quinta-feira, 29 de agosto de 2019

"Minha boca anunciará sua justiça"

21ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira
Martírio de São João Batista
Primeira Leitura (Jr 1,17-19)
Responsório (Sl 70)
Evangelho (Mc 6,17-29)

São João Batista não liderava fortes exércitos, tampouco realizou em vida grandes milagres. Sua única arma fora a palavra, sua língua como uma espada de dois gumes penetrava os corações. Suas palavras despertaram tanto ódio que Herodíades não podia suportar que continuasse a viver. 

Como meras palavras podem ter tanto poder? Poder tamanho que ecoam ainda hoje quase dois mil anos. E passados milênios as mesmas palavras perturbam tantos corações entregues ao pecado e ao demônio? As palavras de João eram verdade e justiça, o poder da verdade é tremendo. Se nossas palavras fossem como a de São João Batista, colocaríamos “fogo no mundo”; perturbaríamos esta modernidade apóstata e iníqua. Para tal, porém, teríamos de estar dispostos a pagar com a vida se fosse necessário. A verdade é uma arma poderosa, mas exigente. 

São João Batista é um mártir, um herói da fé, e a maioria de nós um bando de covardes. O estado do mundo de hoje dá testemunha de nossa covardia, de nossa fraqueza. Mais do que apenas admirar as virtudes de João, imploremos a Deus a graça de imitá-lo, a coragem de desembainhar a espada da verdade; para então podermos de facto viver aquilo que cantamos no salmo: “Minha boca anunciará sua justiça” (Sl 70, 15a)

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