futuro longínquo, fosse novamente possível manter certa vigilância sobre a literatura. Como em tempos de extrema facilidade de publicação e difusão? Pensemos em um Digital Index. Um sistema online de crítica e classificação literária, cinematográfica, e televisiva (pois hoje se difundem ideias perversas por meios diversos); tal sistema seria alimentado por uma massa de especialistas, teólogos morais espalhados por todo o universo, que emitiriam seus juízos a respeito da periculosidade de diversas obras, bem como indicariam seus remédios (aquelas publicações cujo a verdade é manifesta de modo claro em oposição ao erro proposto). Com a posse de tais dados, os fiéis, bem como os responsáveis pela educação civil e eclesial, teriam a disposição uma vasta crítica, de modo que poderiam melhor discernir sobre a pertinência de alimentar seu imaginário com tal ou qual obra. Igualmente, as autoridades competentes poderiam vir a tomar medias afim de dificultar a difusão daquelas obras que viessem a apresentar um perigo para o bem comum. Tais medidas poderiam variar como a queima de livros, ao uso de hackers governamentais, ou um complexo sistema de contra-propaganda, de modo a facilitar as massas o contato com o remédio para a melhor dissipação de tal ou qual doutrina errônea.

Em tempos de libertinagem absoluta, porém, tal sistema parece para alguns um sonho (para outros um pesadelo) demasiado distante. E a luta para barrar conteúdos pornográficos e ignóbeis na Educação Infantil, como a monstruosa ideologia de gênero, já se mostra extremamente árdua. De todo o modo, rezemos e trabalhemos para Deus ponha freio a marcha das mentiras infernais

Nenhum comentário:

Postar um comentário