domingo, 13 de outubro de 2019

Algumas considerações sobre o palhaço...


O filme do Coringa têm gerado um fuzuê. Muita gente falando a respeito, e falando muita besteira, aliás. Não pretendo aqui fazer qualquer análise profunda, mas tão somente tecer algumas breves considerações afim de dissipar o ruido dos ideólogos imbecis.

A história é a seguinte: Arthur é um cara biruta vivendo numa sociedade de merda e que só se ferra como todo mundo, exceto Thomas Wayne. A diferença é que por sua loucura ele faz o que muitos desejariam fazer mas não tem coragem: revidar.

Coringa quer ver o caos pelo caos quer ver o circo pegar fogo. E ele é reverenciado pela multidão como um herói antissistema, os populares politizam a violência do Coringa transformando-a em uma revolução. Mas o palhaço é doído e não está nem aí pra isso, a violência pra ele é uma válvula de escape, uma piada, um meio de suportar a vida.

O personagem não é uma vítima da sociedade, não é um revolucionário, é só o mesmo coringa de sempre. A diferença é que o diretor o colocou em uma sociedade insana, de modo que por efeito contraste somos tentados a fazer o mesmo que fez a multidão: politizar sua revolta.

Dito isto, vamos agora entender a fúria dos ideólogos para com o filme:

Por que a esquerda está odiou o filme?

1. Porque Arthur é um homem branco, heterossexual, "machista" e tem uma vida ferrada. A ""vítima"" contrasta com o estereótipo das minorias da mitologia esquerdista.

2. Porque para o palhaço a revolução é uma piada. Ele só quer destruir tudo, descontar sua raiva e ver o circo pegar fogo.  Não tem uma causa, não está preocupado com os "oprimidos" está preocupado tão somente consigo mesmo.

3. É  o personagem a encarnação do honk pill.


E a direita, tá full pistola porquê?


Porque são uns imbecis que veem comunismo embaixo da cama. O coringa é um vilão, paçocas! O que o pessoal esperava? Que virasse coach e se juntasse com uma mãe solteira evangélica? Um cara malvadão tem mesmo que destruir tudo pro filme ter graça.

Alguns, mais avarentos, poderão erroneamente afirmar que o filme alimenta o ódio aos ricos. Tolice! Thomas Wayne não é retratado como um monstro. Na verdade o personagem e suas ações pouco aparecem... Antes a revolta do povo com os ricos no cenário de crise econômica. O filme não vai além disso: o povo está bravo e culpa os ricos. E os ricos são culpados? O diretor não responde. O filme não se preocupa em mostrar a verdade ao expectador, mas tão somente expressar a percepção das massas. O que é, aliás, conveniente a narrativa e ao desenrolar do enredo.

Em resumo, o pessoal que politizou o filme do Coringa precisa fazer uma consulta no Arkham, serião.

PS: O torrent do filme já está na net, só procurar que acha...

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