segunda-feira, 2 de setembro de 2019

"Nenhum profeta é (bem) recebido na sua Pátria"


22ª Semana do Tempo Comum - Segunda-feira 
Primeira Leitura (1Ts 4,13-18)
Responsório (Sl 95)
Evangelho (Lc 4,16-30)

<Ele, porém, disse-lhes: Na verdade vos digo que nenhum profeta é (bem) recebido na sua pátria (Lc 4 24)>; tal fato parece uma espécie de lei de nossa natureza humana decaída. Vemos isto em nós mesmos, vejo isto em mim… Quão mais fácil é louvar os tesouros vindos do estrangeiro, quão difícil é acolher aqueles que se manifestam em nosso entorno imediato. Que sei eu dê minha cidade, de meu país, de seus santos, heróis e profetas, de suas paisagens e épicos episódios, de sua literatura e poesia? Muito pouco. E (talvez de forma arrogante) não me julgo um simples homem comum, mas um intelectual que se esforça por conhecer… Li eu hagiografias de Santo Antônio, São Pio X, Carlo Acutis, Pier Giorgio Frassati, mas não de São José de Anchieta, São Frei Galvão ou da irmã Dulce. Tenho em meu oratório imagens da Virgem de La Salete, mas não de Nossa Senhora Aparecida. Aqui na cidade a diocese se mobiliza pela canonização de um sacerdote falecido em 2010, o padre André Bortolameotti, do qual sei muito pouco… 

Pergunto ao leitor, estaria ele em melhor situação?

Façamos o propósito de um sincero esforço para fugir desta tendência a desprezar os nossos. Que da próxima vez que ouvirmos tal Evangelho, estejamos nós em uma situação um pouco melhor no que diz respeito a valorização dos tesouros locais. 

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