sexta-feira, 17 de junho de 2022

Conspirações Monárquicas



11ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira
Primeira Leitura (2Rs 11,1-4.9-18.20)
Responsório (Sl 131)
Evangelho (Mt 6,19-23)


A primeira leitura de hoje trata de conspirações políticas em torno da antiga monarquia israelita. Atália, a rainha mãe, após a morte de seu filho, mata toda a família real afim de que pudesse reinar. Mas um dos herdeiros é salvo por manobras internas da nobreza e com o auxílio do sacerdote Joiadá é restabelecido no trono. A restauração é acompanhada, claro, da morte dos traidores e da destruição do templo pagão do demônio Baal, uma das peças fundamentais do regime ilegítimo.

A monarquia é um regime de extremos onde o céu e o inferno se digladiam, sujeito a profecias, a influência da religião, mas também vulnerável a conspirações, a corrupção, a prática da idolatria e da magia negra. Viver sobre uma monarquia tradicional é viver sob absoluta tensão. Embora também existam, é claro, tempos de calmaria e refrigério, mas a decadência, a corrupção e os golpes de Estado são sempre uma ameaça, ante as quais há de que ser vigilante.

Esse tipo de tensão é como uma escola para a gravidade e responsabilidade com a própria vida. Não temos poder, mas nossos bens estão sujeitos a cobiça, nossa posição - por mais humilde que seja - a inveja, nossa família sob ataque dos demônios e seus escravos. Se nos acostumarmos a pensar nossas relações como fossemos reis (reis de verdade, não aqueles bo1olas dos contos de fadas), com cautela e prudência ao invés de uma ingenuidade infantil teremos tanto mais sucesso quanto seja possível nesta terra desolada.

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