domingo, 17 de novembro de 2019

Rinha de Galo


Já faz algum tempo que a peleja de galináceos tem sido amplamente discutida na internet. O que começou como um meme tem ganhado tons cada vez mais sérios, incluso lobbistas a lutar pela legalização da prática, apesar de todo o drama de uma geração fraca e efeminada. Tal qual rodeios e touradas, a rinha de galo é uma tradição que remonta a tempos imemoriáveis, encontrando entre seus admiradores desde o general grego Temístocles a Santo Agostinho de Hipona.

''A Ordem'' - Santo Agostinho de Hipona

O galo, animal viril com instinto dominador, tende a agressividade naturalmente. O ambiente da rinha é um local onde lhe permite expressar tal instinto, além de uma oportunidade econômica para os criadores lucrarem na luta de seus animais, bem como com o mercado de apostas. E ao fim da rinha, ainda é possível unir e integrar a comunidade rural com aquela galinhada.

Afinal, até quando tão ancestral tradição ficará relegada a ilegalidade, tratada como fosse uma aberração? Se rodeios e touradas são valorizados, que motivo há para desprezar a rinha? 

De todo o modo, pensemos na prática através de uma perspectiva arqueofutirsta. Em um futuro hipotético onde animais mutantes fruto de moderna transgenia duelam contra galos cyborg, em rinhas internacionais, com transmissão ao vivo via internet por todo o universo, com um frenético mercado de apostas. Novas regras deveriam, sem dúvida, ser elaboradas afim de se garantir a justiça nos duelos. Talvez uma categoria para especial para “galos orgânicos”, ou quem sabe a restrição de determinados genes ou modificações robóticas. Há que se atentar também ao uso de drogas que potencializam a agressividade. Quem sabe não precisemos de um antidoping aviário? 

Enquanto pensamos no futuro, fique o leitor com esta bela luta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário