quarta-feira, 14 de agosto de 2019

“Yo soy yo y mis circunstancias”


19ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira
Primeira Leitura (Dt 34,1-12)
Responsório (Sl 65)
Evangelho (Mt 18,15-20)

Moisés morreu sem ver Israel adentrar a terra de Israel. Morreu com 120 anos e com toda esta idade sua visão nunca se obscureceu e seus dentes sempre se mantiverem saudáveis. A maioria de nós, por volta dos 70-80 já está desdentado e meio cego da catarata. A doença, ensina Santa Hildegarda, é filha da morte e do pecado e, se manifesta quando por nossos hábitos contrariamos de algum o equilíbrio de nossa natureza e os limites da criação. Ensina a Teologia que a graça aperfeiçoa a natureza; teria, assim, a vida reta de Moisés abençoada pela graça conservado sua longevidade e sua saúde mesmo no clima hostil do deserto. Mas, o cerne da leitura se dá pelo fato de que morreu o profeta sem adentrar a terra prometida.

Não somos nós profetas, mas vivemos em um contexto de crise na Igreja. Sonhamos com sua solução miraculosa, quado Deus colocará ordem na barca de Pedro. Todavia, é bem capaz que morramos antes de poder desfrutar desta calmaria. Se assim foi com Moisés que era justo, nós que somos injustos teríamos privilégio maior?

O que isso significa concretamente? Significa que devemos desenvolver nossa vida, nosso apostolado, realizar nossa existência nas circunstâncias as quais estamos submetidos. É nesta crise que devemos agir  e não fugir e dar a desculpa de que quando a tempestade passar nos colocaremos a serviço. São Maximiliano Kolbe, o qual hoje o martírio recordamos, exerceu seu ministério sacerdotal nas mais adversas circunstância: lá estava a ouvir confissões e animar os moribundos, enquanto sofria como prisioneiro no campo de concentração de Auschwitz. Ele realizou sua vocação em um contexto absolutamente hostil. E nós?

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