quinta-feira, 22 de agosto de 2019

A caráter aristocrático da Igreja


20ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira
Primeira Leitura (Is 9,1-6)
Responsório (Sl 112)
Evangelho (Lc 1,26-38)

A festa de hoje incomoda as alminhas adoentadas pelo espírito igualitário. Nossa Senhora é rainha. Nosso Senhor Jesus Cristo é rei, descendente da nobre estirpe de Davi. A Igreja é uma monarquia. Tal realidade tem muitas consequências: a busca da excelência e magnanimidade, sobretudo no que diz respeito a celebração litúrgica, como ensina o Papa São Pio X, cuja memória ontem celebramos: <Nada deverá ter lugar na igreja que seja indigno de uma casa de oração e da majestade de Deus>; assim escreve em motu próprio onde estabelecia bases para uma reforma na música litúrgica. Entre as medidas estabelecidas estavam a implantação de escolas de música dentro dos seminários, bem como nas cidades e paróquias rurais. Infelizmente, tal prática foi abandonada desde o Concílio Vaticano II e a música no templo nunca esteve em pior estado; assim como a arquitetura sacra, onde proliferam horrorosas catedrais, absolutamente indignas da casa de Deus. 

“Mas tudo esse esplendor torna a Igreja elitista e nos afasta do cuidado para com os pobres” - poderão alguns objetar. A resposta quem nos dá e a própria liturgia; canta hoje o salmista: <Levanta (do pó) da terra o desvalido e tira da imundice o pobre, para o colocar com os príncipes, com os príncipes de seu povo. (Sl 112, 7-8)>; note o leitor que há uma elevação dos humildes e não uma abolição das hierarquias e principados. A Igreja deve elevar o pobre para fazê-lo sentar junto aos nobres. Seria uma sandice propor a ela renunciar a nobreza e aderir a uma massificação do medíocre. 

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