terça-feira, 14 de julho de 2020

A cidade sob uma perspectiva teológica


15ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira
Primeira Leitura (Is 7,1-9)
Salmo Responsorial (Sl 47)
Evangelho (Mt 11,20-24)

A liturgia de hoje é permeada pelo tema da cidade. A primeira leitura, um tanto quanto complexa devido a dificuldade de situar o contexto histórico para quem não conhece a história de Israel, trata da tentativa de invasão de Jerusalém pela Síria aliada a tribo de Efraim. Deus, pela boca do profeta anuncia que protegerá sua cidade, e arruinará as cidades do inimigo. O salmo canta louvores a cidade do Senhor. Para além de uma cidade física, da Jerusalém terrestre e histórica, devemos cantar o salmo desde uma perspectiva espiritual, tendo em vista que a cidade do Senhor é a Igreja. Por fim o evangelho repreende as cidades de Betsaida, Corazim e Cafarnaum por não o terem se convertido ante tão estrondosos milagres nelas manifesto. Aí se deve entender tais cidades em toda a sua concretude histórico-geográfica.

Não apenas as pessoas, mas também os lugares tem uma personalidade própria e um papel no plano da salvação. Cada cidade é guardada por um Arcanjo Custódio e será sujeita de algum modo ao julgamento no fim dos tempos. Pergunto ao leitor, como é a cidade onde mora? Conhece ele sua história, suas características peculiares, o ethos que lhe é próprio? No dia do juízo, será ela elevada os céus ou precipitada no inferno? Os integralistas falam muito sobre o conceito de municipalismo, para além de uma perspectiva política e administrativa, pensemos nisto, porém, desde uma abordagem teológica. Sejamos de alguma forma ''municipalistas'' conscientes da história da cidade em que nascemos, das cidades onde moramos e, de algum modo, procuremos colaborar em sua edificação espiritual, para que não sejam alvos de reprimendas no dia do juízo.

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