sábado, 27 de abril de 2019

O Jardim Terrestre e o Cósmico Ultramar

A perspectiva espacial ainda hoje instiga minha imaginação. Um universo tão vasto, mundos diversos, planetas variados e misteriosos a serem explorados. A ideia de uma colonização espacial nos tira da monotonia de um mundo estável o qual aparentemente não há mais mistérios por se desvendar. Todavia, na contramão da ficção, a ideia de discos voadores e homenzinhos verdes me parece muito pouco provável.

Sabemos que é a alma imortal, o sopro divino, que nos difere das bestas e nos permite as operações do intelecto. Nossa alma não surgiu ao acaso e sim nos foi infundida por uma livre escolha do Criador. Porque tal escolha deveria se repetir em mundos infinitos?

Afirmo, pois, minha convicção de que enquanto seres racionais, constituídos de um corpo material e uma alma espiritual estamos sozinhos no universo.

E quanto aos relatos de discos voadores e aparições alienígenas? Demônios, alucinações e homens disformes vítimas de perversos experimentos biológicos orquestrados pelo governo (hoje norte-americano, outrora também o soviético).

Quanto a bestas, vegetais, bactérias espaciais e coisas do gênero, creio que sua existência não contradiz o relato do Gênesis.

Pode existir alguma esperança de que a humanidade dure o suficiente para explorar e colonizar alguns daqueles “onde” longínquos. Igualmente, podemos não durar tanto. Deus criou o universo, mas colocou o homem em um jardim… Talvez toda a nossa história se restrinja a este pequeno planeta azul, e o conhecimento do cósmico ultramar fique para depois do fim dos tempos. De todo o modo, deixemos o futuro aos homens de amanhã, nós já temos nossos próprios problemas.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Gyakkyou Burai Kaiji: Escrúpulos



Não raro o anime Gyakkyou Burai Kaiji figura entre as listas elitistas das melhores obras do entretenimento japonês, todavia, confesso que a premissa nunca me convenceu. O que de tão interessante haveria em tramas sobre dinheiro e jogos de azar? De modo que sempre posterguei e adiei a apreciação da obra. Porém, por insistência de um leitor, resolvi dar uma chance a narrativa, que de início não me convenceu, os personagens eram superficiais, a trama simplista, mas afinal, por volta do quinto episódio começava simpatizar com o anime. Até o presente momento, não fui além da finalização do primeiro arco, entretanto, há aspectos interessantes que justificam o presente artigo; a começar pelas técnicas de manipulação comportamental utilizadas pelos personagens. Para convencer Kaiji a entrar no Espoir, o navio de apostas donde se decidiria a sorte e maldição de muitos, o mafioso Endou usa de expedientes bem conhecidos pela psicologia, de uma simulada simpatia a técnica da escassez. A ideia por trás desta última, tão ultilizadaa no “livre mercado”, é simples: introjetar na vítima a ideia que tal produto ou oportunidade é escassa, de modo a pressioná-lo a tomar sua decisão o mais rápido possível, sem a devida reflexão. Na trama, Endou diz a Kaiji que restavam apenas duas vagas para o navio, e tão logo simula uma ligação com o preenchimento da primeira, restando apenas mais uma… O resultado já podem adivinhar. Meu pároco costuma expor em suas homilias sobre os mecanismos de funcionamento desta técnica, tão popular entre os serviçais de Satanás, e nos ensina o método para detê-la: “Se precisar de uma resposta imediata, a resposta é não! O sim exige tempo e reflexão, se não pode me fornecer isso, fique com a negativa!”, uma perspectiva relativamente simples, mas que se bem aplicada nos pouparia muita dor de cabeça, interessante, não?


Voltemos ao anime, já no navio, Kaiji é ludibriado uma vez mais. Funai se finge de amigo e propõe uma aliança para saírem de lá juntos...Sem entrar em detalhes sobre o jogo e a estratégia utilizada, o cerne do episódio é que tudo não passou de uma armadilha onde Funai se aproveita da ingenuidade de Kaiji. Há aqui outra lição: a amizade, a confiança vem com o tempo, não se deve ingenuamente confiar em qualquer estranho que acaso venha a demonstrar alguma simpatia. Lição essa, aliás, ensinada a crianças por meio dos chamados contos de fadas, mas avante, a lição mais interessante vem agora…



Kaiji nota que existem regras ocultas, ou melhor dizendo, que nosso cérebro supõe regras e proibições, escrúpulos, que não existem. Há tantas coisas permitidas naquele jogo, mas que nossa consciência sequer é capaz de imaginar, tantos caminhos ocultos a nosso cérebro abestado que foi programado a enxergar apenas um. Assim também o é na vida. Quando mais novo, pensava que a amizade para com todos era um dever moral, seria um crime terrível, uma imoralidade hedionda, afastar-me de alguém, rejeitar uma amizade, não importa o quão repugnante, desprezível e ofensivo fosse comportamento do “amigo”. Quanto tempo aceitei e convivi com gente ruim, gente de maus costumes, gente desagradável. Tão logo descobri que não era obrigado a tal, que a amizade é um privilégio e não uma obrigação, que ao afastar-me de quem me era incômodo nada perdia, fora uma verdadeira libertação! Quão mais leve minha vida se tornou depois disso. Tal como está, há infintas regras ocultas, na vida, nos negócios, no estudo, a qual cabe a nós descobrir para sermos homens verdadeiramente livres, para vivermos de forma ética sim, mas não preso a escrúpulos que antes nos escravizam.


Para quem quer aprofundar um pouco mais na descoberta na temática destas regras ocultas e escrúpulos sociais, recomendo a leitura desta velharia, onde discorro um pouco sobre a arte da não conformidade.

Isso é tudo pessoal!

Ao menos, por agora. Talvez o segundo arco venha a inspirar mais algumas reflexões, todavia, não prometo nada, até mais!

quinta-feira, 25 de abril de 2019

''(...) um espírito não tem carne nem ossos como vós vedes que eu tenho"


Oitava da Páscoa - Quinta-feira 
Primeira Leitura (At 3,11-26)
Responsório (Sl 8)
Evangelho (Lc 24,35-48)

1.<Pedro, vendo isto, falou assim ao povo: Varões israelitas, porque vos admirais disto, ou porque pondes os olhos em nós como se por nosso poder, ou por nossa piedade tivéssemos feito andar este (homem)? (At 3,12)>. Logo após um esplendoroso milagre, São Pedro e São João demonstra grande humildade e honestidade. Não é por nosso poder, por nossa piedade, mas por Jesus Cristo! Tantas vezes caímos na tentação da meritocracia, sim uma tentação, pensar que temos méritos, que temos poder, que somos como que super-humanos. Não é assim, tudo que  temos vem de Deus. Não cultivemos ilusões, tenhamos em vista esta verdade que é a base da verdadeira humildade.


2. Cristo Ressuscitou! Ele apareceu diante dos apóstolos, comeu com eles, peixes e favos de mel, os convidou a tocar em suas chagas e, ainda o disse: <Olha para as minhas mãos e pés porque sou eu mesmo; apalpai e vede, um espírito não tem carne nem ossos como vós vedes que eu tenho (Lc 24,39)>. É o mesmo corpo, o corpo que outrora foi transpassado na cruz, agora glorioso, ressurrecto. Mas, os boboquinhas dos espíritas dizem que não: não ressuscitou, mas apenas manifestou seu espírito desencarnado. São mentirosos como seu pai o Diabo. Que Nossa Senhora, aquela que foi vitoriosa sobre todas as heresias, interceda por nós, para que Deus livre esta Terra de Santa Cruz desta peste.
Ó Virgem poderosa, única que destes o golpe mortal a todas as heresias em todo o mundo, dignai-Vos de libertar o universo Cristão dos laços do demônio.
Volvei os vossos olhos misericordiosos às almas seduzidas pela astúcia de Satanaz, para que, rejeitando o veneno das heresias, os corações transviados se arrependam e voltem a unidade da verdade católica, mediante a vossa poderosa intercessão junto a Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que vive e reina com Deus Pai em união do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Docilidade a Verdade


Oitava da Páscoa - Segunda-feira
Primeira Leitura (At 2,14.22-32)
Responsório (Sl 15)
Evangelho (Mt 28,8-15)

1. A Ressurreição de Cristo transforma o cristão no soldado perfeito. A morte já não mata mais, Nosso Senhor está conosco e, reserva o paraíso a seus amigos. Não há motivo para o temor, não há desculpa para a covardia. 
Levantai-vos Soldados de Cristo!

2. Cristo Ressuscitou e, ante um sinal tão claro da ação de Deus, que fazem os judeus? Recorrem a mentiras: falam de um cadáver roubado pelos discípulos. Povo de cabeça dura, endemoniados presos em sua teimosia, distorcem a própria realidade afim de encaixá-la em seus esquemas mentais e não atrapalhar sua pose. Ainda hoje é assim, tantos milagres, tantas evidências da ação de Deus sobre a história e, muitos persistem em negar recorrendo as mais amalucadas sandices. Mas, falemos sobre a mentira em si; em toda a mentira há certo orgulho demoníaco. O orgulho daquele que não é dócil a verdade, antes procura moldá-la, ao invés de acolher os dados do real, procura construí-los a luz dos devaneios de sua própria mente. Há um ódio a realidade, e certo desejo gnóstico de como um "deus" moldá-la, construí-la, modificá-la, por meio da palavra; não atoa o diabo é chamado o pai da mentira. Nesta a oitava de Páscoa peçamos a Deus que a luz de seu Cristo ilumine a trevas de Nossa existência e nos dê a graça da docilidade a verdade.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Love is War

Slice of life (em português: fatia de vida) descreve o uso de experiências quotidianas em arte e entretenimento. Em anime e manga, "slice of life" é um gênero que muitas vezes se assemelha à um melodrama adolescente; ou seja uma novelinha chata e tediosa. Do complexo universo do entretenimento japonês são histórias as quais sempre evitei. Mas, a vida é uma caixinha de surpresas e, e depois de consultar a crítica, resolvi dar uma chance a Kaguya-sama: Love is War.

A premissa é extremamente interessante: o amor é uma guerra, uma relação de poder, há o senhor e o escravo, nessa guerra perde aquele que se apaixona. Para aqueles envoltos no que “A Real” (uma espécie de masculinismo tupiniquim) chama "Matrix", isso pode soar escandaloso: “como o terreno puro do amor pode ser ocasião de relações tão baixas e sombrias”, mas para quem há muito abandou as ilusões românticas, não há nada de novo no front. Da premissa se deriva o conflito que estrutura a narrativa, cientes desta dinâmica de dominação presente nos relacionamentos afetivos, dois gênios apaixonados, Miyuki Shirogane e Kaguya Shinomiya confeccionam joguinhos e estratégias afim de forçar o outro a confessar-lhe seu amor. Se o relacionamento é desejado, a submissão é intolerável, importa amar sim, mas entregar-se, jamais!


Esta dinâmica de jogos afetivos e psicológicos, afim de estabelecer o domínio sobre a relação, fora sistematizada de modo mais ou menos ordenado pelo webescritor Nessahan Alita. Nessahan sistematizou os principais “joguinhos” usados pelas moças afim de manipular os varões, bem como expõe técnicas para “contra-atacar” e vencer a silenciosa batalha do amor.

O anime é muito bom, expõe com precisão técnicas complexas, bem como capricha na comédia, além de possuir personagens extremamente carismáticos e um trabalho de animação fantástico. Voltando a Alita, suas técnicas funcionam, e confesso que é um tanto divertido jogar o jogo do amor munido de tais armas, todavia…. Não é um jogo honesto nem ético!

O amor não deve ser uma relação de dominação, uma guerra onde um lado procura subjugar o outro, onde cada elemento se eleva ao status de divindade, esperando o culto e a devoção do amado; onde, no fim, tudo se resume a usar-se mutuamente. A finalidade do namoro é o casamento, e a finalidade deste é a família e a finalidade desta é o Céu. Desta forma, uma relação saudável tem Deus como o centro e fim último, de modo que ao invés de se servir-se do parceiro ou parceira para saciar os próprios egoísmos, ambos se unem para melhor servir seu Criador. E, aspirando a glória de Deus, ambos são capazes de se entregar totalmente, cumprindo seus deveres munidos de um divino zelo e temor, também pela dignidade do outro (o qual pelo sagrado matrimônio se torna carne de sua carne, sangue de seu sangue). Utópico? Talvez, mas sem esse ideal em vista, que é o amor senão uma cruel ilusão? Se o outro sempre estará a jogar, a conspirar, a aspirar a dominação, não seria melhor se manter longe da guerra dos sexos, preservando a sanidade com o celibato?

Meu conselho, ame a Deus mais que a sua esposa e mais do que a si mesmo, encontre uma moça que faça o mesmo, rezem, e quem sabe não saia algo bonito daí. Fora disso só vai arranjar encrenca.

sábado, 13 de abril de 2019

Sedevacantismo (?)


5ª Semana da Quaresma - Sábado
Primeira Leitura (Ez 37,21-28)
Responsório (Jr 31,10-13)
Evangelho (Jo 11,45-56)

Se Caifás, um homem mal, um iníquo, aquele que condenou a Jesus, conservou ainda assim o ministério de Sumo Sacerdote até o cumprimento das profecias, conservou as graças de Estado e fora capaz de profetizar apesar da imundície de sua alma, seria diferente com um mal Papa?

O sedevacantismo me soa como uma espécie de donatismo, uma confusão entre nasce de uma confusão entre graça santificante e graças de estado, ou no latim "Gratum faciens" et "Gratis data".

Que a Sé esteja vacante desde Pio XII ou São João XXIII não faz o menor sentido. Todavia, há que se manter a honestidade científica, é possível que Francisco não seja um Papa legítimo e Bento XVI ainda o seja, as condições da renúncia ainda estão mais ou menos nebulosas, e qualquer nova evidência pode vir a alterar a compreensão do todo. Entretanto, até que novos dados sejam desvelados, creio ser temerário colocar em dúvida a validade do atual e desastroso pontificado de Francisco.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

O Castigo de La Sallete

Durante o período quaresmal dediquei-me a leitura do livro Conheçam la Salette do Pe. Dr. Simão Baccelli; obra extensa, volumosa, densa, embora um tanto decepcionante, uma vez que Pe. Simão recusa-se a comentar sobre o conteúdo do “segredo” revelado aos pastorinhos. De todo o modo, é um início ao estudo de tão interessante, misteriosa e chocante a aparição. Como não se comover diante da imagem da Virgem em prantos, da “Bela Senhora” que desce em lágrimas do paraíso para avisar seus filhos sobre a consequência do pecado e o castigo que lhes está reservado se persistirem em sua conduta iníqua. A ideia de um castigo, de que as ofensas perpetradas exigem uma reparação, uma paga, doutrina constante na tradição da Igreja, explícita em toda a escritura, doutrina essa obscurecida nestes tempos iníquos por teólogos desonestos e medíocres. E mais, não é sobre os “pecados sociais” (os únicos os quais a mentalidade materialista permite-nos lamentar) que a Imaculada vem nos alertar, mas sobre ofensas espirituais, sobre a violação da primeira das tábuas da lei, a Virgem chora pelas blasfêmias, pela profanação dos dias santos de guarda, pela violação do jejum quaresmal; isso em 1846! Tanto mais há para chorar neste 2019….

Pouco tempo depois da manifestação sagrada da Virgem Santíssima, suas profecias começaram a se cumprir, como castigo pela iniquidade dos homens, uma grande fome se abateu sobre a França, as colheitas foram destruídas, crianças foram vitimadas; há como que um eco das pragas do Egito realizadas no tempo de Moisés:

Ela anunciou: “Sobrevirá uma grande fome”.

Ora, o jornal "Constitutionnel", início de Março de 1856, escrevia: "Embora não seja concluída a estatística do movimento do estado civil para o ano de 1855, temos fundados motivos, pelos resultados já conhecidos, que nesse ano terá havido excepcional mortandade, de mais de oitenta mil falecimentos por causa da escassez de víveres". Pelo mesmo jornal, em 1854, deram-se sessenta mil falecimentos e pior· foi ainda no ano de 1856. Em dois anos morreram, na França, duzentos e cinquenta mil pessoas de fome. Avaliam-se que em toda a Europa houve um milhão de vitimas.

Ela anunciou: "As nozes vão se estragar".

Ora, um relatório enviado ao ministério do interior, assinalava: "As nogueiras no centro da França se acham acometidas por doença desconhecida e que na região do Isére (isto é de La Salette), a colheita das nozes está totalmente perdida". No ano seguinte as próprias nogueiras tinham desaparecido.

Ela anunciou: "As uvas apodrecerão".

Ora, em 1847 apareceu o terrível flagelo "oidium", que destruiu quase todos os vinhedos da França. Chegaram ao extremo, para destruir o inseto[1], de inundar as videiras, o que produziu outro flagelo que só pode ser debelado pelo sulfato.

Ela anunciou: “As crianças morrerão”.

Ora, na França. terrível doença - uma espécie de peste - vitimou milhares de crianças que, acometidas por intensíssimo frio, morriam, tremendo, nas condições profetizadas.”

Mais de um milhão de vítimas pela fome...Quantos perecerão em castigo dos pecados desta era que são infinitamente mais graves e numerosos que em 1846?

"Penitência!" - clamava o anjo em Fátima, escutemos antes que seja tarde demais.

[1] Apesar de um exímio teólogo, o Padre Simão não é um bom agrônomo. O desculpemoss por essa errata. O oidium é um fungo, e não um inseto.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Juízos Temerários


5ª Semana da Quaresma - Segunda-feira
Primeira Leitura (Dn 13,41c-62)
Responsório (Sl 22)
Evangelho (Jo 8,12-20)

Dois velhos juízes, homens sábios e respeitados em Israel, abusavam de sua autoridade para saciar suas paixões pervertidas e pecaminosas. É o que vimos hoje na primeira leitura. E, por meio de seu falso testemunho, levariam Suzana a morte, não tivesse Deus inspirado a Daniel. Nossos olhos, que veem antes as aparências que os corações, dificilmente teriam tomado o partido de Suzana. Quantos casos semelhantes hoje não há? E os homens se apressam em condenar.... De quantos juízos temerários temerários de prestar contas ao justo juiz?

Creio que deveríamos evitar opinar e tomar partido naquilo que não nos diz respeito, naquelas situações em que não temos suficiente clareza. Será melhor para nós que já temos muitas culpas a expiar...

sexta-feira, 5 de abril de 2019

''(...) abstém-se do nosso modo de viver como duma coisa imunda''

4ª Semana da Quaresma - Sexta-feira
Primeira Leitura (Sb 2,1a.12-22)
Responsório (Sl 33)
Evangelho (Jo 7,1-2.10.25-30)

<Considera-nos como pessoas vãs, abstém-se do nosso modo de viver como duma coisa imunda, prefere o fim dos justos, gloria-se de que tem a Deus por pai (Sb 2, 16)>; de fato assim o é. O modo de proceder dos ímpios é repugnante, nojento, imundo Infelizmente, há entre os cristãos certo clima pacifista, certo bom mocismo, a perspectiva do “discordo, mas respeito” que faz muitos invejarem os costumes mundanos. Não deve ser assim! Nós que vivemos na casa do Pai não temos porque invejar a lavagem dos porcos, antes, movidos pela caridade, devemos rezar por aqueles que estão afastados para abandonem sua iniquidade, abandonem este modo de proceder pecaminoso, nojento.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

"....porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou"


4ª Semana da Quaresma - Quarta-feira
Primeira Leitura (Is 49,8-15)
Responsório (Sl 144)
Evangelho (Jo 5,17-30)

Como somos bobocas, não? Andamos aí por mil e um caminhos em busca de uma fórmula mágica, uma regra de vida que padronize nossas escolhas e simplifique tudo. E quanto mais simples, mais seguro, pois tudo se torna óbvio e previsível. Mas isso não existe.

Devemos buscar a vontade de Deus. E a vontade de Deus contaria nossa vontade, nossos planos, nos joga por veredas inesperadas, nos reserva surpresas e aventuras.

Não é pra rir? Rir de nós mesmos, de nossa presunção idiota? Da ilusão de que sabemos alguma coisa?

O amanhã é um mistério, o hoje um desafio...

Vamos como Jonas, para Nínive, e paremos de perder tempo no ventre da Baleia. Avante! Será o que Deus quiser!

"....porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou."; eis aí a Verdade Encarnada, imitemos, pois, o Divino Mestre!

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Padres católicos polacos queimam livros blasfemos

Em meio as trevas da crise neomodernista que assola a Igreja, a Polônia se mostra um verdadeiro luzeiro de ortodoxia e sanidade. Contra todo o espirito pacifista e o conformismo para com os caprichos liberais, padres polacos revivificam uma antiga prática pastoral, levando ao fogo uma série de obras blasfemas, entre elas, menciona-se algumas edições da saga Harry Potter, bem como livros do guru Osho. O episódio, para além da condenação da impiedade evidente de tais obras, reafirma o ensinamento da tradição contra o dogma laico da liberdade de expressão; o mal não têm direitos! A censura é legítima; a blasfêmia deve ser objeto de coação. Que as chamas polacas incendeiem também os frouxos espíritos ocidentais, para que libertos das ilusões liberais que congelam nossa alma e degeneram nossa Fé, lutemos por Cristo Rei e Senhor.
Padres católicos no norte da Polónia queimaram vários livros este fim de semana acusando-os de serem sacrílegos, por irem contra os ensinamentos da Bíblia. Entre essas obras estavam os livros do mundo mágico de JK Rowling.

O grupo evangélico católico SMS Heaven Foundation partilhou no Facebook as fotografias da queima dos livros, que ocorreu na cidade de Koszalin.

A publicação na rede social justifica a queima com citações bíblicas a condenar magia. "Cada uma das nossas palavras ou aproxima os outros de Deus ou os afasta desse relacionamento," afirmou o grupo evangélico.[1]