segunda-feira, 4 de maio de 2020

Catolicidade, o bom pastor e o mercenário

4ª Semana da Páscoa | Segunda-feira
Primeira Leitura (At 11,1-18)
Salmo Responsorial (Sl 41)
Evangelho (Jo 10,11-18)

1. Nos primeiros anos do cristianismo houve uma discussão entre judeus conversos se os gentios também eram chamados a promessa e se estes deviam assumir os costumes judaicos. A solução nos já o sabemos. Mas, ah, tantos parecem revivificar as polêmicas de outrora, contrariar o que foi definido: a ''civilização ocidental'' se transforma no novo judaísmo; aos costumes judaicos se substitui os modos da Europa, como se ocidentalização fosse critério fundamental para a conversão dos povos; se nem a lei de Moisés o era, porque julgas que seu horizonte cultural limitado no tempo e no espaço o seria, oh, homem estulto?

2. O bom pastor chama suas ovelhas pelo nome e arrisca sua vida por elas. O mercenário foge e as deixa entregue a morte, aos lobos. 

Nesta pandemia, tanta irracionalidade se manifesta. Os bispos que suspenderam as missas públicas são chamados de covardes, acusados de maus pastores, enquanto a temerária atitude dos hereges, a realizar cultos lotados, expondo as ovelhas ao contágio e a morte, a estes louvam aqueles que estão cegos pela ideologia. Isto inserido em um contexto maior onde o presidente que convoca toma parte em manifestação de massas, que infla o povo incuto ao boicote da quarentena, expondo-os ao risco de morte e, quando questionado sobre os cadáveres responde cinicamente: ''e daí!?''; oh, homens de inteligência limitada, já muito tempo transcorreu, o comportamento de vossos líderes é ada vez mais claro e não o sabeis discernir entre o pastor e o mercenário?

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