sexta-feira, 10 de julho de 2020

A Vida e a Compreensão dos Símbolos Bíblico


14ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira
Primeira Leitura (Os 14,2-10)
Salmo Responsorial (Sl 50)
Evangelho (Mt 10,16-23)

1. Ovelhas, lobos, pombas e serpentes. De algum modo compreendemos, ou achamos que compreendemos o Evangelho de hoje. São imagens recorrentes e já extensamente explicadas. Todavia...

Certa feita li em um dicionário de símbolos a respeito do simbolismo do gato. Muito interessante, porém demasiado incompleto. Ao observar o gato se nota muitas outras características, muitos outros aspectos simbólicos os quais não foram escritos pelo autor. O que não nos escapa da compreensão da escritura, quando não experimentamos e observamos atentamente os símbolos que se refere? Vi  serpentes algumas poucas vezes, durante a ocasião estava com medo demais para observar atentamente, o significado de sua prudência me a vago. Quanto ao lobo, minha experiência se resume a filmes e documentários, aprecio tanto mais seu aspecto estético que é me forçoso entender o aspecto de perigo, tal qual se é destaque no Evangelho.

Escutamos pois as mesmas palavras, entretanto que diferença entre a clareza em que está se manifestava a um camponês de outrora e a um moderno citadino... O que para eles era algo óbvio e impactante, para nós é um tanto quanto nebuloso, o qual só se torna claro a custa de muito estudo ou da busca de experiências hoje inusuais.

2. O Evangelho também menciona a fuga. Percorrer cidade em cidade, afim de fugir das perseguições... Outra experiência a qual poucos de nós estamos acostumados. Temos uma perspectiva de estabilidade, é o modo como nossa mente burguesa funciona. Percorrer cidade em cidade, a mentalidade do viajante, algo a qual é-nos de difícil compreensão, tanto mais quando somado ao elemento da perseguição e do perigo iminente...

3. Li em algum lugar um sujeito ufanista se gabando que, dado aos avanços da ciência linguística e da pesquisa histórica, compreendemos hoje as escrituras melhor que outrora. Me parece que é o contrário, dado ao modo como nossa vida e experiência destoa dos antigos, a Bíblia Sagrada se torna para nós tanto quanto mais nebulosa, de forma que não fosse a tradição da Igreja, estaríamos no escuro.

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