terça-feira, 5 de novembro de 2019

Calma e sossego d'alma

31ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira
Primeira Leitura (Rm 12,5-16a)
Responsório (Sl 130)
Evangelho (Lc 14,15-24)

<Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. (Sl 130, 1)>; é o que cantam os fiéis junto ao salmista na liturgia de hoje. Resta saber com quanta sinceridade... <Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma (Sl 130, 2a)>; continua o salmo... Nós não fazemos nada disso. A esterilidade de nossas obras assim o denuncia. Movidos pela agitação de nossa alma estamos a buscar nossa própria glória, nossa vã glória, ao invés da glória de Deus. É igualzinho os convidados da parábola do Evangelho de hoje, eles que não vão ao jantar porque estão ocupados demais buscando a felicidade sem Deus para ter tempo para Ele.

Não raro acontece algo pior: se usa a própria Igreja como desculpa, como instrumento para própria vanglória. Tal ou qual apostolado parece tão humano e tão pouco divino, mais preocupado em conquistar a boa fama para seus membros do que arrebanhar almas. O "apóstolo" mais preocupado em ser famosinho e tido em conta de sábio ou bom moço, que em de  facto ajudar os irmãos a chegarem a Deus. Deve ter pensado em um monte de gente nesse momento, certo? E você é diferente? Realmente diferente? Profundamente diferente? Ou, para usar uma analogia agrícola, o nematoide que mata a lavoura dos demais também não está presente no solo de sua alma, e pode causar o mesmo estrago na falta de um manejo adequado, na falta da oração e da penitencia? Gostamos de pensar que os maus nascem assim e que nós somos diferentes, somos pessoas de bem. No fundo somos feitos do mesmo barro, e não raro somos tão ruins quanto aqueles contra os quais nos revoltamos. Ninguém nasce bom, antes deve tornar-se bom...

Que Deus nos ajude a aquietar nossa alma, para que busquemos não a vanglória, mas os desígnios do Senhor!

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