segunda-feira, 31 de agosto de 2020

"Porque julguei não saber cousa alguma entre vós, senão a Jesus Christo, e este crucificado"


22ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira
Primeira Leitura (1Cor 2,1-5)
Salmo Responsorial (Sl 118)
Evangelho (Lc 4,16-30)

<Porque julguei não saber cousa alguma entre vós, senão a Jesus Christo, e este crucificado.(1 Cor 2,2)>

Em tempos de pretensa alta cultura as palavras do apóstolo ressoam com ainda maior gravidade. São Francisco de Assis, na radicalidade do exemplo paulino, recomendava aos seus frades que não lessem livro algum senão as sagradas escrituras. João Batista de La Salle dizia a seus padres que não deviam saber mais que o evangelho e o suficiente para dar a instrução primária as crianças, não muito além disso, de tal forma que sua ordem fora caluniada como os ignorantelli. Não se veja aí uma apologia a incultura, uma condenação a erudição, mas tanto um chamado mais pessoal a radicalidade na vida destes santos, como um eco da justa hierarquia do qual não raro se corre o risco de esquecer. A revelação, a palavra do Senhor, tem poder, poder tal que não se compara a nenhuma palavra ou ciência humana, e é a esta palavra a qual servimos. Quão triste é quando, em tempos de confusão, os homens esquecem desta mesma palavra, como que esquecem de Cristo, e fazem de seu apostolado sua cultura, sua ciência, sua filosofia, sua erudição, como fosse mais que o próprio Evangelho.

"Não, primeiro vamos curar as pessoas de suas neuroses com psicologia, depois, ah , depois a gente prega a doutrina."
"Vamos livrar elas da superstição através da ciência, e daí com que a cereja do bolo, ensinamos o catecismo."
"O infeliz tem que saber alta filosofia, ter grande conhecimento literário, senão nunca vai entender nem praticar a religião corretamente..."

E tantas outras tolices as quais frequentemente se manifesta em palavras e atitudes... Ante tudo isso "fechemos" com São Paulo.

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