quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

#Notas: Prudência e Devoção


Dado a gravidade que é o ato de canonização, creio o ser imprudente expressar publicamente as dúvidas sobre as canonizações pós-conciliares, ou faltar ao respeito, com críticas demasiado duras aos ''neo'' santos. É possível criticar e condenar as atitudes e obras sem atacar a pessoa. O que não significa que se deva necessariamente simular ou forçar devoção.

Se Paulo VI é santo (e não estou dizendo que não o seja), isso não significa que precise apoiar as evidentes tolices e erros do Vaticano II e sua contradição com o magistério anterior, nem que tenha que tornar-me devoto e invocá-lo em todas as minhas orações.

Há mais de 20 mil santos canonizados, creio ser lícito ao fiel escolher dentre estes homens e mulheres veneráveis aqueles que mais lhe inspiram, e que essa escolha não seja influenciada por lobbys da política eclesial em voga. É um verdadeiro totalitarismo forçar (sobretudo tratando-se de veneráveis posteriores a era apostólica) ou proibir devoções (como se fez com a veneração a Santa Filomena e São Simão de Trento).

Em, resumo, a meu ver há dois erros opostos: a busca de publicamente realizar um self-service nas canonizações, determinado qual seja válida e qual não o seja e, um outro erro que é forçar a devoção a tal o qual como forma de garantir adesão a tal determinado ''partido'' eclesiástico.

Por fim, ainda que existam erros nas novas canonizações, caberá ao pontífice romano corrigir, não a meros leigos. O que podemos fazer, é ter certa reserva pessoal, ou aconselhar privadamente e com prudência quando requisitados por nossos irmãos.

Há que se conservar o bom senso afim de evitar o escândalo.

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