quinta-feira, 27 de junho de 2019

Hierarquia, senhorio e virilidade

12ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira
Primeira Leitura (Gn 16,1-12.15-16)
Responsório (Sl 105,1-5)
Evangelho (Mt 7,21-29)

A esposa de Abrão, Sarai, deu-lhe como mulher a escrava Agar. A escrava, grávida, começou a se envaidecer e desprezar a senhora, esta começou a maltratá-la, a escrava então fugiu para o deserto.

Situaçãozinha complicada, hein? E Deus é chamado julgar isso e resolver essa confusão criada pelas maluquices da humanidade. O anjo manda Agar voltar para casa e se humilhar perante sua senhora. Por mais que se compadeça da vítima, Deus é justo e não pode esquecer os justos direitos de Sarai, direitos que lhe cabem como esposa e senhora. Senhora? Sim, senhora... O senhorio é algo escandaloso para estes tempos de igualitarismo (não estou defendendo a volta da escravidão, antes que os mais inquietos me torrem a paciência). Por fim, o anjo promete a Agar um filho viril, um homem feroz,  "indomável como um jumento selvagem", pois é a fortaleza a virtude masculina por excelência. Se o homem não é forte, se é fraquinho, tímido e submisso...Coitada da mãe!

Virilidade, privilégios da primeira (legítima e única) esposa sobre as demais concubinas (que nem deveriam existir), respeito a autoridade do senhorio; a leitura de hoje irrita os tolos ouvidinhos modernos, e por isso me alegra. Alegro-me com a contradição desse mundo amalucado, me agrada  escutar as verdades primevas, a estrutura do real , a natureza humana manifesta e revelada nas Sagradas Escrituras. Todavia, não basta escutar, é preciso colocar em prática, do contrário seremos como o homem insensato que edifica sua casa sobre a areia.

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