sexta-feira, 9 de julho de 2021

Escravos da terra?


14ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira
Primeira Leitura (Gn 46,1-7.28-30)
Responsório (Sl 36)
Evangelho (Mt 10,16-23)

Na primeira leitura estamos ante a cena da migração do patriarca Jacó e sua família para o Egito. A fome o obrigou a deixar a terra de Canaã. O patriarca estava receoso, pois aquela era a terra da promessa da qual era herdeiro, a terra onde fora sepultado seus pais, mas Deus o tranquiliza, reafirmando que no tempo oportuno sua descendência voltaria aquele lugar (e voltou, embora tenham se passado cerca de alguns séculos).

No Evangelho, Cristo instrui os apóstolos acerca da missão. Há vários trechos preciosos, mas hoje me limito a destacar apenas um, que está em consonância direta com a primeira leitura, diz Nosso Senhor: <Se vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade eu vos digo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel antes que volte o Filho do Homem. (Mt 10, 23)>.

Não somos, pois, escravos da terra. Se algum ambiente nos é prejudicial, não precisamos ter escrúpulos de deixá-lo se há algo melhor à vista. Seja esse ambiente uma paróquia, uma cidade, um país, ou coisas mais simples como determinado círculo de amigos, um emprego ruim, um relacionamento inadequado (ainda não consumado em matrimônio, depois que casou já era, estão ligados até a morte) ou certo paradigma intelectual. A falta dessa sã prudência faz com que muitas pessoas se aborreçam em demasia e tornem sua vida mais amarga do que deve ser... Se a Jacó fora lícito migrar de Canaã, a terra prometida, durante um período de crise, quiçá para nós...

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