segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Yowamushi Pedal: O Bushido das Bicicletas


Fazia tempo que não me empolgava tanto com um anime assim. Até então, assistia apenas um ou dois episódios ao dia, e demorava um bom tempo até terminar de assistir, mas com esse foi diferente. Em um dia dropei praticamente a segunda temporada inteira, 25 episódios. Acabo de terminar a quarta pouco antes de iniciar este texto e anseio logo pela quinta que ainda não fora lançada.

Yowamushi Pedal traz uma premissa simples, mas extremamente bem trabalhada. Temos, afinal, mais um anime de esportes, como tantos outros, neste caso um anime sobre ciclismo que fez-me encantar-me ainda mais pela bike e dar um ''up'' em meios treinos. Os primeiros capítulos trazem consigo uma comédia escolar, Onoda Sakamichi, um garoto fraco, esquisito e sozinho, que ao ingressar no ensino médio acaba por entrar no clube de ciclismo, e com o desporto vai fazendo amigos, amadurecendo e crescendo em virtude. Mas então o ritmo da narrativa acelera, os personagens entram na disputa pelo intercolegial, uma intensa batalha entre diversas equipes, uma multidão de personagens com dramas extremamente complexos, plot twists frequentes e inesperados, aliado a certa tendência do autor de "pisar" nos mesmos personagens, dando-lhes não uma vitória consoladora e redentora, mas uma amarga e dolorosa derrota. E todo esse drama, mistério e intensidade temperado por uma comédia oportuna, na medida certa e no momento adequado. E mais, a partir da terceira temporada temos a ideia da sucessão, do amadurecimento e a ideia de passar o legado adiante. E não fosse isso o suficiente, temos algumas doses de alta cultura!


Dois personagens são para mim inesquecíveis. Um deles o "vilão" , Midousuji Akira um sujeito bizonho, repulsivo, um monstro. Mas entretanto, uma vez retratada a história deste monstro, o drama responsável por transforma-la naquilo que é, passei a torcer por ele, e por sua ''redenção'', que ainda se mostra distante de ocorrer, se é que ocorrerá. O outro é Teshima Junta, um sujeito absolutamente normal. E este é justamente o problema! Ele é normal, medíocre, num ambiente de elite, um mundo de gênios e homens extremamente talentosos. E desde essa situação, Teshima apresenta a estratégia dos comuns para vencer a elite. Uma lição de vida simples, talvez um tanto quanto óbvia, mas preciosa.


O texto não é longo, procuro eu evitar spoliers para não privar o leitor das inesperadas e surpreendentes rumos de roteiro tomado pelo autor. A trilha sonora é adequada, e a ilustração perfeitamente imersiva. O anime me trouxe muitos momentos felizes, me diverti, me empolguei e me emocionei bastante, também intensifiquei minha paixão pela bike, aprendi muito sobre o cilcismo, bem como lições que levo para vida, o bushido das bicicletas e o caminho dos comuns (apesar de eu ser elite :P).


P.S.: É dito no início do anime que o personagem Onoda percorre semanalmente 60km de bicicleta de Chiba até a Akibahara. Tomei essa por minha meta ''inicial'' nos treinos. Por hora esse é o meu record:

Tempo de Percurso: 1 hora e 59 minutos.
Distância: 20,96 km.
Velocidade Máxima: 63 km/h.

A distância está baixa, mas estou feliz com minha marca de velocidade. Isso em uma bicicleta ''comum'', mas para frente (depois de bater a meta e dobrá-la 😜) pretendo conseguir outra mais adequada. 

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