segunda-feira, 18 de março de 2019

#Notas: Identidade Nacional

1. Que é o brasileiro? Que é esse povo a qual pertenço? Somos como selvagens adotados por Portugal , educados pela Igreja. Portugal é nosso pai adotivo, a Igreja nossa Mãe e Mestra. Mas, tão logo nosso pai nos deixou...Separamo-nos de Portugal que voltou ao além mar, e, ainda crianças, ainda não purificados de nosso passado selvagem, dos maus costumes de outrora, ficamos sozinhos. Sem pai, este povo agora na adolescência é como um delinquentezinho. Aqueles que ainda escutam a Mãe não degeneraram de todo, mas muitos se fazem surdos aos conselhos da Igreja, acabam entrando a gangues e aderindo a modismos da vizinhança problemática, se tornando ainda piores.

Mesmo que nosso pai volte um dia do além-mar, não somos mais crianças...Entramos na puberdade, perdemos a inocência dos primeiros tempos. Não é possível trazer de volta o passado, não mais seremos aquilo que Portugal sonhou para nós, mas nessa busca da própria identidade, nesse escrever os próprios caminhos, não devemos esquecer o rosto de nosso pai.

2. Não somos guerreiros como nosso tios da Espanha, nem desbravadores como nosso pai Portugal; mas essa delinquência selvagem, este primitivismo, o tal do jeitinho brasileiro, essa ginga , essa malandragem; isso faz parte de nossa identidade. Não devemos rejeitá-la, mas trabalhá-la; ordená-la, transformar a molecagem em astúcia, sem esquecer da simplicidade das pombas. Coloquemos nossos talentos e serviço de nossa mãe a Igreja, sem esquecer os modos civilizados e a disciplina que nos ensinou nosso pai Portugal.

3. O modo como Vargas enganou todo mundo enganou todo mundo, Eixo e Aliados; ali está uma expressão dessa nossa alma astuta, da esperteza tipicamente brasileira.

4. Portugal é nosso pai e a Igreja é nossa mãe. Mas tem uns bobocas desnaturados que querem substituir o pai pelo Tio Sam e a Santa Madre Igreja pela Mãe Rússia. 

5. Os países latino americanos são nossos parentes. Temos ambos a Igreja como mãe, mas eles são gêmeos entre si e não conosco. Nossa integração com eles é relativa e não tem a mesma organicidade que a integração entre eles.

6. O viralatismo nasce de uma crise de identidade. Quem não sabe o que é, quer ser o que não é. Mas só se consegue ser a si mesmo; a cópia inorgânica da imagem alheia não passa de uma bizarrice carnavalesca.

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