quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Fidelidade, Obediência e os Mártires Franciscanos


1ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira
Primeira Leitura (1Sm 4,1-11)
Salmo Responsorial (Sl 43)
Evangelho (Mc 1,40-45)

1. A primeira leitura trata da vergonhosa derrota de Israel ante os filisteus. O salmo expressa a consternação do povo ante o abandono de Deus. As palavras usadas são de uma ousadia que soa até um pouco estranha: "Senhor , porque dormis?". Não é que Deus durma, mas que sua proteção não é um dado automático, uma garantia, uma lei física. Antes suas promessas são condicionadas, se não formos profundamente fiéis a Ele, não adianta que nos arroguemos pertencer a seu povo. Se não formos fiéis, mesmo que sejamos identitária e ideologicamente católicos, podemos até mesmo terminar no inferno.

Pensemos nisto.

2. No Evangelho que hoje contemplamos, Cristo cura um leproso, mas em seguida o ordena certa discrição. O ex-leproso crê que tem uma ideia melhor e sai por aí falando mais que "veia fofoqueira". Como resultado, Jesus acaba encontrando dificuldades em adentrar as cidades da região.

Se não obedecermos as ordens de Cristo, mas antes acreditarmos em nossos próprios planos, mesmo que sejam planos apostólicos recheados de boa intenção, só criaremos problemas ao divino mestre. Que Deus nos ajude a obedece-lo, e a mortificar nossa vontade, a esquecer nossas ideias tolas que contrariam a vontade de Cristo.

3. Hoje a Igreja celebra a memória dos primeiros mártires franciscanos: São Beraldo e seus companheiros. Homens que foram ao Marrocos pregar pela conversão dos seguidores do falso profeta Maomé. A história é deveras interessante, São Francisco queria ir, mas se adoentou, seus irmãos seguiriam viajem sem ele. Pela sua pregação foram presos diversas vezes, alguns cristãos com contatos entre os infiéis conseguiram libertá-los umas duas ou três vezes, mas estes homens eram santos e tornavam a pregar, de modo que receberam a glória do martírio. Martírio este que motivou uma profunda transformação na vida de um certo cônego que viria a se tornar o grande Santo Antônio.

Dias atrás vi católicos apoiando o Irã e se contentando com uma situação onde embora os cristãos possam se reunir, lhes é proibido, aos que ali habitam, pregar o evangelho aos maometanos. Aqui  onde moro houve um infeliz evento ecumênico, onde membros da ordem franciscana foram a mesquita, sem intenção de converter ninguém, mas para pagar de gente boa com os agarenos e parecer bonzinhos perante a mídia. A memória dos mártires de hoje é um balde de água fria nessas inciativas tontas. É a manifestação da profunda diferença entre a caridade dos santos, dóceis a vontade divina, e as maquinações dos homens e sua vã politicagem.

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