sábado, 3 de novembro de 2018

Neocolonialismo Israelense

Meus estudos a respeito do Imperialismo Judaico, mais especificamente sobre o Sionismo, são recentes. Até então não haveria motivo para um jovem interiorano de um país miscigenado e subdesenvolvido importar-se com conflitos bélicos travados do outro lado do mundo. Mas, de meados de 2013 para cá, a propaganda sionista e a idolatria israelense por parte da neodireita chegou tal nível que me vi obrigado a investigar. Por que raios tanto empenho e tão fanática militância para defender os interesses judaicos? Interesses de uma religião formada com base na rejeição a Cristo e sua Igreja! Aliás, tratava-se de uma religião, um povo ou uma “raça”? 

Depois de alguns anos de pesquisa vieram as respostas... A ligação entre o neoconservadorismo e Israel é simples de explicar: “Moneytalks”. A bizarra síntese grupal de maçons, banqueiros usurários e protestantes neopentecostais fora gestada de forma a instituir em nossa pátria um governo dócil ao imperialismo judaico, que hoje anda de mãos dadas com a babilônia maçônica norte-americana. Digo hoje porque outrora os sionistas já se aliaram a Kaiser Alemão, juraram fidelidade ao Sultão Otomano, ajoelharam-se ante o Trono Inglês, e serviram ao Comunismo Soviético...Para os entusiastas da causa, vale tudo para justificar seu projeto chauvinista neocolonial. 

Vamos agora a segunda questão, esta definição “elástica” a respeito do judeu. Originalmente o termo servia para denominar o membro de uma comunidade religiosa, mas em tempos recentes passou a designar uma raça. A religião dos fariseus fora transformada em uma ideologia de Estado. Para seus próprios entusiastas a identidade judaica não está mais associada a observações rituais e crenças organizadas, mas a determinada origem étnica e restritivas características genéticas. ''Isso não faz o menor sentido!''; deve estar pensando o leitor. Pois está correto, tal racialismo ideológico é algo delirante! 

Agora, a pergunta mais importante, porque tamanho fanatismo e agressividade é empregada na defesa dos interesses sionistas? Talvez, porque a realidade seja demasiado desfavorável a “causa”, de modo que é preciso elevar a voz afim de que a ficção e a mentira venham a ocultar todo o sangue derramado pelo Estado Sionista, bem como a perversidade da ideologia que o sustenta. Para os leigos no assunto, "La História Oculta del Sionismo" de Ralph Shoenman se mostra um guia interessantíssimo. Nos explica o autor:
O objetivo do sionismo nunca foi meramente a colonizar a Palestina - como era o objetivo da clássica colonização e movimentos imperial durante os séculos 19 e 20. O projeto do colonialismo europeu na África e na Ásia era, essencialmente, para explorar os povos indígenas como mão de obra barata, enquanto a extração de recursos naturais para o lucro exorbitante. O que distingue o sionismo de movimentos coloniais é a relação entre os colonos e o povo a ser conquistado. O objetivo declarado do movimento sionista não era apenas para explorar o povo palestino, mas se dispersar e despojá-los. A intenção era substituir a população indígena, com uma nova comunidade de colonos, para erradicar os agricultores, artesãos e moradores de cidades da Palestina e substituir por uma força de trabalho totalmente nova composta da população de colonos.

Ao negar a existência do povo palestino, o sionismo procurou criar o clima político para a sua remoção, não apenas de suas terras, mas da história. Quando reconheceu a todos, os palestinos foram re-inventados como uma semi-selvagem remanescente nômade. Os registros históricos eram falsificados - um processo iniciado durante o último quarto do século 19, mas que persiste até nossos dias [...].

Um dos antepassados ​​ideológico do sionismo, Vladimir Jabotinsky, é conhecido como o fundador do "sionismo revisionista", a corrente sionista que tinha pouca paciência com a fachada liberal e socialista empregados pelos sionistas operários. [Sionismo revisionista é representado hoje por Menachem Begin e Yitzhak Shamir.] Em 1923, Jabotinsky escreveu "A Muralha de Ferro", que poderia ser chamado de um ensaio de referência para todo o movimento sionista. Ele estabelece sem rodeios as premissas essenciais do sionismo que, de fato, foi previsto antes, se não tão eloquentemente, por Theodor Herzl, Chaim Weizmann, entre outros. [...] Ele escreveu o seguinte: "Não pode haver discussão de reconciliação voluntária entre nós e os árabes, não agora, e não no futuro previsível. Todas as pessoas bem-intencionadas, com exceção dos cegos de nascença, entenderam há muito tempo a completa impossibilidade de se chegar a um acordo voluntário com os árabes da Palestina para a transformação da Palestina de um país árabe em um país com uma maioria judaica. Cada um de vocês tem alguma compreensão geral da história da colonização. Tente encontrar até mesmo um exemplo, quando a colonização de um país ocorreu com o acordo da população nativa. Tal evento nunca ocorreu.

Os nativos irão sempre lutar obstinadamente contra os colonizadores - e isto é tudo a mesma coisa se eles são cultos ou incultos. Os camaradas de armas de [Hernan] Cortez ou [Francisco] Pizarro comportaram-se como bandidos. Os Pele Vermelhas lutaram com fervor intransigente contra os colonizadores de mal e de bom coração. Os nativos lutaram porque qualquer tipo de colonização em qualquer lugar a qualquer momento, é inadmissível para qualquer povo nativo.

Qualquer povo nativo vê seu país como o lar nacional, do qual são donos. Eles nunca consentirão com um novo dono. Assim é para os árabes. Alguns entre nós tentam nos convencer de que os árabes são algum tipo de loucos que podem ser enganados com formulações escondidos dos nossos objetivos básicos. Eu terminantemente me recuso a aceitar este ponto de vista a respeito dos árabes palestinos. Eles têm a mesma psicologia que nós temos. Eles olham para a Palestina com o mesmo amor instintivo e fervor que qualquer asteca olhava seu México ou qualquer Sioux sobre a sua pradaria. Cada povo lutará contra os colonizadores até a última centelha de esperança que eles possam evitar os perigos da conquista e da colonização é extinta. Os palestinos lutarão dessa forma até que não exista praticamente nenhuma centelha de esperança.

Não importa que tipo de palavras usamos para explicar a nossa colonização. Colonização tem seu próprio significado integral e inescapável compreendida por todos os judeus e por todos os árabes. Colonização tem apenas um objetivo. Isto está na natureza das coisas. Para alterar essa natureza é impossível. Foi necessário proceder a colonização contra a vontade dos árabes palestinos e a mesma condição existe agora. [...] Nós não podemos dar nenhuma compensação pela Palestina, nem aos palestinos nem aos outros árabes. Portanto, um acordo voluntário é inconcebível. [...]

Seja através da Declaração de Balfour ou o mandato, a força externa é uma necessidade para o estabelecimento das condições do país de Estado e de defesa através do qual a população local, independentemente do que ele deseja, será privado da possibilidade de impedir nossa colonização, administrativamente ou fisicamente. A força deve desempenhar seu papel - com força e sem indulgência. Neste, não há diferenças significativas entre os nossos militaristas e nossos vegetarianos. Uns preferem um muro de ferro de baionetas judeu, o outro um muro de ferro de baionetas Inglês. Para a censura banal que este ponto de vista não é ético, eu respondo, "absolutamente falsa". Esta é a nossa ética. 

Não há outra ética. Enquanto houver o mais tênue centelha de esperança para os árabes para impedir-nos, eles não venderão essas esperanças - e não por quaisquer palavras doces, nem para qualquer pedaço saboroso, porque este não é um canalha, mas um povo, um povo que vive. E ninguém faz concessões enormes em questões tão fatais, exceto quando não há esperança [...]".
Shoenman conta-nos ainda a respeito dos métodos brutais utilizados pelos colonizadores israelenses:
A carnificina começa: Deir Yasin 

[...] O comandante da Haganah, Zvi Ankori, descreveu o que aconteceu: "Eu vi a genitálias cortadas e ventres mulheres grávidas esmagados...Foi um assassinato, sem mais".

Menachem Begin, regozijou-se sobre o impacto em toda a Palestina das operações de  estilo "nazista", que ele comandou em Deir Yasin. Os comandos LEHI e IZL  invadiram a aldeia de Deir Yasin em 09 de abril de 1948,  matando 254 homens, mulheres e crianças. "Dos 800 mil árabes que viviam no atual território do estado de Israel, apenas cerca de 165.000 ainda estão lá. A importância política e econômica deste desenvolvimento não pode ser subestimada."

A chacina na Dueima

[...] Outro soldado se orgulhava em ter estuprado uma mulher árabe antes de disparar até a morte. 

O livro é recheado de relatos de tamanha crueldade, além de que não esgota o tema. Todavia, o exposto já é mais que suficiente para que qualquer católico passe a questionar até que ponto é eticamente aceitável apoiar irrestritamente uma nação que adota tais práticas.

4 comentários:

  1. Isso necessita de maior divulgação. Se depender da direita "católica" iremos nos curvar ao sionismo.

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  2. E o que tem de cristão neopenteca que lambe as botas de Israel.

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  3. Muito interessante, e nessa colonização da Palestina não existia comunistas?

    Parece que existiu uma milícia comunista na época, sem eswuesqu do apoio da URSS a eles

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  4. Achei o link da matéria. Da relação entre URSS e o estado de Israel
    https://islamidades.wordpress.com/2014/07/21/a-urss-e-a-criacao-de-israel/

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