quarta-feira, 23 de junho de 2021

Exercícios - Tipologia Textual


Entre os maiores obstáculos ao pleno desenvolvimento do Brasil, está a educação. Este é o próximo grande desafio que deve ser enfrentado com paciência, mas sem rodeios. É a bola da vez dentro das políticas públicas prioritárias do Estado. Nos anos 90 do século passado, o país derrotou a inflação — que corroía salários, causava instabilidade política e irracionalidade econômica. Na primeira década deste século, os avanços deram-se em direção a uma agenda social, voltada para a redução da pobreza e da desigualdade estrutural. Nos próximos anos, a questão da melhoria da qualidade do ensino deve ser uma obrigação dos governantes, sejam quais forem os ungidos pelas decisões das urnas.

01) (CESPE / UnB / INCA / MÉDIO / 2010) A expressão “bola da vez” é empregada, no texto, em sentido denotativo ou literal.

02) (CESPE / UnB / INCA / MÉDIO / 2010) A palavra “ungidos”, que, no dicionário, significa consagrados, foi empregada em sentido conotativo e equivale a escolhidos, convalidados.

Criada em 1983 pela doutora Zilda Arns, a Pastoral da Criança monitora atualmente cerca de 2 milhões de crianças de até 6 anos de idade e 80 mil gestantes, com presença em mais de 3,5 mil municípios em todo o país, graças à colaboração de 155 mil voluntários. A importância da Pastoral é palpável: a média nacional de mortalidade infantil para crianças de até 1 ano, que é de 22 indivíduos por mil nascidos vivos, cai para 12 por mil nos lugares atendidos pela instituição. Na primeira experiência da Pastoral, em Florestópolis, no Paraná, a mortalidade infantil despencou de 127 por mil nascimentos para 28 por mil — em apenas um ano. Sua metodologia é simples — por meio de conversas frequentes com a família, o voluntário receita cuidados básicos para evitar que a criança morra por falta de conhecimento, como os hábitos de higiene, a administração do soro caseiro e a adoção da farinha de multimistura na alimentação, que se tornou uma solução simples e emblemática contra a desnutrição. Mas o seu segredo é um só: a persistência.

03) (CESPE / UnB / INCA / MÉDIO / 2010) Esse texto é  predominantemente narrativo.

A disseminação do vírus H1N1, causador da gripe denominada Influenza A, ocorre, principalmente, por meio das gotículas expelidas na tosse e nos espirros, do contato com as mãos e os objetos manipulados pelos doentes e do contato com material gastrointestinal. O período de incubação vai de dois a sete dias, mas a maioria dos pacientes pode espalhar o vírus desde o primeiro dia de contaminação, antes mesmo do surgimento dos sintomas, e até aproximadamente sete dias após seu desaparecimento. Adverte-se, pois, que as precauções com secreções respiratórias são de importância decisiva, motivo pelo qual são recomendados cuidados especiais com a higiene e o isolamento domiciliar ou hospitalar, segundo a gravidade de cada caso.

04) (CESPE / UnB / INCA / MÉDIO / 2010) Esse texto é predominantemente dissertativo.

Ética, cidadania e segurança pública são valores entrelaçados. Não pode haver efetiva vigência da cidadania em uma sociedade que não se guie pela ética. Não vigora a ética onde se suprima ou se menospreze a cidadania. A segurança pública é direito do cidadão, é requisito de exercício da cidadania. A segurança pública é também um imperativo ético.
A luta pela ética, pela construção da cidadania e pela preservação da segurança pública não constitui dever exclusivo do Estado. Cabe ao povo, às instituições sociais, às comunidades, participar desse processo político de sedimentação de valores tão essenciais à vida coletiva.
Internet: <www.dhnet.org.br> (com adaptações).

05) (CESPE / UnB / INCA / MÉDIO / 2010) Esse texto é predominantemente narrativo.

A análise realizada em diferentes amostras de bandeiras do Brasil vai ao encontro das diretrizes do Programa de Análise de Produtos, no que diz respeito à seleção de produtos consumidos intensiva e extensivamente pela população. As bandeiras, oficiais ou não, são usadas em particular em períodos comemorativos, na maioria das vezes relacionados aos esportes, ou em datas festivas, tais como a Copa do Mundo de Futebol e o dia da Independência do Brasil.
Existiram diferentes versões da Bandeira Nacional, antes da que conhecemos, que foi instituída logo após a proclamação da República, no dia 15 de novembro de 1889. Ela ainda sofreu algumas influências da bandeira utilizada nos tempos do Império, e a frase “Ordem e Progresso” inspira-se diretamente no lema do movimento positivista de Auguste Comte, ocorrido na França, no século XIX: “o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim”.
As quatro cores da Bandeira Nacional representam, simbolicamente, as famílias reais das quais descende D. Pedro I, idealizador da bandeira do Império. Com o passar do tempo, essa informação foi sendo substituída por uma adaptação feita pelo povo brasileiro. Dentro desse contexto, o verde passou a representar as matas; o amarelo, as riquezas do Brasil; o azul, o seu céu e o branco, a paz que deve reinar no país.
As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 20 h 30 min do dia 15 de novembro de 1889. As 27 estrelas da nossa bandeira foram inspiradas nas constelações presentes no céu do Rio de Janeiro e representam simbolicamente os 26 estados e o Distrito Federal.
De acordo com a legislação brasileira que trata da Bandeira Nacional, seu hasteamento — obrigatório em órgãos públicos em dias de festa ou de luto nacional — deve ser realizado pela amanhã e seu recolhimento, na parte da tarde. A bandeira não pode ficar exposta à noite, a não ser que esteja bem iluminada.
Há alguns anos, o INMETRO analisou aspectos dimensionais de bandeiras nacionais expostas à venda na época. Naquele momento, todas as marcas analisadas foram consideradas não conformes aos requisitos dimensionais estabelecidos pela legislação brasileira.
Este relatório contém informações sobre as amostras analisadas e os ensaios realizados, apresenta e discute os resultados obtidos, além de fornecer informações úteis para o consumidor para que se entenda o significado do seu símbolo nacional e para que se realize uma compra satisfatória, ao observar se a bandeira brasileira a ser adquirida está de acordo com as especificações técnicas.
Internet: <www.inmetro.gov.br> (com adaptações).

06) (CESPE / UnB / INMETRO / SUPERIOR / 2010) Predomina no texto o caráter informativo, visto que ele usa linguagem figurada e metafórica para abordar o tema da Bandeira Nacional.

07) (CESPE / UnB / INMETRO / SUPERIOR / 2010) Predomina no texto o gênero descritivo, tendo em vista que ele apresenta com pormenores fatos históricos e características materiais da bandeira do Brasil.

08) (CESPE / UnB / INMETRO / SUPERIOR / 2010) Predomina no texto o tipo textual argumentativo, já que se defende a importância do conhecimento das especificidades da Bandeira Nacional.

09) (CESPE / UnB / INMETRO / SUPERIOR / 2010) Predomina no texto o aspecto expositivo, pois ele se limita a apresentar fatos relativos ao significado dos elementos que compõem a Bandeira Nacional e à análise realizada pelo INMETRO.

10) (CESPE / UnB / INMETRO / SUPERIOR / 2010) Predomina no texto a narração, pois ele conta a história da Bandeira Nacional.

Nosso primeiro contato com os índios juruna falhou. Descíamos o Xingu e, abaixo do rio Maritsauá, vimos um acampamento na praia, muito bonito. Fomos até lá e os índios fugiram em canoas. Saímos com nossos barcos a motor atrás de uma canoa com dois índios. Quando perceberam que estavam sendo seguidos, encostaram a canoa na margem e fugiram para a mata.
Visão, 10/2/1975

11) (CESPE / UnB / ADAGRI / CE / SUPERIOR / 2010) O parágrafo acima é predominantemente argumentativo.

(...) Enquanto a linguagem científica, ao mesmo tempo em que coibia qualquer afirmação inconsistente e subjetiva, moldava-se na forma de prosa a fim de poder refletir o real, o mundo da physis moderna consistia em um mundo essencialmente a-histórico, regular, ordenado e organizado por leis fixas, onde não havia espaço para a contradição ou considerações subjetivas. Assim, as formas de conhecimento que buscassem se submeter ao estatuto científico deveriam proceder a um exorcismo quanto a todas as noções equivocadas presentes em seus corpos. A astronomia deveria se divorciar da astrologia, como a química da alquimia e a medicina das noções místicas.
Outros ramos do conhecimento, como a filosofia, o direito, as artes, a literatura, a teologia e o senso comum não gozavam do mesmo status da confiabilidade da ciência, pois a divisão do paradigma os havia situado no universo incerto da subjetividade.
Maurício S. Neubern. In: Complexidade & Psicologia Clínica. Brasília: Plano, 2004, p. 21-3 (com adaptações).

Julgue os seguintes itens, a respeito da organização das ideias no texto acima.

12) (CESPE / UnB / ANAC / SUPERIOR / 2010) A seguinte afirmação preenche coerentemente o lugar da indicação de supressão do trecho inicial do texto: Na evolução da mitologia para a ciência, ao sistematizar o conhecimento científico, a humanidade palmilhou caminhos de subjetividade e poesia para explicar as origens do homem e justificar a história de sua existência no mundo.

13) (CESPE / UnB / ANAC / SUPERIOR / 2010) Nesse fragmento, predominantemente argumentativo, a utilização de ilustrações que comprovam a tese defendida aparece sob a forma de trechos narrativos, como os seguintes: “moldava-se na forma de prosa a fim de poder refletir o real” e “A astronomia deveria se divorciar da astrologia, como a química da alquimia e a medicina das noções místicas”.

14) (CESPE / UnB / ANAC / SUPERIOR / 2010) Na argumentação do texto, são construídas, por meio de estruturas linguísticas e relações lógicas, verdades que se legitimam dentro do universo textual apresentado, independentemente de essas ideias serem comprovadas no mundo empírico.

15) (CESPE / UnB / ANAC / SUPERIOR / 2010) Infere-se, a partir das relações de significação do texto, que as “noções equivocadas presentes em seus corpos” são as características a-históricas, organizadas por leis fixas que exorcizam “Outros ramos do conhecimento”.

16) (CESPE / UnB / ANAC / SUPERIOR / 2010) A organização lógica que norteia a orientação argumentativa do texto opõe formas de conhecimento consideradas de prestígio a formas de conhecimento menos prestigiadas; enquanto o prestígio das primeiras baseia-se na objetividade do estatuto científico, o desprestígio das segundas fundamenta-se na valorização do universo incerto da subjetividade.

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GABARITO

1) Errado
2) Certo
3) Errado
4) Certo
5) Errado
6) Errado
7) Errado
8) Errado
9) Certo
10) Errado
11) Errado
12) Errado
13) Errado
14) Certo
15) Errado
16) Certo

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