terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Guerra Cultural: Considerações Táticas (I)

Vivemos em um século de apostasia, cercados por inimigos diversos. Tanto dentro quanto fora da Igreja as hostes demônicas incidem seus ataques, de modo que mais do que nunca, a todo varão católico faz-se necessário um ímpeto guerreiro, uma espiritualidade combativa de modo a preservar a Fé e pelejar pelo bem das almas e o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Felizmente, cada vez mais pessoas têm tomado consciência desta peleja de matizes políticas, culturais e espirituais; todavia, sobretudo no campo cultural, quanta confusão! Não poucos irmãos, com a visão obscurecida, seja pelo pecado seja pela ignorância, acabam por colaborar com o inimigo, enquanto tantos outros põe-se a desperdiçar energia, atacando os próprios irmãos. Quanta tristeza ao contemplar as divisões e frestas internas, sobretudo no meio tradicionalista, uma situação de guerra civil entre os próximos mais próximos e, enquanto por picuinhas se faz um escarcéu, os hereges, pagãos e demais filhos do diabo avançam sobre a Igreja, a cultura e o Estado!

Recordemos algumas velhas lições de guerra, sejamos um tanto mais rigorosos com a aplicação dos conceitos: amigos e inimigos, aliados e adversários. Tanto a amizade quanto a inimizade são laços mais ou menos duradouros. Enquanto aliança e adversidade são circunstanciais, temporários. O aliado de hoje pode ser o adversário de amanhã e vice-versa. Nunca se dá ao aliado a mesma confiança devida ao amigo, nem ao adversário o mesmo ódio devido ao inimigo. O adversário há que derrotá-lo, o inimigo exterminá-lo. Entre os amigos, existem ainda companheiros e rivais. O companheiro irá lhe ajudar em muitas batalhas, o rival, embora esteja do mesmo lado, lutará separado de ti, quase como numa competição interna dentro do batalhão. A rivalidade é saudável desde que não se transforme em adversidade. Exemplifiquemos: Hereges e pagãos podem vir a ser circusntancias aliados, mas tão logo podem converter-se em adversários e inimigos. Assim, se na guerra contra a Revolução Sexual os protestantes se nos apresentam como aliados, em questões como as relações geopolítcas com o Israel Sionista, estamos nós em lados diametralmente opostos. Também se deve ressaltar que um inimigo em comum não é o suficiente para forjar sólidas alianças, assim, se liberais e católicos pelejam contra o comunismo, o fazem por motivos diametralmente opostos (enquanto nós o fazemos motivados pela moral, aqueles o fazem por avareza e dinheirismo) , de modo que o liberal jamais se constituirá sequer em aliado, como consequência, não porque ter reservas "táticas" ante o ataque a tal degeneração.

Convido o irmão a um breve exercício: em um pedaço papel, desenhe você ao centro (pode ser em palitinhos, como em pinturas rupestres). Depois anote o nome dos grupos que considera aliados e amigos. Quanto maior a concordância de ideias, coloque o nome do grupo mais próximo de você, quanto maior o antagonismo, mais distante. Posteriormente faça o mesmo com os inimigos.  Isso lhe ajudará a discernir amigos, aliados e inimigos, bem como a prioridade das batalhas: "quem há que se eliminar por primeiro?".


Tendo isso em mente, avante!

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