quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Desconfiança, Castigo (III) e a relação entre o líder e seus subordinados


4ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira
Primeira Leitura (2Sm 24,2.9-17)
Responsório (Sl 31)
Evangelho (Mc 6,1-6)

E cá estamos uma vez mais a acompanhar os passos de Davi. No episódio de hoje o rei ordena um recenseamento em Israel,e pouco tempo depois sua consciência o acusa. O pecado de Davi é grave, porém de difícil percepção para esta época mergulhada na mesma miséria. Não que contar as pessoas seja pecado, não é nada disso! A questão é que depois de repetidas provas do auxílio de Deus nas batalhas, Davi desconfia do Senhor, pondo sua confiança em seus exércitos. Davi prefere apostar tão somente em meios humanos, tidos por ele com mais segurança, que nas promessas do altíssimo. Esse é o pecado dos cristãos desse século, que preferem antes confiar nas suas maquinações políticas que nos meios do Senhor, em sua doutrina, em suas promessas... A história continua e, por conta do pecado de Davi todo o povo é castigo, morrendo milhares. A pergunta de Davi ao final da leitura de hoje também deve inquietar a muitos: porque o povo deve pagar pelo pecado de um homem? A resposta irrita nosso individualismo liberal: o povo e seu líder estão profundamente ligados, de modo que os pecados daquele afetam a todos sob o seu domínio. Tendo isto em vista o dever de rezar por nossos líderes se torna cada vez mais imperativo. Temos de rezar pelos que nos governam, para o nosso próprio bem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário