quinta-feira, 13 de junho de 2019

Manual de Sobrevivência ao Mundo Futuro


Para qualquer um com o mínimo de discernimento está claro que o ocidente pós-moderno está em um nível de degeneração tal que sua própria existência civilizacional (se é que podemos chamar isto civilização) já uma catástrofe; e tal catástrofe cresce em progressão geométrica de modo que a cada novo dia a vida do homem no exílio se torna ainda mais insuportável. Há quem acredite que tal cenário possa ser revertido por força política, usando do Estado para tal. Eu não cultivo tais ilusões… A única esperança para está sociedade imunda é um dilúvio de fogo, o castigo profetizado por Nossa Senhora em La Sallete, Fátima e a Akita. Todavia, para nós que vivemos neste interregno, entre o ápice da podridão e o doloroso castigo redentor germe de uma restauração, temos de aprender a sobreviver, conservando a fé, a vida e a razão. Este texto é pouco mais que um rascunho, pretendo esboçar aqui as linhas gerais de uma visão de conjunto dos problemas deste século, bem como os caminhos de uma possível reação para aqueles que estão despertos não sucumbirem ao caos que há de crescer; se o leitor é ainda acredita em ilusões de um modo melhor, este texto soará ridículo. Todavia, o tempo se encarregará de mostrar a verdade, cedo ou tarde…

A crise eclesial é a mais grave doença de nossa época, pois, coloca em risco o destino último de nossa alma imortal. Desde o fatídico Concílio Vaticano II, o alto clero têm traído sua missão, bem como aderido e propagado novidades perniciosas. Se antes o pregador era á voz dar razão, um eco da doutrina divina sobre a terra, hoje o remédio vem misturado ao veneno, e sob a máscara de piedosos ensinamentos, vem nada mais que o palavreado do mundo, as doutrinas perversas, o liberalismo, o pacifismo, o feminismo e tantas outras sandices. Em tal cenário, devemos seguir o conselho de São Vicente de Lérins, nos apegando firmemente a Sagrada Tradição.

O obscurecimento da razão é outro dos graves problemas que ferem nossa era. As mais bizarras tolices invadem todas as esferas da sociedade, por meio das escolas, do entretenimento e do convívio social, o indivíduo é forçado a engolir o lixo do relativismo, a submeter sua inteligência aos caprichos do evolucionismo e do liberalismo, sem falar da maldita revolução sexual e dos demônios marcusianos: tal qual o feminismo e a ideologia de gênero. Tal veneno não corrompe apenas aqueles que se submetem, mas cria uma multidão de mentes perturbadas, responsável pela prática dos mais perversos crimes. É certo que tal massa de birutas não é mais que um efeito indireto dos erros dos poderosos, todavia é um perigo real que ameaça a vida do homem comum e seus familiares. Além de uma resiliência mental e muito estudo para se ver livre da influência de tais doutrinas, faz-se necessário também o treinamento físico e o desenvolvimento de habilidades marciais para defender-se dos crimes perpetrados pelos desajustados, pelos "zumbis" cuja a mente foi destruída por essa sociedade iníqua.

Há que se citar o megadesenvolvimento tecnológico sobre a égide da ideologia liberal, a técnica em si algo neutro, tem sido usada pelos poderosos afim de reforçar seus poderes ditatoriais sobre os pequeninos. Cada vez mais nossa privacidade é violada, a cada novo dia ficamos mais dependentes da tecnológia a de modo que não mais sabemos viver sem ela, sem contar os ecos sociais de tal desenvolvimento manifestos na perda de inúmeros postos de trabalho, na epidemia de fake news e crimes virtuais, etc. Neste sentido, dois são os caminhos aparentemente opostos para se enfrentar o desafio da técnica: por primeiro uma periódica abstinência, afim de quebrar a dependência desta e reaprender a viver sem ela; por outro lado um conhecimento desta, e a busca por uma espécie de democratização tecnológica, onde existam meios do homem comum se defender das bugigangas dos poderosos.

Devemos, também, ter em mente que não somos super-humanos, que precisamos do auxílio de nosso próximo, assim, devemos fomentar uma rede de instituições, além de uma cultura alternativa e um clima de solidariedade entre aqueles que estão despertos e lúcidos ante o caos pós-moderno. Todavia, há de se tomar cuidado para não se deixar seduzir pelas dinâmicas socais intrínsecas aso grupos, tornando-se um escravo dos grupinhos, e cultivando uma mentalidade tribal e sectária.

Tais conselhos gerais devem ser adaptados as realidades locais, tendo em vista que entre o primeiro e o terceiro mundo, entre a capital e o interior, existem nuances e diferenças significativas no que diz respeito ao avanço da degeneração e a o nível de reação.

Por fim, há que se rezar e recorrer aos sacramentos. Sem o auxilio da providencia e as graças sobrenaturais não seremos capazes de sobreviver e manter a lucidez neste mundo iníquo.

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