sexta-feira, 27 de março de 2020

"não era ainda chegada a sua hora"

4ª Semana da Quaresma - Sexta-feira
Primeira Leitura (Sb 2,1a.12-22)
Salmo Responsorial (Sl 33)
Evangelho (Jo 7,1-2.10.25-30)


<Procuravão pois os Judeos prendello: mas ninguem lhe lançou as mãos, porque não era ainda chegada a sua hora. (Jo 7, 30)>

Deus é o Senhor da história e, em mais um paradoxo quase que incompreensível para nós homens, há uma harmonia entre a liberdade humana e como que alguns ''marcos de roteiro'' estabelecidos pelo Divino Autor. Desde essa perspectiva devemos nós entender nosso encontro com a morte. Por mais que o episódio aparente desde nossa perspectiva uma simples e terrível fatalidade, na verdade o fim dos nossos dias já tinha sido determinado desde antes de nascermos. Quando chegar a nossa hora, haveremos de pegar o expresso para o outro mundo, uma passagem só de ida, cujo destino não o sabemos... Em um belo dia cá estamos aqui, despreocupados, no outro lá estaremos a no entremundos, a espera do maquinista em companhia da morte. Ou quem sabe um barqueiro, os gregos falavam de Caronte; mas, isto deve ser tomado apenas como analogia. Seja de trem, de barco ou dirigível, o certo é que nossa passagem já foi comprada desde antes da concepção e tal viagem não pode ser adiantada ou adiada, ao menos de nossa parte... Digo de nossa parte, pois, o Divino Autor tem absoluta liberdade para mudar seus planos, prorrogando ou reduzindo o tempo de cena de seus personagens. Há nas Cantigas de Santa Maria uma linda história a respeito de um frade, que pela intercessão da Imaculada, pode retornar a vida afim de se arrepender de seus pecados e escapar do inferno. Como nos Bodas de Caná, por intermédio da Virgem Santíssima, Deus mudou seus planos para com aquele pobre frade. Ou quem sabe também já estivesse em seus planos? Podemos perguntar isso a Ele em oração, pode ser que nos responda algum dia...

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