segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Ingratidão


 
Estamos nos aproximando do Santo Natal, do acontecimento que mudou a história, que mudou nossa história, que mudou minha história. O menino Deus nasce, nasce e uma gruta, junto aos animais sobre o frio do luar na escuridão da noite. Não havia lugar para ele nas casas dos seus e, não bastasse a rejeição inicial, tão logo é obrigado a fugir, refugiar-se no Egito afim de escapar da perseguição de Herodes.

Nós temos um teto, temos uma cama, temos relativa paz, temos uma farta ceia. Não sentimos o frio e a escuridão nas trevas do anoitecer, não estamos obrigados a deixar nossa pátria, fugir ao estrangeiro devido a perseguição dos poderosos. Deus nos deu aquilo que não teve enquanto homem e ainda assim somos tão ingratos.

Que são nossas dificuldades, nossas pequenas irritações, ante a situação em Belém? Somos demasiado dramáticos, diante da mínima intempérie murmuramos como crianças mimadas. Ao olhar o presépio que se calem nossos murmúrios e reclamações. Não temos esse direito! Quando o menino Deus não teve sequer um teto, quando a nobre descendência de Davi teve de viver a pobreza e o exílio. como ousamos nós murmurar e maldizer nossa sorte?

Olhemos para o presépio, olhemos para nós! Não sente vergonha? Vergonha de si mesmo?

Que Deus perdoe nossa ingratidão, nosso orgulho, nossa avareza.

Kyrie Eleison...
Christi Eleison....

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ATENÇÃO: Valorizo em demasia o aspecto artístico do texto, recorrendo com frequência a hipérboles e metáforas. Cuidado com interpretações literalistas, não me vá fazer nenhuma besteira!