domingo, 15 de dezembro de 2019

Compêndio

Iniciei este bunKer em dezembro de 2016 e cá estou eu a escrever essa postagem já ao final de 2019, com isso completam-se 3 anos de blog. Neste período, algumas ideias passaram como feno, enquanto outras vieram a se consolidar como fossem linhas mestras de uma filosofia pessoal; de tal modo que hoje me é possível elaborar este rascunho daqueles que são os princípios norteadores de meu pensamento e a linha editorial deste humilde blog.

.Catolicismo: 
1) Sois cristão?
Sim, sou cristão pela graça de Deus.

2) Por que dizeis pela graça de Deus?
Digo: pela graça de Deus, porque o ser cristão é um dom de Deus, inteiramente gratuito, que nós não podemos merecer.

3) E quem é verdadeiro cristão?
Verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos Pastores da Igreja.

- Catecismo Maior de São Pio X
Todo este blog, bem como minha própria história pessoal encontram seu sentido e significado na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ressalto a identidade católica deste trabalho e de toda a minha existência, não um catolicismo vago e superficial, mas consciente e profundo que se pretende radical e em perfeita harmonia a reta doutrina.

.Tradicionalismo "Moderado"

Nestes tempos caóticos e obscuros, o intelectual católico é interrogado acerca de sua posição com relação ao fatídico Concílio Vaticano II e todo o magistério pós-conciliar. A este respeito, subscrevo as palavras Dom Athanasius Schneider:
Quanto à atitude diante do Concílio Vaticano II, devemos evitar os dois extremos: uma rejeição completa (como o fazem os sedevacantistas e uma parte da FSSPX) ou uma “infalibilização” de tudo o que o Concílio falou.

O Concílio Vaticano II foi uma legítima assembleia presidida pelos Papas e devemos manter para com este concílio uma atitude de respeito. Contudo, isso não significa que não podemos exprimir dúvidas bem argumentadas e respeitosas propostas de melhoria, apoiando-se na Tradição integral da Igreja e no Magistério constante.

Pronunciamentos doutrinais tradicionais e constantes do Magistério durante um plurissecular período têm a precedência e constituem um critério de verificação acerca da exatidão de pronunciamentos magisteriais posteriores. Os pronunciamentos novos do Magistério devem, em si, ser mais exatos e mais claros, nunca, porém, ambíguos e aparentemente contrastantes com anteriores pronunciamentos constantes magisteriais.

Aqueles pronunciamentos do Vaticano II que são ambíguos devem ser lidos e interpretados segundo os pronunciamentos da inteira Tradição e do Magistério constante da Igreja.

Na dúvida, os pronunciamentos do Magistério constante (os concílios anteriores e os documentos de Papas, cujo conteúdo demonstrava ser uma tradição segura e repetida durante séculos no mesmo sentido) prevalecem sobre aqueles pronunciamentos objetivamente ambíguos ou novos do Concílio Vaticano II, os quais, objetivamente, dificilmente concordam com específicos pronunciamentos do Magistério anterior e constante (por exemplo, o dever do Estado de venerar publicamente Cristo, Rei de todas as sociedades humanas; o verdadeiro sentido da colegialidade episcopal frente ao primado petrino e ao governo universal da Igreja; a nocividade de todas as religiões não-católicas e o perigo que elas constituem para a salvação eternas das almas).
(...)

.Arqueofuturismo:
O passado não vai voltar, mas, isto não significa que ele não possa vir a inspirar o futuro. Teriam os tradicionalistas e conservadores mais sucesso em seus intentos se, ao invés de chorar sobre as ruínas da antiga civilização, lamentando-se do mundo degenerado, mitificando os tempos de outrora, empreendessem esforços para imaginar o mundo futuro, iluminado pelas tradições pretéritas.

Ante os dilemas de um conservadorismo estéril e um desordenado desejo por novidades, reafirmo a perspectiva arqueofutrista. Um paradigma político e estético que procura resgaste das antigas, belas e imemoráveis tradições encarnadas socialmente em veneráveis instituições perfeitamente harmonizadas com os avanços da técnica.

.Bagarre

Porém, apesar do sonho arqueofurista, ressalto minha visão pessimista ante o futuro próximo, o qual, segundo as profecias de Fátima, há de enredar por abismos cada vez mais profundos até a manifestação da cólera divina em um cataclisma global de proporções diluvianas, sendo possível tão somente após, este violento e merecido castigo, um breve tempo de paz para a Igreja e a civilização.


.Aventuras Selvagens 
Há tanta gente buscando “reformar o mundo”, outros tantos se esforçam por “salvar o planeta”, e perdem tanto tempo em seus devaneios, em seu heroísmo de sofá, que se furtam desta grande aventura que se mostra ante nossos olhos, a missão de explorar o mundo, passear por sobre o jardim no qual estamos instalados. Já é tempo de nos afastarmos dessa poltronice e vivermos algumas aventuras selvagens!

Neste interregno entre o castigo e o triunfo temporal da Igreja, destaco a necessidade de uma vivência rica em aventuras, tendo também em vista desenvolvimento das virtudes masculinas, o resgate daquilo que chamo do alta macheza. Isto se faz necessário tanto para a sobrevivência no tempo presente, quanto em preparação para os dolorosos tempos vindouros.

***

Por hora, é isso o que gostaria de destacar caro leitor, tais são pilares de minha ''filosofia pessoal'' e a chave de leitura de todo este blog.

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