terça-feira, 6 de julho de 2021

O combate de Jacó


14ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira
Primeira Leitura (Gn 32,23-33)
Responsório (Sl 16)
Evangelho (Mt 9,32-38)

A primeira leitura de hoje nos coloca ante a cena do misterioso combate de Jacó. O santo patriarca passa a madrugada pelejando contra um misterioso ser, o resultado da luta chega pouco antes da aurora, onde Jacó é ferido no nervo da coxa. Após o combate, por sua valentia, Jacó conquista um novo nome: a partir daquele momento seria conhecido por Israel. Comumente se identifica seu adversário como sendo um anjo, entretanto para São Justino se trata de alguém infinitamente mais poderoso, ninguém menos que a segunda pessoa da santíssima trindade, o Cristo.

Ainda que tenhamos deixado o tempo dos excessos puritanos, não raro vemos manifestações contrárias aos esportes de combate motivadas por afetações pacifistas. Diz-se que é coisa de bárbaros, se procura estender inadvertidamente a condenação dos duelos a toda e qualquer peleja, etc etc... Como poderia, pois, o desporto, o combate recreativo ser algo condenável se o próprio Deus desceu dos altos céus, para lutar com o santo patriarca? Se Ele quis provar a força de Jacó, fazendo da luta uma espécie de rito de passagem que cuja coração seria expressa com a troca do nome para Israel?

Que a meditação do combate em Fanuel toque nossos corações, e desperte nos varões a paixão pelas artes marciais e os desportos de combate, meio adequado para o cultivo e expressão da virtude da fortaleza.

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