segunda-feira, 23 de março de 2020

"De tarde estaremos em lagrimas: e de manhã em alegria"


4ª Semana da Quaresma - Segunda-feira
Primeira Leitura (Is 65,17-21)
Salmo Responsorial (Sl 29)
Evangelho (Jo 4,43-54)

1. <Porque eis aqui estou eu que crio uns Ceos novos, e uma terra nova: e não persistirão na memoria as primeiras calamidades, nem subirão sobre o coração. (Is 65, 17)>; a primeira leitura extraída do livro do profeta Isaías fala do advento de novos céus e nova terra. Tal profecia não deve ser tida em sentido figurado, mas de forma literal, e como tal ainda não se realizou, antes ainda esperamos sua realização para o fim dos tempos, conforme ensina o príncipe dos Apóstolos.

O mundo natural nos parece tão estável, tanto mais que nossa caótica sociedade, porem, até mesmo o universo, os céu e a terra passarão. E então virá um novo céu e uma nova terra... Isso nos devia inspirar uma atitude de humildade e encantamento ante a criação. Se nem o céu nem a terra são eternos, que podemos dizer de espécies diversas de plantas e animais? Quantos belos pássaros voaram de uma extremidade a outra, dos quais não mais ouviremos seu cantar? Quantas belas frutas não mais poderemos saborear? Tanta coisa do passado já não existe, assim como parte do presente não chegará ao futuro. O universo não é eterno. Se a própria criação é transitória, não deveríamos nós contempla-la com mais amor e zelar por ela com maior responsabilidade? É certo que no fim haverá de ser melhor, mas nossa jornada até lá...

2. <Porque ele nos fere na sua ira: e ele nos dá a vida na sua boa vontade. De tarde estaremos em lagrimas: e de manhã em alegria. (Sl 29, 6)>; rezemos nesta tarde dos tempos, e sobretudo na escura noite que se avizinha, é tempo de pranto e sofrimento. Mas, ansiemos pela aurora, onde uma vez mais vem saudar-nos a alegria.

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